O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) abre para visitação pública mais uma unidade de conservação, fortalecendo o ecoturismo na região norte de São Paulo. Pouco conhecido e com forte potencial turístico, o Refúgio de Vida Silvestre (RVS) do Arquipélago de Alcatrazes, localizado em São Sebastião (SP), será aberto para atividades de mergulho recreativo e passeio embarcado para observação da fauna.
Solenidade nesta quarta-feira (13), às 15h, na Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião (SP), vai marcar a assinatura da Portaria de Autorização para Visitação em Alcatrazes e acordo de cooperação com a SOS Mata Atlântica, no sentido de oferecer apoio à gestão. A solenidade contará com a presença dos ministros do Meio Ambiente, Sarney Filho, e da Defesa, Raul Jungmann, e do presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski, e da diretora da SOS Mata Atlântica, Márcia Hirota. Antes da solenidade, eles farão uma visita ao arquipélago (Haverá cadastramento para a imprensa. Veja mais abaixo).
A partir da assinatura da portaria, as empresas de turismo e profissionais autônomos interessados, que atenderem os pré-requisitos estabelecidos no documento, poderão se cadastrar para prestar serviços de visitação no Refúgio. A perspectiva é que no inicio de 2018 o turismo no local esteja já em funcionamento. “O turismo em Alcatrazes é uma antiga reivindicação de vários setores locais, que possibilita a apropriação e a valorização pela sociedade desse importante patrimônio natural”, argumenta a chefe do Núcleo de Gestão Integrada de ICMBio Alcatrazes, Kelen Luciana Leite.
Fortalecimento do ecoturismo
Segundo ela, a criação do refúgio de Alcatrazes representa o fortalecimento do ecoturismo no litoral de São Paulo, em especial para os municípios de São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba, Ubatuba, Bertioga, Guarujá, São Vicente e Santos, que juntos possuem uma expressiva frota de embarcações de esporte e recreio.
A demanda por visitação ao Arquipélago de Alcatrazes é histórica, remonta à década de 90, quando foram iniciadas ações em prol da criação do Parque Nacional Marinho dos Alcatrazes, que propunha o aumento da área marinha protegida e a implantação do ecoturismo como opção para o desenvolvimento sustentável regional. Apesar da expectativa para o turismo no arquipélago, atividades com esta finalidade nunca ocorreram devido a restrições relativas à Estação Ecológica (Esec) Tupinambás (categoria de unidade de conservação que não permite a visitação pública) em algumas áreas, bem como por determinação da Marinha do Brasil, que em função de seus exercícios militares (que atualmente ocorrem na ilha da Sapata), interditou a navegação na região de 1998 até 2008.













