Neste inicio de ano o município de Cotia confirmou um caso de raiva em morcego, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde. A ocorrência na cidade é um dos nove casos divulgados pelo Governo do Estado de São Paulo, em 2026, até dia 4 de fevereiro.
Segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde, além de Cotia, houve dois registros na capital paulista, dois em São José do Rio Preto, dois em Jundiaí, um em Piracicaba e um em Sorocaba, com um segundo caso em investigação.
O caso de Cotia ocorreu na região do Parque Dom Henrique e envolve a variante silvestre do vírus da raiva, que circula naturalmente entre animais silvestres na Região Metropolitana de São Paulo. O problema é que em alguns casos o vírus pode atingir animais domésticos que tenham contato direto com o morcego infectado.
Segundo Ricardo Cabrera, coordenador da Vigilância Ambiental do município, o Setor de Zoonoses foi acionado imediatamente e seguiu todos os protocolos oficiais previstos para esse tipo de ocorrência. Segundo ele, não é motivo de pânico, mas é importante que se siga as orientações da Vigilância e que se mantenha a vacinação dos animais de estimação em dia.
“O morcego não era do tipo vampiro e foi encaminhado ao laboratório de referência, o Instituto Pasteur, que confirmou a presença do vírus. As pessoas que tiveram contato direto com o animal foram atendidas pela Vigilância Epidemiológica, enquanto os animais domésticos da residência receberam acompanhamento do Setor de Zoonoses.”, explicou.
Como medida de controle e bloqueio do foco, os animais domésticos do entorno foram vacinados contra a raiva e os moradores orientados sobre as medidas preventivas necessárias.
Cuidados:
Ricardo Cabrera explica que a principal forma de prevenção é evitar qualquer tipo de aproximação com animais silvestres, não oferecendo alimento ou abrigo, além de manter cães e gatos vacinados contra a raiva anualmente. “Todo morcego encontrado no chão deve ser considerado suspeito mesmo que não seja um morcego-vampiro“, observa Cabrera. Segundo ele, qualquer morcego, se alimentando de sangue ou não, pode transmitir raiva. “O sintoma da raiva nos morcegos se manifesta de forma paralítica. Ele fica no chão e não consegue se mexer. Por isso pode ser capturado por algum animal doméstico ou manipulado por um ser humano. Mesmo paralisado eles podem morder e transmitir o vírus. O vírus fica na saliva, então qualquer contato com a saliva de um animal contaminado apresenta risco de transmissão”, alerta.
A orientação é não tocar nem interagir com o animal e acionar imediatamente o Setor de Zoonoses pelo telefone (11) 4616-6493 ou pelo e-mail vigilancia.zoonoses@cotia.sp.gov.br.
A vacinação antirrábica de rotina para cães e gatos é realizada pelo Departamento de Vigilância em Saúde, localizado na Avenida Professor Manoel José Pedroso, nº 1565, subsolo, mediante agendamento telefônico.”
O Instituto Pasteur, referência no controle da raiva, alerta que morcegos devem ser encaminhados para diagnóstico quando encontrados em situações atípicas: pousados em locais incomuns; voando durante o dia; dentro de residências; ou após contato com pessoas ou animais.
Em caso de mordida ou contato direto, a pessoa deve procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação e possível profilaxia.
Tipos Comuns de Morcegos
- Morcego-da-fruta: Alimenta-se de frutas e é essencial para a dispersão de sementes. Eles são encontrados em regiões tropicais e subtropicais.
- Morcego-vampiro: Conhecido por se alimentar de sangue, este morcego faz incisões em mamíferos para obter sangue. É encontrado principalmente na América Latina.
- Morcegos insetívoros: A maioria dos morcegos pertence a esta categoria, ajudando a controlar populações de insetos. Eles são comuns em ambientes urbanos e rurais.
- Morcegos nectarívoros: Especializados em se alimentar do néctar de flores, desempenham um papel crucial na polinização de plantas noturnas.











