O desemprego voltou a subir no Brasil e atingiu o maior nível em quatro anos, atingindo a taxa de 9,5%. Esse é o pior resultado desde que o IBGE começou a fazer a Pnad Contínua, uma pesquisa que analisa o mercado de trabalho de um trimestre para o outro. Nos últimos 12 meses, 1,3 milhão de trabalhadores foram dispensados.
Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o número de desempregados foi estimado em 1,6 milhão de pessoas em fevereiro, 68 mil a mais do que no mês anterior.
O Dieese aponta também, que o resultado decorre da redução do nível de ocupação (eliminação de 133 mil postos de trabalho, ou -1,4%) e da relativa estabilidade da População Economicamente Ativa (saída de 65 mil pessoas na força de trabalho da região, ou -0,6%).
A taxa de participação, que expressa a proporção de pessoas com 10 anos ou mais incorporadas ao mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas, manteve-se relativamente estável, ao passar de 62,4% para 62% no período em que ocorreu a análise.














