Em 9 de agosto de 2017, o ex-atleta e ex-vereador de São Roque Rodrigo Nunes partiu com a esposa, a técnica de análises clínicas Andréia, e os filhos Lucas, Mariane e Laura para uma senhora aventura: conhecer 80 países, a bordo de um espaçoso motorhome de 42 m².

Viajar (e viver em família bem) é preciso (leia a entrevista feita com a família em junho de 2019)

Após quase três anos de estrada, em razão da pandemia, a família está adiando o sonho de rodar o mundo. “Por conta de todos esses problemas, não conseguimos ver uma luz no fim do túnel, principalmente para gente que vive do turismo e da venda de nosso livro. Então, decidimos voltar para São Roque”, lamenta Rodrigo.
Eles estavam no sul do Peru, um dos países da América do Sul com política de isolamento mais rígida, quando tudo começou. Desde o início de abril, o país sulamericano reforçou as restrições de circulação e proibiu homens e mulheres de saírem juntos nas ruas. A medida estipulou que as pessoas do sexo masculino só poderiam sair de casa às segundas, quartas e sextas-feiras, enquanto as mulheres às terças, quintas e sábados. No domingo, a saída é proibida. “O exército está na rua fiscalizando”, informa o viajante.
A família, além de confinada em um motorhome de 42 m² e sem ter como comercializar os livros que é de onde vem o recurso financeiro, vinham sofrendo certo preconceito. “Infelizmente, nós estrangeiros sentimos como se estivéssemos com vírus, sabe? As pessoas nos tratam com distanciamento. Antes achavam legal por sermos brasileiros e viajantes, agora vem na gente um risco”, relata.
A decisão de retornar ao Brasil na metade da viagem não foi fácil, mas necessária. “É duro, mas não vemos uma luz no fim do túnel tão cedo e ficar como nós estamos aqui por três, quatro ou cinco meses não está muito agradável”, comenta.

Para financiar o retorno de mais de 5 mil km, cruzando deserto, cordilheiras, Amazônia e serrado, lançaram a pré-venda do seu terceiro livro. “A venda dos exemplares do livro Fique rico viajando é o que botou a gente na estrada e faz a gente seguir viajando. Como não temos livros em português e nem tínhamos nos preparado para isso, lançamos uma vaquinha on-line de pré-venda do nosso terceiro livro Manual pra todos que amam viajar”, conta. Eles precisam arrecadar R$ 11.900 para rodar o livro e, até o fechamento desta matéria, já haviam alcançado 40,9% da meta.
Rodrigo faz questão de ressaltar que esta é uma decisão temporária: “já assumimos, somos viajantes. Só vai depender do mundo mesmo. Seguiremos viajando, quando o mundo voltar ao normal”.

Serviço
Quem quiser adquirir exemplares do livro, clique aqui. As contribuições são a partir de R$ 47 e terá, como recompensa, o nome impresso no livro. Entrega prevista para setembro de 2020.

Por Juliana Martins Machado

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