A neurociência indica que todos são capazes de aprender e a teoria das inteligências múltiplas nos mostra outras formas de estimular e valorizar os alunos. Diante desses estudos, o que seria um aluno brilhante e como inovar no ensino permitindo que o educando atinja todas as suas potencialidades?

O psicólogo Howard Gardner, de Harvard, defendeu, na década de 1980, que não há uma única inteligência. A Teoria das Inteligências Múltiplas identificou oito tipos: linguística, espacial, interpessoal, naturalista, musical, lógico-matemática, existencial, intrapessoal e corporal-cinestésica.

A psicologia cognitiva refuta a ideia binária de que você tem ou não tem uma inteligência. Para Carol Dweck, da Universidade Stanford, as habilidades humanas, tais como as intelectuais, podem ser cultivadas.

O cérebro humano possui neuroplasticidade, isto é, pode se modificar por meio das experiências. Por isso, é uma péssima ideia dizer que um aluno é brilhante pela inteligência e pelo talento. O sucesso não é fruto de uma capacidade inata, deve-se elogiar o esforço, a boa estratégia, a perseverança e o progresso. E para educar é preciso afeto. A neurociência provou que as áreas do cérebro onde se desenvolvem a aprendizagem e a memória são as mesmas do desenvolvimento afetivo e emocional.

 

Marco Antonio Xavier

Diretor pedagógico do Colégio Mario Schenberg

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