Mais um ano astrológico, mais um ano de expectativas. Regido pela Lua na sequência astrológica tradicional, 2023 será um período em que as emoções ganham destaque, não apenas interferindo ainda mais em nossas decisões, mas abrindo oportunidades para que possamos amadurecer nossa maneira de reagir aos fatos e às circunstâncias.

Após anos difíceis, seremos agora chamados ao desafio de resgatar a capacidade de reconciliação e acolhimento, para criarmos um novo projeto de convívio social. A pandemia nos levou a rever atitudes, propósitos e relações. Cabe a nós criar ambientes agradáveis e unificadores a partir das nossas próprias evoluções pessoais. Isto já vem acontecendo, porém, a Lua oferece uma energia mais afável, acolhedora e nutritiva para observarmos o nosso passado, reconhecendo e confiando em nosso caminho futuro.

O mundo é bom, belo e verdadeiro. Essas são as palavras maternas, que o espírito lunar nos relembra transformando as névoas atuais em trajetórias firmes e seguras, a partir de nós mesmos e para todas as nossas relações.

O movimento especial que vem realizando Marte, o planeta das iniciativas, é no sentido de aproximar as pessoas como irmãos, resgatando a fraternidade como talvez o maior valor a ser integrado agora ao nosso desenvolvimento social.

A posição do Sol no ingresso do ano astrológico, calculado para o Brasil, reforça também esse propósito, através de reconhecer no outro uma parte de nós mesmos.

A própria Lua, regente do novo ano, aparece em união com Netuno, o planeta da inspiração, oferecendo um clima de entrega e gratidão que pode, sim, vencer a preocupação com o desconhecido para criar, em nosso interior, um clima afetuoso em lugar do atual, muitas vezes rancoroso e indignado. Um clima que permita a paz nos movimentos sociais evolutivos.

As mudanças virão inexoravelmente, como já vem acontecendo, e o espírito de “resistir” para manter a “segurança conhecida” deve se transformar em fluência e maleabilidade para mudar e prosseguir no processo renovador. Tudo agora é processo renovador.

Vênus em Touro, seu domicílio natural, acompanha, de forma exata, o Nodo Norte, proporcionando o desejo de limpar a área do que não serve mais para construir relações voltadas para um recomeço onde todos se mostram empoderados e confiantes para encontrar nos olhos uns dos outros os estímulos necessários para encarar as tarefas desafiadoras – porém, transformadoras! -, que cabem à sociedade humana com um todo. Pode até ser uma utopia, mas é da utopia que o espírito inovador se alimenta e indica o caminho.

O nosso dia-a-dia tende a mudar bastante em 2023, ano em que a Lua trará mais clareza sobre as nossas verdadeiras vocações, estimulando a nos reinventar e refazer percursos, pois estaremos cada vez mais conscientes de que os métodos antigos precisam ser reformulados.

Aqui fica o recado de que nem tudo é absolutamente linear e racional. O pensamento sistêmico, ou seja, a percepção de que pertencemos todos a um sistema único irá se desenvolver através de uma ampliação da consciência, nos tornando seres cada vez mais íntegros e integrados.

Amor

Vênus trará o desejo de estar junto, muito junto e construir na segurança e no olhar um do outro, um novo espaço de convivência produtivo, sincero e transparente.
Plutão, como sempre implacável, deverá mostrar que o prazer é algo volátil que só busca por mais e mais, enquanto a simples alegria de estar junto é o que pode oferecer às nossas relações uma felicidade duradoura. Assim, Mercúrio propõe construir diálogos onde ouvir vale mais do que falar, com o espírito da fraternidade objetivando sempre o consenso, ou no mínimo, o consentimento entre as partes. E como regente do ano, a Lua também propõe uma conexão mais profunda com o nosso passado, com a nossa ancestralidade e os próprios costumes originais de comunhão e comunidade que foram indevidamente substituídos pelos jogos de poder que nos trouxeram até o momento atual.

Saúde

A necessidade de paciência com relação aos objetivos será fundamental, pois o que tiver que acontecer será sempre na hora e na medida certa. O mal do século, como sabemos, é a saúde mental, aquilo que perdemos por nos afastarmos do ritmo e do equilíbrio pessoal para corresponder às expectativas que não são as nossas. Essa saúde não pode ser “curada” com remédios, mas sim, e por nós mesmos, com a substituição de qualquer expectativa que só produz ansiedade por uma atitude calma e tranquilizada pela certeza espiritual de que, apesar das turbulências, estarmos sempre trilhando o nosso caminho.

Subsistência

Virá da nossa própria integridade pessoal, do respeito ao que é do próximo e muito especialmente da consciência de que na verdadeira organização social sempre haverá para todos, pois o grande objetivo da vida neste planeta é alcançarmos juntos os níveis evolutivos mais elevados a que estamos efetivamente predestinados.

 


Sergio Frug, astrólogo, tarólogo e coach com formação antroposófica, instrutor do Sistema Rio Abierto de Desenvolvimento Humano, redator de horóscopo das Revistas Caras e Circuito por vários anos, com foco especialmente na transição planetária.
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