Escolas de Cotia participam do Pura

Após implantação do Programa de Uso Racional da Água, economia de água das escolas do Estado de São Paulo chegará a 7 milhões de litros por mês

A Sabesp e a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo deram início à implementação do Programa de Uso Racional da Água (Pura) em mais 380 escolas da rede estadual.

Com investimentos da ordem de R$ 20 milhões, as ações envolvem reformas nos prédios e o uso de tecnologia para a economia de água, além do remanejamento de redes, campanhas educacionais, detecção e correção de vazamentos internos e acompanhamento do consumo em tempo real.

Aqui em Cotia já participam do programa as escolas estaduais Professora Antonieta Di Lascio Ozeki, Ary Bouzan, Carlos Dias de Sant’anna, Professor Carlos Ferreira de Moraes, Fernando Nobre, Jardim Santa Angela, Republica da Costa Rica e Tenente Ernesto Caetano de Souza.

No total, a economia de água em todas as instituições de ensino beneficiadas chegará a 7  milhões de litros por mês, o que equivale ao consumo de 2.200 pessoas.

Foram selecionadas escolas que estão localizadas nas áreas de atendimento dos Sistemas  Cantareira  e Alto Tietê, mais  afetados pela crise hídrica que atingiu São Paulo entre 2014 e 2015.

Desde 2009, 627 escolas estaduais já receberam o Pura na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

No interior e no litoral do Estado, foram mais 559.  Além do benefício ambiental, o Pura também proporciona redução de custos aos cofres públicos, já que as entidades públicas que  participam  do programa têm uma tarifa 25% menor. A estimativa é que sejam economizados R$ 250 mil por mês. Os recursos para a implantação do  programa são do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), obtidos pela Secretaria da Educação.

E o retorno do investimento é rápido, como na Escola Estadual Padre Francisco João de Azevedo, no Parque do Castelo, zonal sul de São Paulo.

Lá, foram investidos cerca de R$ 25 mil em 2014 para adequar as instalações da escola e com apenas nove meses de economia já foi possível cobrir a despesa das reformas. Nos doze meses anteriores ao Pura, a escola consumiu em média 108 mil litros por mês. Já no ano seguinte ao programa o consumo foi de 58 mil litros por mês, em média, o que representa uma redução de 54%.

As adequações prediais levam de 15 a 30 dias, dependendo da complexidade dos serviços necessários. São realizadas substituições nos encanamentos, instalação de aeradores nas torneiras, equipamentos antivandalismo nos banheiros e melhoria nas caixas-d’água, por exemplo.

Na sequência, os profissionais que atuam no local passam por orientação educacional para mudarem o perfil de consumo e conscientizarem também os alunos.

O cronograma das obras nas escolas é definido pela Secretaria da Educação e a previsão é que as 380 unidades estejam prontas em setembro deste ano.

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