Perueiros e prefeitura: imbróglio sem data para acabar

Decisão judicial obrigou operadores do transporte alternativo, que atuavam apenas com alvará, a pararem de circular Agora prefeitura deve fazer licitação mas isso não tem prazo para ocorrer

Sem data para terminar o embroglio entre perueiros e prefeitura que iniciou no último dia 29 de setembro; Os perueiros foram obrigados a parar de circular por força de uma decisão judicial.

A decisão veio após a ação da Viação Raposo Tavares, que é oficialmente a empresa responsável pelo transporte na cidade após  vencer licitação.

A Coopertars  cooperativa a qual estão ligados os transportadores alternativos chegou a entrar com uma liminar e voltou a circular no fim de semana mas esta foi  derrubada e os perueiros tiveram que mais uma vez recuar.

De acordo com a decisão, os perueiros circulam irregularmente devido falta de licitação da prefeitura,  problema que se alastra há anos. Enquanto a licitação não ocorre a prefeitura assinou Termo de Ajustamento de Conduta – TAC  junto ao Ministério Público e comprometeu-se em fazer a licitação. Com isso passou a fornecer alvarás provisórios aos perueiros e  estes vem sendo renovados todos os anos, o que não foi mais aceito pelo Ministério Público.

Sem poder circular  os operadores de transporte coletivo se mobilizam em reuniões e protestos na Raposo Tavares com direito a pernoite em frente a Prefeitura que provocou inclusive a  não realização da feira noturna na semana passada. Com isso,  o transporte de passageiros em Cotia, que já não era bom, ficou bem pior,  com pontos de ônibus constantemente lotados e alguns bairros sem transporte.

De acordo com Wellington Santos, o Leto, Presidente da cooperativa  atualmente são 145 operadores com 110  veículos que transportam uma média de 35 mil passageiros por dia.

A prefeitura anunciou em março um novo modelo de transporte alternativo, em audiência pública da qual participou representante dos perueiros.

Na época a prefeitura apresentou um estudo que criou mecanismos para regular o transporte coletivo alternativo dentro da área de operação, organizando as linhas regulares atuais e futuras, prevendo linhas complementares ao serviço convencional, que hoje é prestado por meio de concessão pela empresa Danúbio Azul.  As linhas complementares  ou alimentadoras,  de acordo com o documento fica a cargo do transporte alternativo  Mas isso não ocorre atualmente,  perueiros Viação Raposo Tavares disputam passageiros nas mesmas linhas.  Leto questiona,  segundo ele a licitação da empresa foi baseada em 13 linhas  com 77 ônibus,  mas segundo ele a Viação Raposo Tavares do grupo Vida opera em 25 linhas. “Se ela tirar os veículos das outras 12 linhas que não deveria operar, nós vamos atender,  tem linha pra todo mundo”, diz.  Os cooperados do transporte alternativo também querem ter o mesmo direito de usar o cartão que possa facilitar o embarque de passageiros como ocorre com a empresa operadora.

De acordo com o estudo da prefeitura estava previsto uma licitação  que chegou a ser anunciada pela Prefeitura em maio mas esta ainda não ocorreu. Segundo a prefeitura porque o edital foi impugnado a pedido de duas empresas. “O Tribunal de Contas apresentou as correções necessárias por parte da Prefeitura. “Com a impugnação e necessidade de publicação de novo edital, o prazo para conclusão desta fase é de 90 dias”.

Ainda segundo a Prefeitura, as tratativas estão em andamento, “tão logo haja uma solução, esta será divulgada”.

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