Prefeito Welington Formiga com o prêmio entregue aos homenageados.

Uma noite que entrou para a história da Cultura de Cotia. A entrega da primeira edição do Prêmio Akoty de Cultura e Economia Criativa aconteceu na noite desta quinta-feira (05), no Teatro Municipal Regente Antônio Pio, com premiação de 25 nomes da cena artística regional de diferentes segmentos: música, dança, teatro, moda, artes plásticas, literatura, entre outros.

Na abertura do evento, o Secretário Municipal de Cultura, Pedro Peixoto, idealizador da premiação, destacou que o prêmio deve entrar para o calendário oficial da cidade porque celebra os artistas, os movimentos e as manifestações culturais da cidade, suas tradições e todos que fomentam a nossa cultura. “Estamos falando de pertencimento e reconhecimento”, disse. Ele explicou ainda que o nome Akoty, do tupi-guarani, emprestado da exposição da artista indígena Rosimary Araújo, uma das premiadas da noite, faz menção ao nome da nossa cidade e significa “aproximação”. O objetivo principal do evento: aproximar a comunidade artística de seu público.

Pedro Peixoto, Secretário Municipal de Cultura de Cotia.

“Cada um de vocês sabe como é difícil fazer Cultura, viver da Cultura, viver da arte. E quem faz cultura sabe porquê. Por que a Cultura liberta. E isso é perigoso.”

 

Prefeito fala às autoridades presentes e ao público em geral.

Na sequência, o prefeito Welington Formiga também agradeceu a todos que trabalharam para que esta premiação acontecesse e deixou o seu recado:

“Estamos premiando pessoas que transformam vidas porque cadeia prende, mas Escola, Educação e Cultura libertam. Parabéns a todos os homenageados. Viva a Cultura!”

Maira Sartori, da Secretaria de Cultura, foi a mestre de cerimônia do evento.

A apresentação do evento ficou por conta de Maira Sartori, da Secretaria de Cultura, que também destacou o fato da economia criativa movimentar mais de 30 bilhões por ano.

“São milhões de brasileiros vivendo da potência da criatividade. Na Música, no audiovisual, na moda, na literatura, nas artes populares, na dança, no teatro e em tantas outras expressões que nascem do talento humano.”

Ela também destacou que projeções apontam que até 2030 esse setor poderá gerar mais de 1 milhão de novos empregos em nosso país. “Investir em Cultura é investir em desenvolvimento. Valorizar artistas é fortalecer a economia das cidades. Reconhecer a criatividade é formar cidadãos mais sensíveis, mais críticos e mais humanos.”, disse.

“Quando uma cidade inaugura um teatro, reconhece os seus mestres e abre espaço para a diversidade cultural, ela não está apenas promovendo arte, ela está construindo um futuro.”

Nesta quinta feira Cotia viveu um verdadeiro encontro de mundos que vão desde a tradição milenar da cultura chinesa à força ancestral das matrizes afrobrasileiras e a sabedoria dos povos originários, celebrou a beleza da dança cigana, a potência da música brasileira, a expressão das artes visuais e a energia viva da capoeira. Tudo sob o teto do nosso Teatro Municipal Regente Antônio Pio, tudo sob o mesmo propósito e sob o espírito do Akoty, de aproximar.

Brilharam no palco

Antes do inicio da entrega dos prêmios uma surpresa encantou a todos e foi aplaudida de pé pela plateia: uma apresentação milenar, cheia de cor, alegria e música da Dança dos Leões, com integrantes corpo artístico do Templo Zulai, simbolizando prosperidade, proteção e novos começos.

Em seguida, as intervenções bem-humoradas do personagem Xaropinho brincando com o Prefeito Welington Formiga, também arrancaram gargalhadas do público presente.

Apresentação do Grupo de dança cigana de Rosi Kali

O palco do teatro ainda recebeu apresentações de dança cigana, da Congada e a performance musical do Duo Beck & Montanaro, artistas brasileiros com carreira internacional e indicação ao Latin Grammy 2025.

Uma roda de capoeira gigante, conduzida pelo mestre Jaguara fechou a noite com o gingado do povo cotiano.

O encerramento reuniu artistas e público em uma grande celebração coletiva: uma das maiores rodas de capoeira já vistas na região, conduzida pelo mestre Jaguara, um dos homenageados da noite.

Os 25 premiados!

Abadessa Miao You com o Prefeito Welington Formiga, o Secretário Pedro Peixoto e a Adjunta Jaqueline Soares de Oliveira,

Abadessa Miao You, do Templo Zu Lai, nascida na Malásia, em 2022 lançou o livro Café com Darma e em 2023 recebeu o título de cidadã onorária de Cotia. Atua como liderança no diálogo interreligioso e de Cultura de Paz.

“Que emocionante. Para mim a Cultura é a alma do povo, cultura é raiz e identidade. Muito obrigada a todos. Omitofo.”

Eduardo Mascarenhas com seu Xaropinho arrancou gargalhadas da plateia.

Eduardo Mascarenhas Aguiar é pastor, professor, humorista e criador do personagem Xaropinho, sucesso nacional há mais de 26 anos no SBT. Também atuou no teatro, publicidade e construção de bonecos. Recebeu o prêmio, com o Xaropinho, e uma breve e muito divertida apresentação do seu humor.

“Satisfação imensa estar aqui com vocês nesta noite. Pra mim é um presente de Deus e eu estou vivendo a melhor fase da minha vida morando em Cotia.”

Fanfarra Regente Feijó, fundada pelo maestro Antônio Pio, formou gerações, ocupou ruas, praças e corações e construiu uma história marcada por disciplina, pertencimento e amor à música coletiva, Tão profunda foi sua influência que seu nome foi escolhido para o nosso Teatro Municipal. Um gesto público de reconhecimento.

Fanfarra Regente Feijó,

“A nossa primeira emoção foi quando o teatro recebeu o nome do nosso regente e, nessa semana, quando a Fanfarra completa 48 anos, recebemos este prêmio. ”

Marcia Eleni Alves de Freitas (representando o grupo)

Inimar dos Reis construiu uma trajetória pelo circo, teatro, música e pesquisa das culturas tradicionais brasileiras. Artista de múltiplas linguagens, a frente do grupo Folia de Folguedos, luta para manter vivas as tradições da cultura.

Inimar dos Reis, artista de múltiplas linguagens.

” Eu sou mineiro do Vale do Jequitinhonha, mas estou aqui em Cotia há mais de 33 anos e me sinto cidadão cotiano, defendendo bastante a Cultura Popular Tradicional de Cotia. “

Marjorie Gerardi é atriz, bailarina e influenciadora. Integrou o elenco da Rede Globo nas séries As Aventuras de José e Durval, Rock Story e Cidade Proibida. Sua carreira transita com força pela TV, Streaming e cinema nacional, além do teatro.

Marjorie Gerardi é atriz, bailarina e influenciadora.

“Estou muito feliz de receber este prêmio nesta cidade onde eu cresci, ainda muito sonhadora e muito incentivada pelos meus pais a estudar. Então eu quero dedicar este prêmio a todas as meninas que sonham em ser atrizes, em ser bailarinas. Acreditem, é possível.”

Rozi Araújo é artista visual e ativista dos indígenas.

Rozimary Araújo é artista visual e ativista dos direitos indígenas. Possui origem no povo Kariri, que inspira profundamente a sua produção. Atua com artes visuais, literatura, fotografia e educação ambiental. Participou de exposições no Brasil, no Japão, na Finlandia, França e EUA. Idealizadora do Projeto Akoty, Arte e Cultura Indígena, onde promove sustentabilidade com o uso de materiais reutilizados. Sua obra é instrumento de resistência e valorização dos povos originários.

“O Pedro me pediu para usar o nome Akoty neste prêmio e para mim é uma grande honra e uma emoção cada vez que eu ouço cada um de vocês falarem este nome, o Prêmio Akoty porque ele me faz lembrar dos meus originários, os meus ancestrais.”

Lenny Araújo é cantora e compositora.

Lenny Araújo é cantora, compositora, gravou o primeiro CD aos 18 anos e lançou em 2025 o seu primeiro álbum totalmente autoral. Sua sonoridade mistura rock, blues, MPB, samba e outros ritmos.

“A próxima vez que eu subir neste palco tem de ser para cantar. Eu quero agradecer demais, esse prêmio é nosso, das pessoas que nos acompanham, que vão nos shows e nos incentivam a sempre continuar. Obrigada Cotia!”

Mestre Alex Fonseca as ensina artes marciais do Kung Fu e Tai Chi Chuan.

Mestre Alex Fonseca tem mais de 50 anos dedicados ao Kung Fu e ao Tai Chi Chuan. Há 27 anos ele ensina no Templo Zu Lai, formando gerações de praticantes. Sua missão vai além da técnica, promovendo valores como disciplina, ética e auto-conhecimento.

“É uma honra estar aqui e trazer um pouquinho da energia do nosso templo. Eu tenho uma gratidão muito grande por ser de Cotia, morar aqui e agradeço pela oportunidade.”

Rafael Beck e Felipe Montanaro,
Duo brasileiro de projeção internacional, indicado ao Latin Grammy 2025

Rafael Beck e Felipe Montanaro, unidos pela paixão por grandes mestres como Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti, estes músicos encantam com arranjos sofisticados, técnica apurada e uma sonoridade autoral marcante. Lançaram os albuns Fantasia Brasil (2023) e Fantasia Brasil 2 (2025). Sua música une sofisticação, técnica e criatividade contemporânea. Foram indicados ao Latin Grammy 2025.

“Queremos agradecer a Secretaria de Cultura de Cotia pelo reconhecimento deste prêmio.”

João Barcelos é escritor, publicou o seu primeiro livro aos 14 anos e hoje soma mais de 30 obras entre literatura e engenharia. Reconhecido por sua contribuição intelectual e histórica. Recebeu o título de cidadão cotiano em 1996. Sua obra reúne educação, filosofia e memória.

João Barcelos, Reconhecido por sua contribuição intelectual e histórica.

“Cotia tem identidade cultural. A história desta região é muito vasta. Hoje temos Cotia com uma identidade da qual se pode falar do Brasil. Posso falar da história do Brasil falando de Cotia e isto é muito importante.”

Amanda Negrasim é MC, trancista e produtora cultural com 30 anos de atuação nas culturas preta e periférica. Recebeu a medalha Teodosina Ribeiro, o Prêmio Periferia Viva, além do Prêmio Mulheres no Hip Hop. Criadora do projeto Trançada Periférico, fortalece a economia criativa entre mulheres negras. Sua trajetória passa por música, ativismo e produção cultural.

Amanda Negrasim é MC, trancista e produtora cultural.

“Estar aqui neste teatro para mim é uma grande vitória. Eu nasci e cresci aqui na Vila Monte Serrate. Essa é Amanda Negra Sim, hoje com 45 anos, que sobreviveu na Cultura e estou viva para dizer que a Cultura salva vidas e isso é real. Obrigada Cotia! Esse é o nosso povo, que gosta de lutar juntinho…”

– Julia Fonseca é dançarina, coreógrafa e mentora.

Julia Fonseca é dançarina, coreógrafa e mentora. Atua formando novos talentos e ministrando workshops pelo país. Sua missão é transformar vidas por meio da dança.

“É uma alegria muito grande estar aqui hoje, neste momento, através da minha dança. Parabéns pela iniciativa de valorização dos artistas. E que possamos cada vez mais ter eventos como este.”

Zetti Castro é filha do Sr. Benedito, fundador da Congada de São Benedito de Cotia e guardião desta tradição há mais de 50 anos. A Congada de São Benedito de Cotia foi reconhecida como Patrimônio imaterial de Cotia e do Estado de São Paulo em 2014. Uma celebração de fé, memória e resistência do povo brasileiro.

Zetti Castro e o Coletivo Congada de São Benedito criado por seu pai.

“Para mim este momento é muito especial, não só para nós da Congada, mas para todos os presentes que trabalham com a Cultura. Não é fácil, mas somos resistência e vale a pena porque ela faz parte da nossa vida, da nossa ancestralidade. É onde está a nossa identidade.”

Eder Dias é tatuador, artista plástico e produtor cultural.

Eder Dias é tatuador, artista plástico e produtor cultural do movimento hip hop de Cotia. Também é militante dos direitos da pessoa com deficiência e do autismo. Atua como arte educador em movimentos sociais e é o Presidente do Conselho de Cultura de Cotia.

“Quero agradecer a oportunidade. O que todo artista de Cotia necessita é de oportunidade. E essa casa bonita deve ser um palco de oportunidades para aqueles que estão atuando e para aqueles que vierem a aprender a atuar. Que esta seja uma grande escola para novos artistas.”

Clayber de Souza, de 88 anos, é Gaitista com carreira internacional, gravou mais de 68 discos, considerado um dos maiores instrumentistas do mundo no instrumento. Compôs mais de 2000 mil jingles.

Um dos 10 melhores gaitistas do mundo.

“Me sinto feliz de estar neste teatro. É monumental, é a casa da arte Cotia. Parabéns Cotia por ter um local como este. Morar em Cotia é uma honra. Fui muito bem acolhido aqui. Eu já sou um cotiano. Eu fui considerado um dos 10 melhores gaitistas do mundo. E eu quero musicalizar as crianças de Cotia tocando gaita de boca, formar a maior orquestra de gaitas do Brasil e do mundo aqui em Cotia.”

Mônica Xavier é assessora de imagem, personal stilist, colunista de moda, foi estilista e desenvolve projetos de valorização da autoestima e empreendedorismo feminino. Seu trabalho conecta moda, identidade e posicionamento profissional.

Mônica Xavier é assessora de imagem.

“o meu coração está transbordando de gratidão por receber o Prêmio Akoty de Cultura e Economia Criativa. Eu trabalho com imagem pessoal, com estilo e moda e eu sabia que não era sobre roupas. Era sobre autoestima, identidade, dignidade e oportunidade. A imagem é comunicação. A moda é Cultura e a economia criativa através da moda é uma ferramenta real de transformação social.”

Rose Kali é líder espiritual e cultural do grupo de dança cigana Tempo de Luz. Responsável pela preservação e difusão da tradição cigana em Cotia.

 

Rose Kali é líder espiritual e cultural do grupo de dança cigana Tempo de Luz.

“Esta homenagem significa muito pra nós. Estou há muitos anos levando a cultura cigana para muitas cidades, muitos estados. Estamos há 16 anos em Cotia, levando sempre muita dança, alegria, harmonia e autoestima, principalmente para as mulheres. A dança traz muita felicidade.

Elvis Nunes é cantor e compositor em ascensão no cenário sertanejo nacional. Destaca-se pelo carisma e pela presença digital. Sua trajetória é marcada por fé, família e dedicação à música.

Elvis Nunes é cantor e compositor do sertanejo nacional.

“Eu sou o Elvis Sertanejo, o Elvis de Cotia. Eu moro em Caucaia do Alto, uma terra maravilhosa. Eu não sou de Cotia, mas comecei a cantar aqui e Cotia leva o meu nome para o Brasil inteiro. Obrigada pelo apoio de todos.”

Priscila Locarte é atriz, diretora e educadora teatral.

Priscila Locarte é atriz, diretora e educadora teatral. Atua há mais de duas décadas nas artes cênicas. Participou de produções como Carcereiros, na Rede Globo e Nada a Perder, no cinema. Fundadora da Cia. Locarte, já formou centenas alunos em projetos sociais de teatro.

“Esse momento é muito especial. Um momento único que Cotia nunca teve. A gente não conhecia os outros artistas. Esta gestão está dando a oportunidade da gente se conhecer. Eu tenho uma escola de teatro e o nosso objetivo é transformar vidas através do teatro.”

Kauê Islã é poeta e MC, produtor cultural e ator de Cotia, que atua em saraus periféricos e projetos culturais voltados à juventude. Hoje integra o Coletivo Raiz, atua em teatro, cinema e projetos culturais. Desenvolve oficinas e batalhas de Slam nas periferieas. Sua poesia é ferramenta de transformação social.

Kauê Islã é poeta e MC, produtor cultural e ator de Cotia.

“Eu sou o Kauê poeta. Assim como o nosso Prefeito Welington Formiga eu também sou cria do Morro do Macaco. Dá onde eu venho, da periferia e da favela, a nossa conquista nunca é individual. Esse prêmio aqui é nosso Coletivo Raiz. Só quem está na rua, no anonimato, sabe o quanto é difícil fazer um movimento cultural se manter de pé. Apoiem os artistas.”

Vavá de Oliveira é artista plástico e formador de jovens talentos, com atuação na valorização da cultura afro-brasileira. Foi secretário adjunto de Cultura no primeiro ano da gestão Welington Formiga.

Alex Pires é atuante na preservação da cultura caipira de Cotia, promotor da tradicional cavalgada dos Capota mas não Breka, também dirige o templo de umbanda Zé da Virada, fortalecendo a fé afro-indígena. Desenvolve ações culturais gratuitas e comunitárias e é defensor das manifestações culturais populares.

Alex Pires é defensor das manifestações culturais populares.

“Eu quero agradecer porque dentro do nosso meio, de religiões afro-indígenas é difícil da gente ser reconhecido aqui em Cotia. É um grande mestre que me faz chegar em lugares que eu nem esperava, que é o mestre Zé da Virada.”

Bane Radjovic é artista plástico conhecido por obras provocativas que unem técnicas tradicionais e contemporâneas de forte impacto visual e reflexão social. Sua produção aborda temas sociais, culturais e políticos com forte carga reflexiva.

Bane Radjovic é artista plástico.

“Pela primeira vez em décadas em Cotia está acontecendo um belo cuidado de administração e por isso podemos ficar muito felizes.”

 

Cilene Lopes e Vinícius Politano são produtores culturais.

Cilene Lopes e Vinícius Politano são produtores culturais, que vêm fazendo da Cultura um instrumento de construção coletiva em Cotia. Cilene é instrumentista ativa na cena musical local. O Vini, filho da Cilene, é multi-instrumentista, compositor e produtor cultural com atuação na música, coral e iniciativas comunitárias. Juntos, eles idealizaram e desenvolveram o projeto Biblioteca e Cultura Viva, de revitalização e reforma da biblioteca Batista Cepelos, que transformou o espaço que é um polo de cultura e encontros artísticos.

“Nós trabalhamos para fazer a revitalização e reforma da Biblioteca. A arte é coletiva e este prêmio pode ser levantado por muitas mãos que estiveram junto conosco e nos ajudaram nesta caminhada. Então eu queria agradecer ao Coral Nossa Voz, ao Sarau Paraelos, que faz os Saraus na Biblioteca e aos trabalhadores da Cultura de Cotia.” Vinicius Politano.

Paulo Ricardo de Sousa, o Mestre Jaguara é referência na capoeira brasileira, com mais de 50 anos dedicados à preservação dessa expressão cultural e a cultura afrobrasileira.

Mestre Jaguara é referência na capoeira brasileira.

“Eu só tenho que agradecer, primeiramente a Deus, por este momento tão especial na minha vida. É mais uma conquista. Acabei de chegar de Salvador, fui homenageado lá também. Homenagem tem de ser assim, dessa forma, quando a gente está vivo. E ser valorizado na cidade onde eu vivo e atuo. Estou há 34 anos dando aulas pela Prefeitura de Cotia. Tirei muita gente do caminho errado. E hoje são pais de família, outros estão fora do Brasil ensinando Capoeira. A gente tem de escolher o caminho certo e eu graças a Deus, escolhi o caminho da Capoeira.”

 

Por Mônica Krausz
Fotos: Juliano Barbosa

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