O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), prorrogou até 31 de agosto o prazo para que as prefeituras participem da segunda edição da Pesquisa Estadual de Bem-estar Animal. O levantamento busca reunir informações sobre a realidade dos municípios paulistas e subsidiar o planejamento de políticas públicas voltadas à proteção animal, ao manejo populacional de cães e gatos e à saúde única.

A pesquisa é destinada aos 645 municípios do Estado e reúne questões sobre temas como fiscalização de maus-tratos, serviços de castração e atendimento veterinário, acolhimento de animais resgatados, atuação de organizações não governamentais (ONGs), ações de guarda responsável, estrutura e orçamento municipais, legislação específica e desafios relacionados à saúde única, conceito que integra a saúde e o bem-estar animal, humano e ambiental.

A participação dos municípios é fundamental para que o Estado possa ampliar e atualizar o diagnóstico sobre a situação do bem-estar animal em São Paulo. “É muito importante que os municípios participem, porque precisamos conhecer a realidade de cada região, entender quais são as principais demandas e identificar onde estão os maiores desafios relacionados à saúde e ao bem-estar animal. Com um diagnóstico mais amplo e atualizado, conseguimos direcionar as políticas públicas de forma mais eficiente e apoiar os municípios de acordo com suas necessidades”, afirma Karen Camargo, diretora de Bem-estar Animal da Semil.

As informações coletadas também poderão contribuir para o aprimoramento de iniciativas estaduais já em andamento, como os programas Meu Pet, voltado à oferta de serviços veterinários gratuitos, e o Pro Pet SP, que promove ações de manejo populacional e bem-estar de cães e gatos, além de apoiar a formulação de novas ações e estratégias de assistência técnica aos municípios.

Diagnóstico pioneiro

A primeira edição da Pesquisa Estadual de Bem-estar Animal foi realizada em 2024 e contou com a participação de 151 municípios de diferentes regiões do Estado. O levantamento identificou que 62,3% das cidades participantes ofereciam serviços permanentes de castração e que cerca de 75% contavam com médicos-veterinários que atuavam diretamente no atendimento de cães e gatos.

A pesquisa também apontou a ocorrência de casos de acumulação de animais em 45% dos municípios respondentes. Além disso, 42,3% informaram já ter realizado levantamentos sobre a população de animais domiciliados, enquanto apenas 24,5% haviam promovido estudos sobre a população de cães e gatos em situação de rua.

Nesta segunda edição, o questionário foi reformulado para ser mais intuitivo e detalhado, permitindo reunir informações ainda mais completas sobre a estrutura e os serviços oferecidos pelos municípios. A ampliação da participação das prefeituras é importante para que o Estado tenha um panorama mais representativo da realidade paulista e possa utilizar esses dados na definição de prioridades e no direcionamento das políticas públicas.

Serviço: Pesquisa Estadual de Bem-estar Animal – 2ª edição

Público: prefeituras dos 645 municípios paulistas

Prazo para resposta: até 31 de agosto

Acesso ao questionário: Pesquisa Estadual de Bem-estar Animal – Link

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