Movimento “Nova Raposo, Não” convoca caminhada contra o projeto

Diversas entidades realizarão uma caminhada no próximo domingo, dia 9 de junho, às 9h, contra o Lote Nova Raposo. Organizado pelo movimento Nova Raposo, não!, a manifestação pacífica Ocupa Raposo pretende demonstrar que a população quer ser ouvida nesse processo e pede pela suspensão do projeto.

De acordo com o movimento, o processo surpreendeu a comunidade, justificando que a consulta pública sobre o tema foi realizada em um período muito curto e desrespeitou as normas do Estatuto da Cidade, que garantem o pleno acesso às informações e o controle pela sociedade civil desde o início das discussões. Além disso, alega que a obra acarretará desapropriações de casas, comércios, escolas e empresas e causará grande impacto ambiental, com o desmatamento de árvores e a redução da área de sete parques municipais e estaduais. Critica ainda a falta de transparência e a participação popular no desenvolvimento do projeto e exige a realização de estudos técnicos, ambientais, de impacto de vizinhança, de mobilidade e sociais sobre a população da região.

Um abaixo-assinado já alcançou 15 mil assinaturas e o perfil criado no Instagram está perto de atingir 3 mil seguidores. Mais de 100 associações de bairro, movimentos sociais e outras organizações sociais aderiram oficialmente ao movimento. Assembleia Legislativa de São Paulo e Câmara Municipal de Cotia sediaram encontros que debateram as principais reivindicações.

Por outro lado, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) menciona que o projeto Nova Raposo passou por mais de 30 dias de consulta pública, incluindo duas audiências presenciais, resultando em quase 2 mil sugestões e perguntas, que estão sendo respondidas e incorporadas ao projeto, edital e contrato. “As questões ambientais e de mobilidade urbana serão abordadas pelos órgãos competentes em nível estadual e municipal. Novas audiências públicas específicas sobre o impacto ambiental do projeto também estão previstas, seguindo o procedimento padrão dos projetos do Governo de São Paulo”, informou a agência em nota à nossa redação.

Enquanto a ARTESP defende o projeto como uma oportunidade de desenvolvimento e melhorias na infraestrutura, os críticos alertam para os potenciais impactos negativos na qualidade de vida, no meio ambiente e na mobilidade urbana da região. A controvérsia continua a crescer, destacando a necessidade de um diálogo mais abrangente e inclusivo sobre o futuro da Raposo Tavares.

Quem quiser participar da manifestação Ocupa Raposo, ônibus sairão às 7h45 da Casa Marielle Franco, no Jardim Lina, e às 8h da Ecofeira da Granja Viana para levar ao local do evento.

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