Com o objetivo o cuidado às pessoas egressas de internações psiquiátricas de longa permanência, com suporte social e familiar ausente ou insuficiente, viabilizando a inserção social das mesmas a partir da afirmação do direito de viver em comunidade, a Prefeitura de Ibiúna implantou o serviço de Residência Terapêutica.
De acordo com João Mello, prefeito da cidade, o serviço é novo em toda região e auxiliará a saúde mental e a desistitucionalização dos pacientes psiquiátricos.
Todo o processo para essa implantação foi realizado mediante Chamamento Público, tendo como detentor o Instituto Guaporé e será gerido pela Secretaria Municipal de Saúde.
Ao todo são três residências implantadas no município. Cada residência conta com 10 moradores. Será uma residência para 10 mulheres e as outras duas para 10 homens cada uma. Em sua estrutura operacional, terá como referência para o cuidado um técnico de enfermagem, um serviços gerais, um supervisor e cinco profissionais denominados cuidadores, corresponsáveis pela formulação.
Como funciona?
Para ser morador da residência é preciso estar internado há mais de 10 anos em hospitais psiquiátricos. No caso de Ibiúna, os pacientes tiveram alta, porém a maioria não possuía vínculo familiar, ou seja, não tinham famílias, nem moradia.
“A ideia é que seja uma casa normal, sem nenhuma característica de instituição, onde eles tenham seus quartos, e que nós, os profissionais e acompanhantes, sejamos capazes de ajudá-los em sua reumanização e ressocialização, tratando-os como cidadãos, pois muitos vieram sem documentos e sem uma história de vida, então, para eles é um renascimento. É o resgate da vida e cidadania deles”, diz o coordenador Marcos Antônio Pereira, do Instituto vencedor do processo licitatório.
Além disso, a detentora selecionada disponibilizará tratamento com medicamentos e equipe multidisciplinar (médico psiquiatra, enfermeiro, técnico em enfermagem, psicólogo, assistente social, nutricionista, monitores e terapeutas) e deve seguir os parâmetros necessários à habilitação junto ao Ministério da Saúde.
Pacientes com crises e surtos devem ser encaminhados ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) para acompanhamento médico, caso esteja em surto psicótico o mesmo deve ser levado ao Hospital Municipal. As residências não podem receber pacientes que não são egressos de hospitais psiquiátricos, além disso, não funcionam como clínicas e sim como casas.
As residências funcionam nos seguintes endereços: Rua José Bonifácio (casa feminina), nº 270; Rua Venezuela (casa masculina), nº 110 e Rua João Vieira (casa masculina), nº 200. Todas estão instaladas na área central, conforme exigência do Ministério da Saúde.

















