Marcos Sá escreve sobre as esperanças renovadas para um novo ano

Nosso colunista dá as boas-vindas a 2022: "venha para nós sem as novas variantes, com mais esperanças e menos atritos".

Finalmente, ele se foi! Sim, 2021 já era! Graças ao bom Deus! Mais um ano em que ficamos reféns da pandemia. Um ano sofrido e que não deixa saudades. Que deixa algumas lições e tristezas. 2022, seja bem-vindo! Venha para nós sem as novas variantes, com mais esperanças e menos atritos. Quando escrevo esse texto, os países da África, Europa e América do Norte sofrem com a tal da Ômicron. Vivem a 4ª onda. Por enquanto, estamos bem. Que continuemos assim e que a vida volte ao normal. Sim, a difícil arte de viver normalmente e continuar engolindo sapos gigantescos. Ano novo, velhos e encardidos problemas! Comecemos pela nossa região. Pelo 6º ano seguido, continuamos sem solução para o trânsito. Entra ano, sai ano e nenhuma alternativa é encontrada. O outrora fracassado semáforo da Av. São Camilo com a Rua José Félix de Oliveira substituído pela atual ridícula e ineficiente rotatória continua atormentando nossa paciência – com o agravante do acesso ao viaduto Willian Ortiz estar travado por uma sinalização (PARE) sem noção e sem explicação. Uma armadilha. Todos sabem qual é o problema, mas o (ir)responsável pelo trânsito não toma nenhuma providência para corrigir a aberração. E dá-lhe falta de planejamento. Li uma placa chamando um novo condomínio em lançamento de “Apartamentos Inteligentes” – faltou complementar com “só não é inteligente quem comprar”, pois vai cair na armadilha de ficar preso no trânsito e perder 40 minutos para trafegar por 2 km nas ruas da região. Cadê as obras de melhoria para o caótico trânsito que foram solenemente anunciadas pelo prefeito e pelo governador? Começaram? Onde estão? Têm data para terminar? Enquanto isso, vamos batendo recorde atrás de recorde de morosidade na Raposo Travada. Nos dois sentidos, São Paulo x Cotia e Cotia x São Paulo. Uma vergonha. Tá bom, vamos falar de questões mais importantes, vai. Assuntos nacionais, como a aprovação da prisão em segunda instância. Mais uma vez, a votação foi adiada. Retirada do foro privilegiado para autoridades. Sem data para votação. Já com relação a sentenças por corrupção, segundo o Estadão, 277 anos de condenações foram anulados por tribunais. Ladrão bom é ladrão solto. Um escândalo. Até o Sérgio Cabral está sendo descondenado. O Congresso não legisla, o Executivo não governa e o Judiciário ocupa os espaços vazios. E a Constituição? Vai mal, obrigado. Vivemos uma guerra sem fim, em que os prejudicados são sempre os que lutam pela sobrevivência do dia-a-dia. As castas de funcionários públicos e parlamentares continuam felizes e super bem remuneradas, com seus benefícios garantidos. A mídia vai perdendo seu maior patrimônio – a credibilidade – e tudo virou uma briga política. O politicamente correto define qualquer escolha individual e acaba rotulando o cidadão. Pois é, 2022, se você pudesse falar, o que nos contaria? Teremos eleições, mas nosso sistema eleitoral dificulta a renovação no Congresso. Quem está lá não larga o osso, aliás, o filé.  E quem está aqui rói o osso duro de roer. Tá bom, estou azedo, mas é preciso cobrar quem tem a possibilidade de mudar esse cenário e alterar o panorama. Continuaremos eternamente sendo o país do futuro que nunca chega? Venha 2022! Cheio de boas energias e vibrações positivas. Traga-nos alegria e as mudanças que tanto precisamos e esperamos. Contamos com você! E que, em dezembro desse ano, eu possa escrever um texto mais otimista. Que Deus nos proteja!

 


Por Marcos Sá, consultor de mídia impressa, com especialização em jornais, na Universidade de Stanford, Califórnia, EUA. Atualmente é diretor de Novos Negócios do Grupo RAC de Campinas

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