Marcos Sá escreve sobre o caótico trânsito da Avenida São Camilo

Uma DR com o DER! Marcos Sá escreve que a "Granja Viana merece mais atenção e soluções estruturais são necessárias".

Peço licença aos nobres leitores que residem em outras regiões que não o miolo da Granja Viana, mas hoje vou num papo reto com o DER. Uma DR com o DER e o DEMUTRAN de Cotia/ Granja Viana sobre o trânsito infernal da região. Terça-feira, 17h. Levei 10 minutos para conseguir sair do supermercado e acessar a av. São Camilo, e mais 40 minutos para chegar à Rodovia Raposo Travada. Num trajeto de alguns quilômetros, que deveria ser percorrido em minutos, perde-se quase uma hora. Um cidadão que caminhava na mesma direção, chegou ao viaduto antes do meu carro. Não importa o sentido. Tanto dirigindo da Raposo para a Fazendinha quanto no sentido inverso, a encrenca é a mesma. É incrível que esse problema persista por tantos anos e se agrave cada vez mais, sem que nenhuma providência no sentido de resolvê-lo seja adotada. Ao contrário, as licenças e aprovações de novos comércios, condomínios e edifícios na Av. São Camilo, dadas sem a menor exigência de melhorias em contrapartida e que minimizem os impactos negativos nas vias, tais como recuos, acessos planejados ou áreas de manobra adequadas, só pioram o já caótico trânsito da região. Certamente, as autoridades responsáveis ou são negligentes, jamais trafegaram pelo local ou não tem competência para dar um basta nesse caos. Ou tudo isso ao mesmo tempo agora. Talvez vejam a região apenas como um caixa automático, uma máquina de fazer dinheiro, onde o valor dos impostos que pagamos sirva apenas para abastecer as burras da prefeitura. Sim, porque independentemente de verbas milionárias para grandes obras que serviriam para amenizar o problema, as soluções estão na cara de quem quer vê-las. Qualquer leigo em planejamento urbano, como é o meu caso, sabe de cor quais são as soluções para o problema. Os nós ou pontos de congestionamentos estão claramente identificados: 1) a inadequada rotatória no cruzamento da São Camilo com a José Félix de Oliveira. 2) A equivocada sinalização de PARE que obstrui quem vem da São Camilo buscando acessar o viaduto William Ortiz, dando preferência aos motoristas que a cruzam em direção a Raposo Travada, sentido Cotia. Lembrando que esse objetivo pode ser alcançado pelos motoristas utilizando a alça de acesso a RT na saída do viaduto à direita com destino a Cotia. Sem dúvida, o “gênio” que decidiu sinalizar o PARE, e foi do DER, só pode ter feito isso de birra com os moradores da Granja Viana. É uma excrescência! 3) Ausência de contrapartidas e planejamento na liberação dos estabelecimentos comerciais e condomínios.  4) Fechamento arbitrário com barreiras, de importantes vias de acesso, prejudicando a mobilidade da região. Como podem fechar as vias públicas, travando os acessos, assim do nada? Outra excrescência. Embora o cenário seja lamentável, existem algumas boas alternativas para desafogar o trânsito: Zurich, Amazonas, Nova América, Roma, mas todas sem sinalização ou com acessos incompletos e sem conexão lógica, dificultando sua utilização. Um desperdício. A Granja Viana merece mais atenção e soluções estruturais são necessárias. Mão única na São Camilo e José Felix de Oliveira, novos viadutos, vias locais paralelas a RT, novos acessos, vias vicinais alternativas, sinalização adequada, enfim realizações que a região faz por merecer há muito tempo. Com a pandemia, a Granja Viana é a bola da vez no mercado imobiliário, atraindo famílias que buscam qualidade de vida, mais espaço para morar, ar puro e convivência com a natureza. O poder público tem por obrigação atender essas demandas, devolvendo em melhorias os impostos arrecadados na região. Esperamos do DER e DEMUTRAN, a mesma competência que têm na instalação de radares e cobrança de multas, na solução dos problemas citados. Vamos ter que esperar eternamente por aquilo que é nosso de direito? Queremos soluções! Pronto, falei!

 


Por Marcos Sá, consultor de mídia impressa, com especialização em jornais, na Universidade de Stanford, Califórnia, EUA. Atualmente é diretor de Novos Negócios do Grupo RAC de Campinas

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