O que um bairro deve ter para permear os sonhos de quem busca o local ideal para viver? Uma boa infraestrutura é quesito fundamental e prioritário, assim como a questão da segurança. Somado a isso, localização excelente, lazer que pode proporcionar e, não menos importante, as pessoas unidas para fazer uma vizinhança melhor. Como se vê, são muitos os critérios. Logo, um bom local para se viver é aquele que consegue reunir o máximo deles.
Não é à toa que a Granja Viana vive um momento de reaquecimento do mercado imobiliário, com muitos condomínios e bolsões residenciais sendo lançados e outros residenciais se consolidando ainda mais. O residencial São Paulo II é um bom exemplo. O empreendimento superou a crise, passou para uma valorização patrimonial e voltou a ser a “menina dos olhos” dos paulistanos em busca de qualidade de vida. Como? Com uma gestão revolucionária e humanizada.
Em dezembro, está prevista a entrada em operação de um dos mais modernos sistemas de segurança do mundo, o que o tornará um dos primeiros e únicos residenciais da zona oeste da Região Metropolitana de São Paulo com esse nível de Segurança Eletrônica de Acesso. A REVISTA CIRCUITO esteve no local, conversando com alguns moradores e, claro, com a presidente da Associação que, ao lado da diretoria, conseguiu “sacudir” a estrutura administrativa e operacional do residencial com muitas mudanças positivas.

Extremamente profissional e workaholic, quem conhece a empresária Inocência Manoel, de uma das maiores empresas de cosméticos do mundo, logo descobre outro lado seu: da solidariedade e da grande vontade de ajudar. Foi exatamente com este desejo que ela assumiu o desafio de gerir um empreendimento como o São Paulo II.
Nesta entrevista exclusiva, Inocência conta como conseguiu, com um caixa deficitário e Fundo de Reserva praticamente zerado, implantar tantas melhorias: reformas na infraestrutura do residencial, avanços em manutenção e limpeza e parcerias com o Poder Público. Para ela, no cenário de crise no Brasil, os empreendimentos que conseguem se destacar são justamente os que conseguem fazer um bom uso dos recursos. E foi exatamente isso o que ela fez, e que sirva de exemplo para todos nós!
Quando você assumiu a presidência da Associação dos Adquirentes de Unidades no Empreendimento São Paulo II?
Foi em outubro de 2016, por aclamação unânime do Conselho Diretor. Mas, na verdade, muito antes disso eu já participava ativamente das decisões e sabia que havia muito a ser feito. Está no meu DNA arregaçar as mangas e fazer. Portanto, foi um processo natural para mim.
O que a levou a assumir esse desafio?
Minha vida sempre foi pautada por desafios, e é isso o que me motiva. Toda vez que eu deparo com situações que exigem pulso firme para mudar o jogo, eu me sinto desafiada e parto para a ação. Como empresária, os desafios fazem parte do meu dia a dia, e superá-los, sabendo que estou contribuindo para um bem maior, que não é só para mim, é gratificante.
Quais foram os maiores obstáculos enfrentados?
A resistência às mudanças é o principal obstáculo que o gestor encontra, seja em uma empresa ou ao administrar um condomínio. No SPII ,existiam desafios, como a troca da administradora, funcionários antigos que precisavam ser substituídos, alto índice de inadimplência, deficiências na gestão do controle de acesso e etc. Como administradora, sentia que muitos desses problemas estavam já consolidados no dia a dia, de forma que nem sempre eram percebidos como urgências a ser solucionadas.
Como estava a Associação?
A Associação estava com o caixa deficitário e o Fundo de Reserva praticamente zerado. As manutenções das instalações estavam degradadas, a gestão da Segurança necessitando de melhorias expressivas, Clube com instalações precárias e carente de manutenções, os playgrounds espalhados pela Associação oferecendo risco às crianças, falta de integração entre os moradores pela ausência de eventos sociais e um processo deficiente de comunicação entre a Administração e os residentes.
A partir desse cenário, promovemos uma assembleia para a apresentação do Projeto de Segurança com foco no controle de acesso. Na sequência, conseguimos a aprovação do orçamento com ênfase na melhoria da estrutura, visando qualidade de vida. Estreitamos o relacionamento com as autoridades da Prefeitura do Município de Cotia promovendo melhoria dos serviços públicos, como poda de árvores, coleta de lixo, iluminação pública, água e esgoto, entre outros.
Melhorou muito, mas ainda temos muito a fazer. Acredito que as gestões futuras devem, a partir do legado deixado pela Administração 2017, continuar dando foco ao bem-estar, harmonia com a natureza, gestão profissional e sustentabilidade econômico-financeira de forma contínua.
O resultado que constatamos, na prática, é a valorização patrimonial em razão do aquecimento da demanda imobiliária no SPII.
Quais foram as principais realizações da gestão?
Vejo minha gestão como um grande divisor de águas. Conseguimos mudar a estrutura administrativa e operacional, historicamente deficiente aos anseios dos associados e moradores, dando continuidade com a utilização dos serviços da Gepred – Gestão Predial para realizar todo o processo de gestão profissionalizada. Houve uma transição para uma nova administradora e começamos a profissionalizar o São Paulo II, contratando uma equipe orgânica para internalizar todo o conhecimento administrativo, financeiro e operacional. Com essa contratação, melhoramos, também, o atendimento virtual e presencial para associados/moradores, com uma visão de “atendimento ao cliente”. Nossa assessoria jurídica foi remodelada por meio da contratação de um novo escritório, especializado em Associações e Condomínios, concentrando a gestão de todos os tipos de processo.
Realizamos eventos sociais para promover maior integração entre os moradores. Coletamos o lixo verde (podas) por intermédio de empresa especializada no processamento e repasse desse tipo de material, devidamente certificada nos órgãos de licenciamento ambiental. Com o apoio do major Ricardo Secomandi, secretário municipal de Meio Ambiente, todas as reivindicações quanto às demandas que se referem ao desmatamento e invasões às Áreas de Proteção Permanentes, no entorno do residencial, estão sendo atendidas.
Reformamos os playgrounds e compramos novos brinquedos, reformamos as quadras esportivas e a caixa d’água do Clube, instalamos a iluminação na pista de cooper, revitalizamos o minigolfe e diversas praças, melhoramos o ambiente do lago. Realizamos importantes avanços também na equipe de Manutenção e Limpeza: compramos novas roçadeiras, sopradores, uniformes e EPIs. Todos os funcionários foram submetidos a treinamentos de capacitação técnica e desenvolvemos o trabalho para a valorização da equipe em sua autoestima.
Você fala em valorização da equipe e nós ouvimos de um colaborador que sua gestão é humanizada…
Graças à abertura de livre manifestação por meio de grupos de moradores, onde todos passaram a ter voz, respondo ativamente a todas as reclamações e acolho sugestões. Estou em contato direto com os moradores por meio das mídias sociais. Com isso, a gestão ficou mais humanizada e também pude entender as principais demandas do condomínio. A comunicação clara e transparente foi uma grande aliada nesta gestão e isto fez toda a diferença!
Quando você fala em gestão humanizada, isto implica uma aproximação, mesmo, também com todos os colaboradores! Estamos sempre conversando com eles, principalmente com os da manutenção. Mando, com frequência, kit com xampu, condicionador e máscara para eles. As inscrições dos expositores em nossos eventos são cestas básicas, que são doadas a eles também. Com uma gestão que valoriza o ensino e acredita que mudanças acontecem somente com educação, consegui bolsas de estudo para colaboradores em universidades. Todas essas ações mudaram seu comportamento. Eles se sentem mais reconhecidos e felizes com o trabalho. Temos outro clima por aqui! Resultado de colocar a solidariedade acima de tudo e acabar com a frieza de quem não conhece e reconhece o funcionário.
Em uma frase, como define a gestão?
Minha gestão está ligada ao meu perfil pessoal. Tenho uma entrega muito grande em todas as ações, comprometimento, dedicação e amor, sobretudo com muito respeito às pessoas que me apoiam. E com seriedade e firmeza, quando as circunstâncias exigem. Como empresária, tenho toda uma história de superação que muitos conhecem. Foi com essa vontade enorme de vencer que consegui resultados positivos nos meus desafios.
E não posso deixar de agradecer as pessoas que me ajudaram nesse processo: todos os membros da Comseg, em especial ao vice presidente Marcelo Pacotte que foi muito atuante e alinhado comigo, sempre lutando pelos mesmos objetivos. E a toda Comissão de Segurança: Mauricio Baliviera, Marçal Alcântara, Tereza Baliviera e Rogério Santos. Quero registrar minhas homenagens e meu profundo respeito pelo Daltro Lopes de Souza, Dr. Flávio Abramobici e Dr. Ricardo Corazza Cury, tendo ele sido meu antecessor, sempre será minha referência como homem honrado e altamente capacitado. Torço para que Dr. Ricardo Corazza Cury seja o próximo presidente do SPII.

Mais moderno sistema de segurança
Está sendo implantado um novo sistema de controle de acesso, portaria digital e centro de controle de operações. A abertura e liberação das cancelas serão feitas por meio de totens equipados com sistemas de acesso com dupla identificação de leitura. Haverá câmeras de monitoramento e controle de transeuntes e veículos em movimento, sensores de aberturas de portas, torniquetes bidirecionais de controle de acesso de funcionários e prestadores de serviços, câmeras altamente sensíveis, entre outros dispositivos e acessórios. “Trata-se de um projeto arrojado de segurança e que, após a sua conclusão, elevará radicalmente nosso padrão de segurança, tornando o SPII o mais seguro da região oeste da Grande São Paulo”, ressalta Inocência. Do ponto de vista tecnológico, o projeto incorpora o mais recente nível de Segurança Eletrônica disponível para essa finalidade, não só no Brasil como nos Estados Unidos, de onde estão sendo importados os principais componentes de monitoramento e controle eletrônicos.
Além disso, o residencial contratou Eytan Magal, israelense naturalizado brasileiro, para prestar assessoria na elaboração desse projeto. Formado pelos órgãos de segurança de Israel, chefiou a segurança de entidades diplomáticas na Bolívia e no Brasil e está entre os 29 brasileiros que possuem CPP (Certified Protection Professional – Gerenciamento em Segurança), maior certificação internacional no segmento de Segurança Empresarial.

Depoimentos
Muitos achavam que nós não tínhamos capacidade para mudar. Mas conseguimos tornar nossa gestão administrativa orgânica com uma equipe solidificada. São Paulo II está estruturado de forma corporativa e o conselho diretor dá as diretrizes estratégicas. Gestão transparente e idônea são dois requisitos fundamentais para termos atingido os resultados.
Hercules Guidone, controller
Gestão com profissionalismo, grande engajamento e que investe em pessoas. Isso fez com que a equipe de profissionais se sentisse mais valorizada e realizasse o trabalho com mais excelência. Todo o corpo diretivo, presidência e vice-presidência estiveram engajados em discutir os temas essenciais de melhorias do São Paulo II e, por isso, conseguimos mudar nossa história.
Vinicius Lima, supervisor operacional
Esta foi a melhor diretoria que tivemos até hoje no residencial. Além da reforma nos parquinhos, foi uma gestão preocupada em cuidar dos animais, das áreas verdes e da organização de forma geral. Ninguém quer que Inocência saia da presidência.
Adriana Szabo, moradora há 18 anos
Uma gestão diferenciada das outras que tivemos. Foi uma gestão marcada pela transparência, pela lisura e pela participação. Uma gestão que teve coragem de rever contratos e ir atrás de melhorias. Abriu as redes sociais para um contato direto com o morador. Foi um trabalho árduo e corajoso. Estou bem satisfeita e é uma pena que está acabando. Já estou sentindo saudades.
Gisele Alencar, moradora há 9 anos














