Dieta Low Carb

A nutricionista Silvia Fernanda Teixeira escreve sobre esta dieta.

O QUE DEVEMOS COMER?? COMIDA ….Corpos fortes e torneados ou exageradamente magros. Fácil acesso a alimentos, especialmente industrializados, e em quantidade elevada. Dois fatores que constituem o paradoxo atual da busca incessante pela aparência perfeita frente ao excesso e baixa qualidade da alimentação.1

Hoje, boa parte da população redobra esforços em busca de métodos para um rápido emagrecimento com preocupação especial pela eliminação de gordura corporal. 1 Para tanto, uma das estratégias muito usadas é a dieta Low Carb.

Muito divulgada pela internet via redes sociais, blogs e sites com conteúdo voltado para a redução de peso, a dieta Low Carb consiste em restringir o consumo de carboidratos e aumentar o consumo de proteínas e gorduras, gerando assim a cetose e a oxidação lipídica, as quais aumentariam o gasto energético e, consequentemente, a perda de peso. 2

Existem já vários estudos em relação a dieta Low Carb,  demonstrando que ao mesmo tento que ela reduz o peso corporal, a massa gorda e a massa magra; diminui o risco de obesidade central; melhora os fatores de risco cardiovasculares; diminui os níveis sanguíneos de glicose no jejum, hemoglobina glicada e insulina sérica e/ou índice HOMA; aumenta o HDL colesterol e diminui o colesterol total, a fração LDL e os triglicérides; diminui pressão sanguínea sistólica e diastólica. Todos esses resultados foram vistos também em indivíduos portadores de diabetes mellitus, no entanto alguns estudos também mostram que tanto o consumo muito baixo de carboidratos quanto o consumo em excesso está associado com aumento de mortalidade.

O estudo também mostrou que quando os carboidratos são substituídos por alimentos fonte de gordura e proteína animal como carne bovina, suína e frango, a chance de morrer aumenta. No entanto, a fonte de macronutrientes influenciou os resultados uma vez que a mortalidade aumentou quando os carboidratos foram trocados por gordura ou proteína derivada de animal e diminuiu quando as substituições foram baseadas em plantas.

Segundo esse estudo, o risco de comprometimento da saúde e até mesmo de óbito  é menor quando o consumo de carboidratos está entre 50-55% das calorias totais, apoiando o bom e velho conselho dos nossos avós sobre comer de tudo com moderação, não podemos esquecer de sempre comer com consciência é preciso, sentir os sinais do seu corpo de comer quando está com fome e parar quando não está mais com fome., para tanto precisamos mudar hábitos, manter-se vigilante para que o novo hábito seja modelado.

Por hora, seguimos, respaldados pela ciência, acreditando que não há mágica ou dieta milagrosa que resulte no tão desejado corpo perfeito imposto pela atual sociedade e nos resta questionar a necessidade de se atingir esse ideal de beleza que se faz tão irracional frente a tantas consequências maléficas que ele pode gerar.

 

Nutricionista Clinica: Especialista em Fitoterapia

Drª Silvia Fernanda Teixeira

CRN.3 8506

Estagiaria Glaucia Silva Cota

 

Referências

  1. Vargas AJ, Pessoa LS, Rosa RL. Jejum intermitente e dieta low carb na composição corporal e no comportamento alimentar de mulheres praticantes de atividade física. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo. v. 12. n. 72. p.483-490. Jul./Ago. 2018.
  2. Atkins, R. C., & Jungmann, R. A nova dieta revolucionária do Dr. Atkins. Editora Record. 2002
  3. Seidelmann SB, Claggett B, Cheng S, Henglin M, Shah A, Steffen LM et al. Dietary carbohydrate intake and mortality: a prospective cohort study and meta-analysis. The Lancet Public Health. 2018;3:e419-e428.
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