Surgida na década de 1970, a Fanfarra Regente Feijó teve um papel fundamental na vida de muitos moradores de Cotia. A última apresentação oficial da banda aconteceu em 1992, durante o Campeonato Estadual em São Paulo.

Em entrevista à Circuito, Edson Caetano, ex-presidente da Fanfarra de Cotia, relatou as principais características do grupo e ressaltou a importância da parte social que ele exerceu. Relembrou também que a Fanfarra surgiu com a finalidade de ser uma atividade extracurricular para os alunos da Escola Estadual Batista Cepelos, em Cotia.
A disciplina, para Caetano, é um dos principais destaques da Fanfarra. “Só participava quem tirava boas notas”. Esse fato fez com que algumas pessoas a confundissem com o militarismo. “É muito pelo civismo, patriotismo, respeito à bandeira, às instituições públicas, essa é a filosofia. Algumas pessoas ligam isso ao militarismo, relembra algo militar, mas é que que a disciplina é muito parecida”, esclarece.
HISTÓRIA
Edson Caetano começou a participar da Fanfarra em 1986. Foi uma espécie de amor à primeira vista. Tanto é que, após o primeiro contato, ele não saiu mais. Ao se relembrar de como era na época, um saudosismo ficou bastante visível na fala do ex-presidente da corporação.
“A Fanfarra passou por várias fases. Foram várias pessoas que participaram. Grupos com mais de 130 pessoas. Aqui na cidade, todos queriam participar. O carro-chefe da cultura em Cotia sempre foi a Fanfarra. Tinham festivais de música em Cotia que eram feitos pela Fanfarra”, relembra e complementa: “Todo mundo vai se lembrar da Fanfarra de uma coisa do passado. Tem um certo saudosismo. Quem participou, lembra de como era bom, das viagens, pessoas que se conheceram e se casaram…”

Mas antes de ser batizada pelo nome de Regente Feijó, a Fanfarra era chamada, em seu início, de ‘Batistão’, referência ao nome Batista Cepelos. Começou as apresentações em eventos e desfiles dentro do município e, conforme foi ganhando notoriedade, o espaço conquistado foi se ampliando, fazendo com que a corporação disputasse campeonatos em todo o estado de São Paulo.
Em três competições, conquistou importantes colocações – 3º, 5º e 2º lugar. O primeiro título do conjunto aconteceu no Campeonato de Fanfarras e Bandas da Cidade de Atibaia-SP. A partir daí, a Fanfarra só veio a crescer.
Assim como qualquer iniciativa cultural ou social, a Fanfarra não ficou imune às dificuldades do caminho. Passou por momentos de crise, devido à problemas internos com a direção da escola, mas conseguiu superar.
Os integrantes do ‘Batistão’, representados por Antônio Pio dos Santos Neto (Pio), criaram e integraram a Fanfarra Municipal de Cotia. Nascia, assim, em 3 de março de 1978, a Fanfarra Juvenil Simples Mista Regente Feijó.

Durante anos, a Fanfarra de Cotia se destacou dentro e fora do município, conquistando inúmeras vitórias em competições e tornando-se referência cultural. Mas um acontecimento iria fragilizar a equipe: o falecimento de seu ex-instrutor, o Pio.
Foi só em 1992, sob nova direção, que a Fanfarra voltou a triunfar. Ficou em oitavo lugar entre as 12 melhores bandas do estado na categoria Sênior. Mas os dias difíceis não iriam abandonar o conjunto que, novamente, enfrentou tempestades pela frente.
Fanfarra Regente Feijó, o maior projeto cultural que Cotia já teve
Dando continuidade a série de reportagens da Circuito, do aniversário de 163 anos da cidade de Cotia, hoje vamos resgatar a história da Fanfarra Regente Feijó. Em entrevista à Circuito, Edson Caetano, ex-presidente da Fanfarra, relatou as principais suas características e ressaltou a importância da parte social que ela exerceu. A última apresentação oficial da banda aconteceu em 1992, durante o Campeonato Estadual em São Paulo












