Dez moradores do Instituto Pequeno Cotolengo de Cotia ganharam um novo lar. Na tarde desta quinta-feira (7), foi inaugurada, na Granja Viana, a Residência Inclusiva, projeto em parceria com o Governo do Estado de São Paulo que, além de moradia, prestará serviço de inclusão e assistência social para as pessoas com deficiências física e intelectual.
A cerimônia de inauguração contou com a presença da secretária de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo, Célia Parnes, do Pe. Rodnei Tomazella, Superior Provincial do Pequeno Cotolengo Dom Orione; Pe. Claudinei Niedzwiecki, Presidente e Diretor Financeiro do Pequeno Cotolengo Dom Orione e Luiz Gustavo Napolitano, Subprefeito da Granja Viana.
A unidade será gerenciada pelo próprio Cotolengo e mantida, anualmente, pelo governo de SP, ao custo de R$ 420 mil. O recurso será usado para pagar os profissionais da casa, e em todo custeio com alimentação, compra de produtos de higiene, pagamento de contas de água e luz, entre outros.

O critério para a escolha dos residentes foi baseado em avaliações dos que tinham capacidade de interagir com a sociedade. “São pessoas que têm condições de comprar um pão na padaria, pegar um ônibus no ponto e conversar com um vizinho. São critérios de avaliação psicológica e avaliação motora”, explica o presidente do Cotolengo, Pe. Claudinei Niedzwiecki.
A nova residência contará com 18 colaboradores, acompanhamento com psicóloga, assistente social, terapeuta ocupacional e uma coordenadora do projeto. “Teremos, durante o dia e a noite, pessoas que são cuidadores, além de motorista para a residência e pessoas de serviços gerais”, conclui Niedzwiecki.
O subprefeito da Granja Viana, Luiz Gustavo Napolitano, disse que no início a ideia do projeto não foi bem aceita. “A gente foi até um pouco preconceituoso, achava que era estranho dividir dessa forma, pois achávamos que era mais organizado do jeito que estava. Mas depois a gente foi entendendo que era muito sábio descentralizar”, esclarece.

A secretária de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo, Célia Parnes, disse que essas pessoas terão, a partir de agora, todo tipo de acolhimento, atenção e assistência de que necessitam. “Essa convivência conjunta é uma troca rica para todos. A importância é enorme. Aqui vai ser a casa da família deles, onde receberão carinho e afeto”.

Criada em 2009, a Residência Inclusiva é um serviço de proteção social especial de alta complexidade voltado para o público jovem e adulto, acima de 18 anos, com deficiências leves ou moderadas, como por exemplo síndrome de down e deficiência cognitiva, e que se encontram com o vínculo familiar fragilizado ou totalmente rompido.
Atualmente no estado de São Paulo existem 74 Residências Inclusivas, sendo 67 municipais (cuja responsabilidade de gestão fica a cargo da Assistência Social Municipal, que utiliza os recursos financeiros repassados pelo Governo do Estado, por meio do programa Fundo a Fundo); e 7 estadualizados, nos quais o gerenciamento fica a cargo do Governo do Estado. Cada unidade tem capacidade para atender dez usuários.
Por José Rossi Neto
Dez moradores do Pequeno Cotolengo ganham um novo lar
Cerimônia de inauguração do projeto Residência Inclusiva, em parceria com o governo de SP, aconteceu na tarde desta quinta-feira (7), na Granja Viana. A ideia do projeto, que abrigará pessoas com deficiências física e intelectual, é prestar serviço de assistência e inclusão social. Encontro teve a presença da secretária de Desenvolvimento Social do Estado, do subprefeito da Granja e de representantes da Instituição Pequeno Cotolengo

















