Em dias que vemos a internet inovando tudo a nossa volta, a forma como nos comunicamos pelas redes sociais e desenvolvemos relacionamentos não seria exceção. Se para muitos funciona de forma natural, quando a pessoa acaba se aproximando de outras que se interessa por compartilhar de gostos parecidos, outros buscam aplicativos e sites voltados especificamente para encontrar seu par ideal.
Na última edição do Circuito Almanaque, programa exibido pelo Youtube, a fundadora da agencia A2 Encontros, Claudya Toledo, falou sobre curiosidades sobre relações amorosas na atualidade. De acordo com a especialista, quando a pessoa tem uma ideia definida de seus objetivos em uma relação séria e usa corretamente suas redes sociais, encontrar seu par pode ser mais fácil. “Quando a pessoa não tem ilusões a respeito do casamento e ela realmente está proposta a ter uma relação e a entrega, é bem possível que ela consiga sozinha através dos sites de relacionamento ou das redes que ela já acessa. Mas às vezes a pessoa precisa se ajustar”, afirma.
Ela é escritora, terapeuta e fundadora de uma das mais respeitadas agências de relacionamentos do país. Mas suas atividades como cupido começaram há muitos anos atrás, quando ela trabalhava no ramo da moda, como coreografa e manequim de alta costura. Na época, Claudya fez uma viagem para a Europa com uma grande companhia e conheceu um mundo totalmente diferente do que era a realidade brasileira da época. O estilo de vida, o conteúdo das revistas, programas de televisão e a ligação entre as pessoas do ramo da moda eram totalmente diferentes para ela.
Com suas atividades no ramo da moda se desenvolvendo bem durante o tempo que viveu pela Europa, Claudya explorava o que havia de melhor em hotéis de luxo, eventos e desfiles que ditavam a moda no mundo. Porém, mesmo com todo o auge da carreira que estava vivendo nesses dias, ela começou a sentir falta de algo, como se mesmo aquilo tudo não preenchesse seu coração. “Conquistava bastantes lugares, hotéis, maravilhas, desfiles lindos, mas sempre muito sozinha. Foi aí que eu resolvi o que realmente queria para minha vida: queria me casar e, não tinha jeito, queria ter filhos. Aquela fama e aquela vida eram boas, mas nada ia superar uma vida familiar e, então, eu comecei a procurar por isso”, revela.
Começou a conversar com suas amigas sobre sua procura por uma pessoa com quem poderia compartilhar as alegrias de sua vida. E, então, descobriu que todas elas eram inscritas em agências de casamentos. Foi uma surpresa para Claudya que começou a definir que caminho ela escolheria seguir dali em diante. “Eu comecei a ir com algumas para olhar tudo isso e fiquei bem surpresa com a história porque aqui no Brasil, não existia nada que se parecesse com isso. E eu vi, por exemplo, amiga minha na Espanha que a mãe dela era casada por agência e até a avó era casada por agência”, lembra. Decidiu conhecer melhor como tudo isso funcionava e foi se interessando rapidamente pelo ramo das agências de casamentos.
Mas no que dizia respeito aos seus sentimentos e a procura por seu companheiro, Claudya percebeu que só encontraria em sua terra natal. “Quando eu voltei para o Brasil, eu realmente voltei porque falei ‘ah, não vai dar, Eu vou querer me casar, vou querer conhecer alguém’ e eu já tinha aquele Q por brasileiros. E eu até tentei e namorei pessoas de outros países, mas eu gostava dos brasileiros, que tomam banho toda hora, dois ou três por dia, achava um máximo isso”, comenta.
Foi aí que tudo começou a fazer sentido em sua vida. Ao retornar para o Brasil, ela conheceu alguém por quem se apaixonou e acabou se casando. Mas o desejo de ajudar outras pessoas a encontrar sua metade motivou Claudya a criar uma agência própria para tornar sonhos de casamentos, em realidade. Logo ela conheceu Márcia Goldschmidt, que na época tinha uma agência famosa, a “Happy End”. Essa agencia fazia conexões entre várias outras ao redor do mundo e aqui no Brasil, a escolhida como responsável pela franquia foi a Claudya Toledo.
Quando Márcia decidiu que suas atividades no ramo estavam chegando ao fim, deixou a Happy End nas mãos da Claudya, que, ao reorganizar a agência, mudou o nome para A2 Encontros. E desde então, Claudya tem sido responsável pela união de milhares de casais. “Eu já nem tenho mais conta, já são mais de seis mil e oitocentos casais que já casaram pelo nosso negócio, a minha agência já esteve em vários estados e com unidades próprias, não sei nem quantos filhos advindos desses casamentos, e é assim uma honra pra mim poder proporcionar amor verdadeiro para as pessoas”, declarou.
A agência é como os aplicativos de relacionamentos populares que conhecemos?
Se você está imaginando que a agência A2 Encontros se trata de um serviço parecido com o de aplicativos de namoro, saiba que na verdade há grandes diferenças que variam entre o uso prático do serviço e os objetivos do público. Bem, de modo geral, pode se dizer que é um serviço de relacionamento para quem procura um companheiro. Mas como o objetivo da A2 Encontros é que a pessoa encontre seu grande amor, e não apenas uma pessoa para sair, os inscritos são entrevistados para traçar um perfil que, então, é estudado até que uma outra pessoa seja indicada para o que se procura.
“Uma agência, como a A2 Encontros, é para procurar o casamento mesmo. Ou a pessoa quer mesmo um companheiro, um parceiro a sério, ou então nem adianta porque, nas primeiras entrevistas, se a gente vê que a pessoa não está levando a sério, nem segue”, ressalta. E completa afirmando que “é muito legal quando você pega uma pessoa que tem esse objetivo nobre do casamento. É uma coisa tão grandiosa, tão bonita”.
E qual é o perfil das pessoas que procuram esse tipo de serviço?
De acordo com a especialista, a média de pessoas que procuram esse serviço é de 60% de mulheres e 40% de homens, mas essa média pode variar na prática. Quer dizer, apesar das mulheres procurarem mais pela ajuda da agência, ao longo dos processos de seleções, às vezes os números se alteram quando homens se mantem interessados até o fim. Mas independente da maioria feminina, Claudya defende que existem todos os perfis cadastrados e também procurando um parceiro. “Para todas as pessoas, existem oportunidades”, ressalta.
Outra curiosidade sobre o público que costuma procurar a agência é que dentre os gêneros masculino e feminino, a maioria deste primeiro é composta por jovens de idade entre 25 e 30 anos, enquanto as mulheres que procuram os serviços são velhas.
Confira muitas outras curiosidades sobre os relacionamentos na atualidade na entrevista completa. A especialista em relacionamentos responde muitas dúvidas sobre o casal moderno e formas de encontrar seu par perfeito. Além de obstáculos e desafios dentro de um relacionamento duradouro, descubra dicas que podem manter o amor no ar ao longo dos anos de casamento e muito mais.
Por Eric Ribeiro
















