Luiz Augusto Moura – Guto para os amigos – queria ser veterinário, mas se formou em Ciências Contábeis indo assumir o legado construído por seu pai: a ICHTHYS. Empresa sólida, referência no mercado de serviços regulatórios para instituições financeiras. Nascido em Santos, torcedor fanático do Santos Futebol Clube, tem como hobby a pesca e é também aquariofilista. Ama os animais e os peixinhos do seu aquário que cuida diariamente com muito cuidado.
Nesta entrevista, nosso vizinho conta que se mudou para a Granja em busca de ar puro, natureza, contato com animais, segurança e, principalmente, proporcionar qualidade de vida para sua família.
Aqui se reencontrou com a saúde, depois de um problema sério de pele ocasionado pela poluição de megalópoles e, também, a paz de espírito merecida por aqueles que trabalham firme, aprendem com as dificuldades e aproveitam as oportunidades oferecidas no caminho.
Além de uma grande lição de vida, nesta entrevista ele ainda fala das VASPs, do DREX, Bitcoins, Blockchains e outros termos que em breve tomarão conta das nossas vidas, assim como aconteceu com o PIX.
E aponta as principais tendências do mercado financeiro para 2026. Fique ligado!
Para começar, fale um pouco sobre você e sua família.

Meu nome é Luiz Augusto Moura, 49 anos, natural de Santos, casado há 25 anos com a Luana, pai do Luiz Ariel, Luiz Matheus e Luiz Miguel. Também tenho dois cachorros, o Ziggy e a Julie – e os meus peixinhos.
Hoje você é o CEO da ICHTHYS, fundada por seu pai.
Meu pai, Luiz Mauro de Moura, foi funcionário concursado do Banco Central e ajudou a estruturar o departamento que aprova as novas instituições financeiras no país.
Depois de oito anos no BC, decidiu fundar a ICHTHYS para atender a demanda crescente no mercado. Eu cresci dentro desse ambiente e hoje dou continuidade ao legado dele, garantindo sua tranquilidade e o sustento da família.
Qual é a sua formação?
Sou contador, com pós-graduação em Controladoria e MBA em Finanças de Mercado. Vivi nos EUA, Inglaterra e Canadá, onde aperfeiçoei meu inglês, inclusive me formando como professor.
Você sempre trabalhou com o seu pai?
Eu comecei trabalhando com o meu pai aos 14 anos como Office boy. Depois, passei por empresas de auditoria, dentre elas a Deloitte, na qual prestei serviços na Califórnia, Inglaterra e Canadá. À época, fui o gerente mais jovem da Deloitte (21 anos de idade) e acumulei muita experiência internacional.
Também passou pela C&A e pelo Unibanco, não é?
Sim. Na C&A fiquei pouco tempo, pois logo assumi a auditoria interna contábil do Unibanco. Cheguei a comandar uma equipe de 170 pessoas sendo responsável por mais de 40 empresas do grupo.
E como você voltou a trabalhar com o seu pai?

Foi quando ele teve um pequeno problema de saúde. Precisei sair do Unibanco para ajudá-lo. Isso foi em 2004. Desde lá, não saí mais.
Qual é o propósito central da ICHTHYS?
Somos pioneiros no assessoramento regulatório. Já estruturamos mais de 300 instituições financeiras — Bancos, Fintechs, Corretoras, DTVMs e Sociedades de Crédito. O conhecimento que meu pai trouxe do BC e minha experiência em auditoria nos tornaram referência.
Como foi essa transição do Unibanco para a ICHTHYS?
Eu não conhecia o trabalho que era executado na ICHTHYS. Comecei do zero. Meu pai falava: “Sente-se ao meu lado, me escute, veja como eu converso com as pessoas, anote as suas dúvidas. Faça perguntas, mas também traga respostas”. Ele sempre me incentivou a ir um pouco além, buscando conhecimento.
Quando precisou se afastar, assumi a administração da empresa. Hoje, temos uma empresa robusta, com mais de 150 clientes, principalmente do mercado financeiro.
O que mais seu pai lhe ensinou?

As principais heranças que recebi do meu pai foram a respeito do valor da palavra e da vontade de desbravar o mundo. Ele me ensinou que a palavra é o que determina o caráter da pessoa. Também, herdei a vontade de viajar. A cada país visitado você agrega novos conhecimentos e maneira diferente de enxergar o mundo. Conheço bem a América Central e do Norte, Europa, Japão, Rússia, ilhas do Caribe, Alasca, entre outros.
Quais foram as principais mudanças no mercado financeiro ao longo dos anos?
A regulação ficou mais complexa, mas sempre estivemos à frente. Muitas mudanças — como as resoluções de 2012 e 2022 — formalizaram processos que já adotávamos. Isso reforçou nossa posição no mercado.
E por que vocês têm essa visão à frente? O que o Banco Central analisa ao ser constituída uma instituição financeira?
Quatro capacidades: técnica, moral, financeira e econômica.
Por termos esse conhecimento prévio, quando somos convidados a constituir uma instituição financeira, explicamos antecipadamente quais as exigências do BC. Fazemos a análise para ver se essas exigências se enquadram em seus perfis. Essa ideia foi criada pelo meu pai e não mudou.
E é um tipo de negócio que demanda muita credibilidade, não é?

Sim, credibilidade junto aos clientes e junto ao Banco Central. Temos 105 clientes e damos entrada em vários processos mensalmente. Por essa razão acabamos sendo conhecidos no mercado e no BC. Em 2023, demos entrada de 1.080 processos; em 2024, foram 1.185 e em 2025 já ultrapassamos 1.350.
Por que há tanto crescimento no número de instituições financeiras?
O Brasil é protagonista no setor. O Banco Central do Brasil é considerado o terceiro melhor do mundo, atrás de Singapura e Canadá. O país tem forte capacidade de inovação atraindo novos players.
Em 2026, o Brasil irá lançar uma nova instituição financeira que já existe em outros países, mas não com uma forte regulamentação como terá aqui no nosso país. Então, mais uma vez, vamos sair na frente. Chama-se VASP ou SPSAVS (Virtual Asset Service Provider) Empresas de Serviços de Provimento de Ativos Virtuais.
Hoje, você quer aplicar num CDB, você entra em contato com seu banco e compra um papel. Com as novas empresas você poderá comprar stablecoins (bitcoins, USDC, Ethereum) todos os papéis que não são negociados como valores mobiliários, mas sim, papéis virtuais. Assim como o PIX transformou pagamentos, a VASP transformará investimentos com ativos digitais.
O PIX foi uma revolução?
Sim. Tornou DOC e TED obsoletos, democratizou pagamentos e trouxe milhões de pessoas ao sistema financeiro. Facilitou a vida de quem estava à margem econômica, especialmente nas classes C, D e E.
Como vai funcionar a VASP?
Ela vai intermediar compra e venda de cripto e custodiar ativos virtuais. Hoje, empresas como Binance e Bitso já atuam no mercado, mas a nova regulação exigirá que sigam regras brasileiras, com capital mínimo, auditoria e supervisão do BC. Isso trará a segurança que antes não existia. E novas VASPs já vão surgir dentro da nova regulamentação também.
O dinheiro ficou obsoleto?
Os jovens só usam bitcoins, cripto moedas. Eles não gostam nem dos papéis tradicionais e nem dos grandes papéis CDB, LCI, LCA. Portanto, estas Stablecoins são o futuro e as novas gerações só olham para isso.
Mas estas operações serão realmente seguras?
Cripto sem custódia segura pode ser como dinheiro na carteira: se roubarem, você perde. As VASPs operarão apenas com moedas lastreadas, dentro de blockchains estáveis, reduzindo risco e ampliando rastreabilidade. Se roubarem as bitcoins de uma pessoa e se ela comprou dentro de uma corretora, ela tem como buscar na justiça o ativo de volta. As instituições que vão operar as VASPs serão obrigadas a trabalhar com a tecnologia Blockchain.
É tudo muito novo né?
Sim, mas é o futuro. A gente sabe que cada vez mais teremos menos papel. Cada vez mais é PIX, DREX e até o dólar digital. Stablecoins já são usadas globalmente para pagamentos simples — até em cafeterias nos EUA. É só apontar o celular e pronto, pagamento efetuado. A moeda digital proporciona esta facilidade.
Além desta facilidade, que mais vantagens têm as Stablecoins?
Não ficamos mais presos a grandes bancos e seus papéis. Temos facilidade de negociar em várias casas e em qualquer lugar do mundo. Você compra um papel e ele tem vencimento e maior imposto. Com a Stablecoin conseguimos negociar com maior liquidez e menos imposto. Qualquer pessoa com internet pode usar, sem precisar de conta bancária tradicional, facilitando o acesso a serviços financeiros globais.
A partir do momento em que entrou no mercado financeiro, o Banco Central e o Conselho Monetário entenderam que a Stablecoin é uma operação cambial e que toda operação cambial tem IOF. Qualquer compra e venda vai ter IOF. Mas, com é tudo muito novo, ainda teremos dificuldades para apurar o Imposto de Renda. Os outros papéis já estão muito estabelecidos, enraizados.
Como você recomenda que as pessoas invistam?
Depende do perfil. Conservadores talvez devam esperar a regulação amadurecer. Já investidores jovens e mais ousados tendem a migrar rapidamente para as moedas digitais. Em 2026, com as VASPs reguladas, será muito mais seguro comprar cripto no Brasil.
E como é a compra da moeda?
Por ser uma moeda digital ela tem uma pequena diferença de preço, mas é a mesma operação. A diferença é que agora você vai comprar isso legalmente porque até então você comprava por meio de corretoras que não estavam no Brasil.
Hoje não precisamos mais de mesas de câmbio?
Antigamente, para tudo você precisava passar por uma mesa de câmbio. Hoje, não é preciso ter mais uma conta em moeda estrangeira, mas sim, é preciso ter uma conta em ativo virtual que pode ser negociada no mundo todo. Não preciso mais comprar dólar. Antigamente a gente levava papel, levava cartão em uma viagem. Agora, somente o celular será suficiente.
E o Drex?
É o real digital. Diferente do papel tradicional, ele é rastreável. Permitirá mais eficiência, inclusão financeira e transparência. Até 2028, todos devem migrar para o DREX. Ele dará acesso a crédito a quem hoje não consegue comprovar renda e tornará operações mais seguras. Todo mundo vai ser controlado. Vai até acabar a necessidade de carro forte para transporte de valores.
Qual é a vantagem para a população?
As classes C, D, E serão ajudadas porque antes do PIX e do DREX, elas estavam totalmente excluídas do sistema financeiro. Não tinham como comprovar renda ou ter contas bancárias. Com o DREX, elas vão ser inseridas no mercado financeiro porque tudo o que for recebido ou pago será rastreado.
Isso também ajuda a alavancar o país como um todo, não é?
Aumentar o número de pessoas no mercado ocasionará mais rendas declaradas e, consequentemente, mais impostos sobre operações financeiras. O Banco Central aumentou a exigência do capital financeiro das instituições para obrigá-las a injetar dinheiro no mercado financeiro e garantir maior segurança no sistema. Esse dinheiro injetado tem como contrapartida empréstimos à população, dando mais fluxo financeiro ao país.
E qual é o lado ruim do Drex?
O Drex será totalmente controlado. Tudo o que você hoje paga e não declara vai ser declarado. Cada saque terá um destino certo. Exemplificando: quem antes fazia um saque em dinheiro para pagar sem lastro, a partir do uso do Drex, esse pagamento terá registro no Blockchain.
A VASP já vai acontecer em 2026?
O Banco Central já soltou as normativas. Ela começa a partir de 1º de fevereiro de 2026. Quem já está no mercado operando como a Binance e a Bitso, vai entrar em fevereiro de 2026, com adequações. E quem quiser operar e ainda não opera, vai ter que entrar com a nova regulamentação.
Todos os bancos vão poder operar também?

Todos os bancos vão operar. Mas, qual o propósito de um banco ter uma distribuidora? Um banco múltiplo não pode fazer tudo isso? Pode, mas a distribuidora é especializada em serviços e o banco é especializado em empréstimos.
Exemplificando: Ao fazer uma aplicação no Itaú será oferecido um CDB do próprio banco. Mas, ao ser feita essa aplicação na corretora do Itaú serão oferecidos CDB do Itaú, do BTG, CDB do Morgan… Então, as opções são maiores. O Banco não pode oferecer CDBs de terceiros. Em contrapartida, a VASP oferecerá mais serviços para o banco. Ele vai constituir uma empresa especializada neste tipo de serviço, facilitando a oferta para as aplicações. Isso já está acontecendo. Já saiu normativa e a procura está muito grande.
Eu fiz duas “lives” sobre o ajuste de capital para os meus 105 clientes. Para minha surpresa tivemos mais de 300 participantes. As pessoas estão interessadas nesse assunto. Foi gratificante saber que nossa credibilidade no mercado é forte e que as instituições financeiras têm grande potencial de crescimento.
Quais os principais riscos e oportunidades econômicas para 2026?
Eu acho que agora é o momento para se investir na moeda virtual. O receio foi vencido. A partir de 2026, essas aplicações terão maior segurança. Todas as instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central, desde instituições de pagamentos a instituições financeiras, são obrigadas a ter auditoria interna, auditoria externa e ouvidoria, as quais servem de canais para a população. Com as VASPs não será diferente, pois por serem reguladas, se tornam muito mais seguras. A VASP é o futuro.
A VASP substitui tudo?
Não tudo. Grandes operações internacionais de importação e exportação ainda dependem da Rede Swift. Mas para compras, investimentos e transações comuns, a VASP deve dominar. Exemplificando: Você pode comprar uma casa no exterior por meio do VASP, pois essa compra é um bem de consumo. Contudo, a importação e exportação serão feitas pela Rede Swift que é um sistema global seguro que conecta instituições financeiras para trocar informações e instruções de pagamentos.
Por que o Estados Unidos não quis entrar no PIX?
O dólar é a moeda de estabilidade no mundo. O Swift é a rede internacional de câmbio, então todo mundo depende do dólar. A partir do momento em que eles não dependam mais do dólar será perdido um espaço que não é interessante nem vantajoso para os USA. A dependência de uma rede americana será cada vez menor. Isso é desburocratizar e descomplicar a vida das pessoas.
E a tokenização?
É o futuro dos registros de bens. Imóveis, veículos e outros ativos poderão ter seus tokens negociados de forma ágil e segura via blockchain. Não serão eliminados os cartórios, mas simplificará processos, desburocratizará e facilitará significativamente a população em geral.
Os cartões de crédito vão desaparecer?
Não. O cartão de crédito traz benefícios para o cidadão, dentre eles o parcelamento. O que muda é que você poderá pagar a fatura em cripto no futuro.
Vamos falar um pouquinho de você. Quais são os seus hobbies?

Sou aquariofilista e apaixonado por animais. Cuidar dos peixes, dos cachorros e alimentar os macaquinhos da nossa mata me desconecta do ritmo intenso de trabalho. Acordo às 7h e chego do trabalho às 23h. É reunião o dia inteiro. Almoço em 15 minutos, comendo e trabalhando. O meu sonho era ter sido veterinário, mas eu acabei sendo contador.
E essa paixão pelos peixes nasceu como?

Eu nasci em Santos e sou santista de time desde pequeno. Tinha um primo da mesma idade e ele era apaixonado por pesca como eu. Íamos, sempre que possível, pescar no mar e em rios. Como dizem, herdei dele essa paixão.
Meu primeiro grande aquário foi comprado em 1992. A conexão com peixes vem de longa data. Tanto na minha vida particular quanto na profissional.
Por que o peixe na sua empresa?

O símbolo da minha empresa é um acrônimo. A empresa se chama ICHTHYS e tem o símbolo de um peixe. Acreditamos em Deus. O peixe foi a maneira encontrada pelos cristãos de se conectarem e se identificarem. Ser cristão na época dos romanos era uma heresia. A palavra ICHTHYS vem de ictiologia. A Ictiologia é o cultivo do peixe. E o acrônimo das letras ICHTHYS significa “Iēsous Christos Theou ‘Yios Sōtēr”, (Jesus Cristo filho de Deus O Salvador).
Você segue alguma religião?
Minha família é espírita kardecista. Respeitamos todas as religiões. Costumo ler bastante sobre espiritualidade. Acredito em Deus e na luz divina, independentemente da doutrina. O respeito é fundamental na vida do ser humano. Você é livre para tomar suas decisões e responsável por tudo o que faz. Para cada ação há uma reação.
O que mais você faz nas suas poucas horas livres?
Passo com minha família, nadamos na piscina, jogamos bola e brincamos grande parte do tempo que tenho disponível, afinal com três meninos, a casa é bem animada.
Uso também esse tempo para atividades culturais, para agregar conhecimento. Gosto de assistir programas na TV que me tragam conhecimento e oportunidades de conhecer coisas novas.
Você é um estudioso?
Todo mundo fala que sou um cara extremamente inteligente. Talvez isso se dê em virtude de ter presenciado o quanto meu pai precisava ler e se instruir para dar segmento ao seu trabalho e vida. Acho que sou um cara que soube aproveitar bem todas as oportunidades de aprendizado.
O meu primeiro emprego foi de Office boy, na Ichthys. Eu pensava que trabalhava quando na verdade eu aprendia recebendo. Existe uma virada de chave na nossa vida e isso acontece quando você começa a enxergar as oportunidades como uma fonte de aprendizado. Acho que devemos estar sempre conectados a Deus e agradecendo por essas oportunidades. A batalha é vencer um leão por dia.
Por que você veio morar na Granja?
Precisava sair da poluição e buscar qualidade de vida para minha família e para mim. Aqui encontrei segurança, natureza e paz. Nos finais de semana, tenho a felicidade de ter contato com os animais. Logo ao acordar chamo os macaquinhos através de assobios e eles aparecem para pegar a banana cortada em tiras em minha mão. Aqui na Granja a gente tem uma oportunidade única de estar próximo da natureza. A comunidade é extremamente acolhedora. E, num mundo hiper conectado como o da cidade de São Paulo, poder olhar nos olhos das pessoas é um privilégio.
Você aproveitou bem suas oportunidades?

Com toda certeza. Casaria com a mesma mulher, trabalharia e estudaria tudo de novo, viajaria para os mesmos lugares. Faria tudo de novo. As pessoas me falam que casa linda você tem. Eu não tenho nada, quem tem é Deus. Ele me dá a oportunidade de morar nesta casa. Sou um batalhador e Deus me glorifica. Passei por três doenças graves e entendo que até isso foi uma oportunidade.
Diagnósticos como estes mexe muito com a pessoa?
Quanto você chega diante de uma situação dessas, vira uma chave na sua vida.
Por fim, qual sua conexão com a Granja?
Sou uma pessoa extremamente sentimental. Gosto de proximidade. Acho que isso é uma benção. A Granja é um lugar delicioso, acolhedor, repleto de fauna e flora, um lugar abençoado por Deus.












