Edição 107: novembro de 2008

Falar do crescimento do bairro em que vivemos não é fácil. Apegamo-nos às coisas como costumavam ser, são memórias de tempos que não voltam. Mas tudo na vida é assim, fato muito bem retratado na música de Lulu Santos: “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia…”.
Decidimos nesta edição levar a você informações sobre o boom imobiliário da região. Conversamos com alguns empreendedores para conhecer suas visões deste mercado em e também entender as características de seus empreendimentos. Mostramos grandes empresas que chegam por aqui e também batemos um papo com comerciantes que são pioneiros. Conversamos com o prefeito eleito, Carlão Camargo. O que todos eles acham da Granja Viana? Quais os projetos para o município? E quais as vantagens e desvantagens que todos nós tiramos dessas mudanças tão rápidas?
Começando pela negativa, a primeira desvantagem que nos vem a cabeça, é o velho problema da Raposo Tavares. Por isso, demos prioridade ao problema, entrevistando o diretor do DER de Cotia para saber das melhorias previstas e soluções mais rápidas. Algumas boas novas estão por vir. – preciso ler a matéria.
Já, quando pensamos em uma vantagem temos que concordar: um comércio completo, que nos oferece uma estrutura que permite que resolvamos tudo a poucos minutos de um lado ao outro. E, o melhor, é que a Granja Viana ainda mantém sua identidade. Leia a matéria “O Charme da Granja” no qual a nossa jornalista Claudia Ribeiro, antiga moradora, retrata com sensibilidade e consciência, as mudanças do bairro e o jeito granjeiro de se viver.
Para ter uma visão ampla e real do crescimento e fazer registros para a essa edição, sobrevoamos a região por uma hora. Tínhamos visto slides, com imagens aéreas de 19XX– agradecimento à família Alcântara que nos cedeu esse material de grande valor – e em nosso voo pudemos fazer importantes comparações. O que vimos nos surpreendeu. Apesar de termos pontos de grande edificação de condomínios e também muitas construções em torno do eixo da Raposo Tavares, pudemos respirar tranquilos ao ver que ainda temos muito verde. Inclusive notamos que certas áreas possuem mais verde atualmente do que há décadas atrás. Isso quer dizer que, em todos esses anos, vimos plantando a natureza que temos na Granja Viana. E podemos fazer com que esse crescimento, inevitável e importante, respeite esse trabalho e preserve o que foi construído com nossas próprias mãos.

 

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