A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo –, mostrou que o brasileiro passou mais um ano no aperto. Guardar dinheiro e realizar alguns sonhos estão entre as principais promessas das pessoas, porém, por diversos motivos, nem todos conseguem colocar este planejamento em prática. O porcentual de famílias com dívidas aumentou 0,5 ponto em dezembro ante novembro de 2019, para 65,6%, conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada na quinta-feira (09/01), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em relação a novembro de 2018, quando o porcentual de famílias com dívidas era 59,8%, a alta foi de 5,8 pontos.

O cartão de crédito configurou como o principal tipo de dívida do brasileiro, sendo apontado por 78,9% das famílias endividadas. Em seguida aparecem os carnês (15,5%) e o financiamento de carro (9,5%).

Embora tenha caído, o número de desempregados no país continua alto: 11,9 milhões de pessoas, segundo dados divulgados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 27 de dezembro de 2019. “Vários indivíduos optaram pelo trabalho informal para obter algum tipo de remuneração, valor este que oscila bastante, afinal o rendimento varia de um mês para o outro. Uma queixa que tem se tornado muito comum, são os salários baixos; para recolocar-se no mercado de trabalho, muitos chefes de famílias têm preenchido vagas que oferecem 30% a menos do salário anterior do profissional…E seja qual for a situação, todos necessitarão de um reajuste orçamentário no lar”, declara o Professor Carlos Afonso, que também é autor do livro Organize suas finanças e saia do vermelho.

Mediante as circunstâncias, o Professor Carlos dá  dicas para iniciar o ano sem dívidas e começar 2020 com o pé direito. “É preciso que cada um reflita: o que foi feito em prol da sua saúde financeira e da família? Se a pessoa trabalhou para colocar as finanças em ordem, isso é bastante positivo. Mas, se nada foi feito, vamos trabalhar para reverter essa situação”, aponta ele, que compartilha:

Passamos o Natal e começamos o 2020. Sobrou algum dinheirinho do 13º? Se sobrou, ótimo! Lembre-se que logo no início do ano já temos IPVA, IPTU, material escolar, fatura do cartão de crédito com os gastos de dezembro. Então… pague primeiro essas despesas para depois pensar em outras necessidades. Se não sobrou, hora de elencar prioridades, pagar as dívidas com maior juros projetados… organize-se!

Ainda não está controlando suas despesas? Se você ainda não está fazendo o controle das suas despesas por meio de uma planilha ou através de um aplicativo, saiba que você está incorrendo em pecado mortal. Quem não sabe onde emprega o dinheiro, não tem a menor condição de planejar o futuro. Colocar as contas em ordem e monitorá-las é o primeiro passo.

Controle a compulsão por gastar: precisamos aprender a consumir somente aquilo que realmente é necessário para sobrevivência. O consumo desenfreado e sem planejamento, além de ser um problema para nossas finanças (pois normalmente ocorrem por impulso), também é um problema para a natureza, uma vez que usamos mais e mais recursos. Consumo consciente é a grande sacada. Todos ganham: nós e a natureza.

Sobre o Livro Organize suas finanças e saia do vermelho

De leitura fácil e rápida compreensão, o livro ‘Organize suas finanças e saia do vermelho’ foi lançado em agosto de 2017, pelo especialista em finanças, Professor Carlos Afonso, que é administrador, contabilista e sócio-diretor do Grupo MCR. O autor traz conceitos fundamentais para uma boa educação financeira, a fim de evitar que as pessoas adquiram o endividamento financeiro ou, se a dívida já existe, desenvolve dicas de como sair dela. Além disso, a obra ensina o leitor a pensar no futuro e, de maneira confortável, fazer o seu “pé de meia”.  Organize suas finanças e saia do vermelho’ traz uma luz sobre esse importante assunto que afeta a vida de qualquer pessoa, desde o nascimento até o último suspiro. Relacionar-se bem com o dinheiro garante sustentabilidade financeira e uma vida melhor, livre de privações. (http://www.livrosaiadovermelho.com.br/)