Em sessão solene realizada pela Câmara Municipal de Cotia, na última sexta-feira (20/10), tomou posse a nova diretoria do CONSABs – Conselho das Associações Amigos de Bairro e Entidades do Município de Cotia, que coordenará os trabalhos da entidade até 2021, tendo como presidente o advogado Francisco Carlos Machado – Chiquinho Machado, e como vice-presidente o vereador Paulo Benedito Vieira – Paulinho Lenha. Além destes, fizeram parte da mesa dos trabalhos da sessão os vereadores Edson Silva, Marcinho Prates e Marcos Nena, o vice-prefeito e secretário Almir Rodrigues, a secretária adjunta Ângela Maluf e o deputado estadual Marcio Camargo.
Na oportunidade, para um plenário lotado, os presentes comemoraram o aniversário de 30 anos de fundação da entidade e foram empossadas as diretorias de mais 14 Associações filiadas ao CONSABs, cujas eleições ocorreram nos últimos 3 meses. Realizou-se ainda homenagem às pessoas que prestaram relevantes serviços ao CONSABs e às associações: Augustinho Ferreira da Cruz, João Santos, João Vieira e José Bertuol.
Fundado em 1987, com o objetivo de congregar as Associações civis do município de Cotia, possui em seu quadro, aproximadamente, 130 Associações que realizam diversos trabalhos sociais e humanitários em suas respectivas áreas de abrangência territorial. O CONSABs tem, entre as suas principais finalidades, a de prestar apoio técnico e ser um elo entre as associações, o poder público e a iniciativa privada, incumbindo-se de atuar nas demandas que transcendem os interesses específicos das associações a ele ligadas, mas que sejam de interesse comum.
O CONSABs e as associações, em parceria com o Governo do Estado e com a prefeitura, são responsáveis pela distribuição de aproximadamente 1 milhão de litros de leite por ano, só no município de Cotia, o que representa um importante reforço nutricional para as famílias beneficiárias. As reivindicações e a mobilização do CONSABs e das associações foram imprescindíveis para que o município conseguisse a estadualização do Hospital de Cotia.
“Grande parte das demandas da comunidade – esgoto, redes de água, pavimentação, iluminação pública, saúde, segurança e educação – chegam aos líderes comunitários que estão na ponta do iceberg dessa complexidade que é o estado, a política e a sociedade. O líder comunitário, quando ouve o trovão, fica entre a alegria da chuva que bota água nas torneiras e a preocupação com os efeitos que ela, a chuva, pode causar nas áreas com risco de deslizamento de terras e com os desabrigados”, comentou o presidente Francisco Machado.
Ainda, de acordo com o presidente do CONSABs, o atual vice-prefeito e praticamente metade dos membros da Câmara Municipal de Cotia surgiram da liderança comunitária. Foram ou ainda são presidentes de associações de bairros. “Sendo assim, é impossível ignorar o fato de ser o CONSABs e as associações um celeiro de produção de lideranças”, ressaltou. Paulinho Lenha, hoje presidente da Câmara de Vereadores de Cotia, por exemplo, foi presidente com maior votação da história das Associações de Cotia, quando em 1998 venceu com 735 votos a eleição da Associação de Moradores do Mirante da Mata.
Perguntado sobre as perspectivas para os próximos anos à frente da entidade, o presidente do CONSABs disse que a nova diretoria deve estar atenta às constantes mudanças. Segundo ele, as demandas de hoje sofreram evoluções significativas em comparação com a época em que ele foi presidente da Associação do Jardim São Miguel e Nossa Senhora das Graças. Na ocasião, as principais demandas eram asfalto, rede de esgoto e rede de água! “Hoje, grande parte do município já possui essa infraestrutura. Atualmente, a questão maior é a necessidade de melhor funcionamento de tudo o que já existe. Nesse sentido, o CONSABs deve se empenhar na qualificação dos líderes comunitários para que eles percebam as mudanças, de modo a ensiná-los a focarem no alvo correto das reivindicações e orientá-los a respeito de quando, como e onde pedir. O momento é de promover o bom relacionamento. A palavra de ordem é parceria em busca do bem comum e de uma cidade muito melhor pra se viver”, comentou.
Além disso, segundo o presidente, as associações devem evoluir em busca de meios de subsistência – esta é uma enorme deficiência. Não raras vezes, o presidente da entidade é obrigado a retirar do sustento da sua família, os recursos para manutenção da entidade. Os presidentes têm dificuldades até para deslocarem de suas comunidades para realizar um simples protocolo. Superada essa dificuldade, as associações não podem abrir mão do seu próprio desenvolvimento enquanto instituições – construções de suas sedes sociais e aquisição de bens necessários às suas atividades. Estes são os principais desafios.













