A crise econômica, que teve início em 2014 e causou forte recessão no país, fez com que o nível socioeconômico das cidades brasileiras retrocedesse três anos. É o que aponta o Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM), divulgado pelo Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) com base em dados oficiais de 2016, últimos disponíveis.
De acordo com o índice, divulgado anualmente, apesar de ser o estado com maior proporção de cidades com alto desenvolvimento de forma geral (27,5%), a crise se manifestou fortemente em São Paulo na vertente Emprego e Renda, avaliada pelo IFDM: 29,3% dos municípios paulistas regrediram e nenhum alcançou o conceito máximo.
Mas na região na região da Grande São Paulo, ao menos nas cidades do entorno de Cotia, apesar de crescimento moderado, os efeitos da crise foram pequenos quando comparados com o ano anterior (2015). De acordo com o levantamento do Firjan, nas oito cidades da região, apenas Vargem Grande Paulista e Osasco apresentaram pequena queda em emprego e renda em relação ao índice anterior. Em Cotia, Barueri, Carapicuíba, Embu das Artes, Jandira e Itapevi o nível de emprego e renda apresentou leve aumento. (veja tabela abaixo).
O índice monitora todas as cidades brasileiras e a avaliação varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 1 maior o seu desenvolvimento. Cada uma delas é classificada em uma das quatro categorias do estudo: baixo desenvolvimento (de 0 a 0,4), desenvolvimento regular (0,4 a 0,6), desenvolvimento moderado (de 0,6 a 0,8) e alto desenvolvimento (0,8 a 1). São acompanhadas as áreas de Emprego e Renda, Saúde e Educação e avaliadas conquistas e desafios socioeconômicos de competência municipal: manutenção de ambiente de negócios propício à geração local de emprego e renda, Educação Infantil e Fundamental, e atenção básica em saúde. 
Ranking nacional e estadual: Região tem desenvolvimento moderado
Louveira foi a cidade melhor avaliada de todo o país (0,9006), com alto desenvolvimento em Saúde e Educação e moderado em Emprego e Renda. Entre as 15 com melhor avaliação do país, 10 são paulistas. As demais são, na ordem: Olímpia, Estrela do Norte, Itatiba, Itupeva, São Caetano do Sul, Jundiaí, Jaguariúna, São José do Rio Preto e Paraguaçu Paulista. Todas apresentaram alto desenvolvimento no índice geral do IFDM. O segundo e terceiro lugares no ranking nacional ficaram também com Olímpia e Estrela do Norte, que avançou 13,4% no IFDM Emprego e Renda graças à abertura de novos postos de trabalho.
Das 643 cidades paulistas analisadas, mais da metade, 343, alcançaram desenvolvimento apenas regular em Emprego e Renda; entre as quais Carapicuíba (0,5032), Embu das Artes (0,5176), Jandira (0,5230) e Itapevi (0,5602).
Educação é o quesito em que as cidades paulistas mais se destacam: 99,4% apresentam alto desenvolvimento. E 58,8% avançaram nesta categoria em 2016 na comparação com 2015. No IFDM Saúde, quase 70% dos municípios do estado conseguiram alto desenvolvimento, e 29,1% avançaram de forma moderada. Mais de 60% progrediram em Saúde graças a melhor identificação das causas das mortes e redução das mortes de crianças menores de 5 anos por causas evitáveis.
Na região, as cidades também apresentaram alto nível de desenvolvimento em Educação, na liderança está Barueri (0,9762), seguida por Osasco (0,9241) e Vargem Grande Paulista (0,9193). Na sequência está Embu das Artes (0,9116), seguida por Jandira (0,8954), tecnicamente empatada com Cotia (0,8947). Na sequência estão Carapicuíba (0,8806) e Itapevi (0,8715).
Considerando o IFDM consolidado (a média da soma dos três índices: educação, saúde, emprego e renda), as cidade da região tem desenvolvimento moderado. Com exceção de Osasco, todas as cidades apresentaram queda nos rankings nacional e estadual, sendo que Vargem Grande Paulista despencou da 3ª melhor cidade do Brasil em 2015 para 661ª em 2016. Barueri lidera a lista da região em 67ª posição nacional, seguida por Cotia (242ª) e Osasco (262ª). Vargem Grande ocupa então a 661ª e Itapevi a 817ª colocação nacional. Jandira vem na sequência e está 885ª lugar, seguida por Embu das Artes (1072ª) e finalmente Carapicuíba em 1142ª posição nacional. (veja na tabela posição das cidades em 2015 e 2016).









