Mesmo cercada por delícias de uma das padarias mais famosas da Granja Viana, ela abre sua bolsa e retira uma marmitinha com dois ovos cozidos. Justifica que está em preparação para um trabalho e, por isso, precisa seguir à risca sua dieta. Fabi Frota é determinada e extremamente disciplinada. Foram essas qualidades que a levaram do mundo da dança ao fitness. São mais de 20 anos de carreira, ora dividindo palco com Ratinho, Carlos Alberto de Nóbrega e Raul Gil, ora exibindo seu corpo escultural em eventos fitness pelo Brasil. Aos 40 anos, esposa do deputado federal Alexandre Frota e mãe de Enzo Gabriel (13 anos) e Bella (1 ano e 9 meses), diz que vive a melhor fase de sua vida. Já não se cobra tanto e permite fugir da rotina de vez em quando. Arruma tempo para todas as tarefas de casa e da vida agitada do mundo fitness, como empresária e influencer da Black Skull. Adora dividir o que aprendeu sobre fisiologia e nutrição ao longo de sua carreira e, por isso, passou a utilizar principalmente o Instagram, depois de sua segunda gravidez, para dar dicas e informações para que as mamães possam recuperar a boa forma física durante e após a maternidade. Dona de um sorriso largo e corpão de fazer inveja a qualquer um, ela abriu seu baú de memórias para nossa equipe em um bate-papo descontraído. Falou de sua rotina, revelou os segredos para manter a boa forma física e deu dicas para quem quer começar a sair do sedentarismo. Para ela, não importa a idade, a necessidade de hábitos saudáveis deve nos acompanhar ao longo de nossas vidas.

Mãe do Enzo. Mãe da Bella. Esposa do deputado federal Alexandre Frota. Assim, está o seu perfil no Instagram. E você, como se descreve?
Tenho 40 anos, sou mãe e esposa dedicada, completamente perfeccionista, mas sou uma molecona também. E rédea dura, quando precisa. Alguns me chamam de sargentão, porque em casa sou a que controla tudo, a que põe ordem, horário e regra; já o Alexandre (Frota, seu marido, com quem é casada desde 2011) é quem tira tudo e mima demais. Eu sou taurina, ciumenta, mas também me sinto uma leonina porque quero acolher, cuidar e dar conta de tudo. Ao mesmo tempo em que quero programar para que tudo dê certo, sou alegre e tranquila, de sentar com meus filhos para brincar. Nós fazemos tudo, juntos.

Como você consegue conciliar tantos papéis?
Não é fácil, mas sou extremamente regrada. Se tenho que fazer, listo tudo em um papel e faço. Na minha agenda, se há 20 coisas para eu fazer no dia, tenho que cumprir todas. Sou muito neurótica com isso, com regras e horários. Porque acho que, se você deixa para depois, pode acabar não fazendo e uma coisa desandar a outra.

E sua rotina, como é?
Depois da Bella, que está com 1 ano e 9 meses, mudou muita coisa. Acordamos cedo, dou mamadeira para ela e coloco um desenho na televisão. Como ela é uma criança independente, enquanto mama sozinha, preparo meu café da manhã e já vejo qual é a dieta do dia. Tiro um dia, geralmente o domingo, e monto as marmitas da semana e isso me ajuda muito. Checo, logo cedo, a agenda e programo o que vou fazer, já tentando colocar tudo na bolsa para ir à rua. Às 11, vou treinar. Treino todos os dias.

Ser mãe e ser fitness não é uma tarefa simples, certo?
Claro que a maternidade impactou no tempo que eu tinha para treinar. Mas minha flexibilidade e capacidade de adaptação foram virtudes importantes para não abandonar a academia. No passado, cheguei a ter treinos muito longos, de duas horas de duração. Hoje, não consigo mais ter tanto tempo, porém garanto uma hora para fazer. A mesma lógica também serve para seguir uma alimentação balanceada. Então, com um pouco de planejamento e os profissionais certos orientando, é possível. Eu sou cercada por vários deles: o personal Fernando Cunha (@ffecunhaa), que é da Granja Viana também; o nutrólogo Ives Villarroel (@dr_ivesvilla); o nutricionista Luis Guilherme de Oliveira (@luisguilhermeeoliveira); o endócrino Thulio Coelho (@drthuliocoelho). Isso sem falar nos produtos de suplementação da Black Skull (@blackskull) e das fórmulas da Atos Farmácia de Manipulação (@atosfarma).

Você já declarou que fica de olho na alimentação, mas não passa vontade. Qual seu pecado alimentar?
Açaí e pipoca. É até engraçado dizer que gosto de burlar a dieta com isso (risos).

Com seus filhos, você costuma ser regrada também?
Costumo sempre ir para o mais saudável. E ser saudável não quer dizer que é ruim. Se querem comer algo diferente e tomar um refrigerante, eu deixo. Mas no fim de semana. Em casa, tento manter o mais saudável possível, mesmo sendo muito difícil com o Alexandre. Por ele, todo dia é fast-food, pizza. E com criança, então? Ele vira outra criança! Aí, eu fico policiando.

Você passou a utilizar, principalmente, seu Instagram para dar dicas e informações para a mulherada recuperar a boa forma física durante e após a gravidez. Como foi este clique?
Gravidez também é o momento para investir em hábitos saudáveis e em uma rotina regular de exercícios. Mesmo grávida, não parei de treinar um só dia ou mudei minha dieta. E passei a divulgar esta rotina. Com isso, meus seguidores mudaram. Passei a falar mais com as mães e futuras mamães. Comecei a mostrar que era possível fazer atividades físicas com barrigão, porque eu mostrava meus treinos para elas. Falava da dieta que fazia e que isso era extremamente saudável para o bebê, inclusive suplementar. Fico feliz de ser mamãe fitness e ver o retorno das seguidoras. Elas elogiam e falam: “Hoje foi mais um dia de superação. Finalmente atingi meu objetivo. Que alegria, que emoção! Parecia impossível no começo, mas eu não desisti e hoje estou aqui explodindo de alegria por ter acreditado no meu potencial”. Isso é motivador.

Você é um exemplo de que é possível não abrir mão de nada mesmo com a maternidade.
Duas coisas que eu queria muito na vida: ter parto normal e, ah (suspira), o meu foi lindo… e amamentar. Quando a Bella nasceu, para amamentar, eu precisava de mais gordura no corpo. Aí eu jaquei (risos). E fiquei feliz da vida por isso, porque consegui amamentá-la até o nono mês. Uma das coisas que as mulheres têm que ter em mente é que, com a gravidez, os hormônios mudam, vai ter flacidez, vai ter celulite e você precisa desta gordura, mas tudo isso vai passar e, logo, o corpo vai voltar. É só uma fase. Com o Enzo, eu era mais rígida com o meu corpo. Ele, pequenininho, me pedia para sair da dieta e tomar um sorvete, por exemplo, e eu não saía. Com a Bella, não farei mais isso. Então, hoje, com 40 anos, já mãe de dois, não fico mais tão agoniada e me permito sair da rotina, de vez em quando. Me permito muito mais.

Mas com 40 anos, o corpo muda e o metabolismo fica mais lento, não?
Olha, senti mudanças no meu corpo sim, mas não da forma como todos falam. Com a idade é mais difícil alcançar o shape? Sim, é! Mas a idade faz com que você não se estrague mais. O segredo é ter bons profissionais que te ajudam e te animam e sempre manter o foco, independentemente do cansaço ou qualquer outra coisa. Estabelecer metas em curto prazo permite que você fique motivada. As necessidades de hábitos saudáveis e fitness devem acompanhar toda mulher ao longo de sua vida. Não importa qual seja sua idade! Ficar em forma deve ser uma parte de sua rotina diária.

Envelhecer te preocupa?
Não. Envelhecer é um estado de espírito. Às vezes, me olho no espelho e falo “meus Deus, já tenho 40 anos”. Quarentar não é fácil! Mas a idade, o número mesmo, não tem nada a ver com o espírito e a forma como se sente. 40 anos é a nova juventude.

Você tem quase 60 mil seguidores. Como lida com a exposição?
De maneira supertranquila. Hoje, com a pandemia, é o contato mais próximo que eu tenho com o público. Gosto de ajudar as pessoas, colocá-las no caminho certo. Quero mostrar que elas podem e conseguem.

Como referência em cuidados com o corpo, qual a dica para quem deseja começar?
Acordou, chama o universo. Mentaliza. Coloca uma música e já faça a programação do dia. Se for bem programado, você consegue encaixar tudo. O que eu mais escuto das pessoas é que elas não têm tempo para atividade física. Mas eu pergunto: nem 20 minutos? Porque não importa o tempo de treino e sim a qualidade. Mas enfim, primeiro, procure um profissional, sem essa de que “ah, vi no Google”. É melhor passar em uma consulta com um médico antes de começar. Um personal trainer pode ajudar a desenvolver um programa de exercícios baseado no seu objetivo e nível de experiência. Então, se a pessoa quer começar e tiver muita vontade, recomendo que treine três vezes por semana, segunda, quarta e sexta. Dois dias, no mínimo. Mas olha, de nada adianta o treino, se a cabeça não estiver preparada para mudar os hábitos alimentares. Não vai funcionar. Alimentação é 70%. Você pode ter o melhor personal e realizar um baita treino, mas se não tiver uma alimentação adequada e equilibrada, vai jogar todo este trabalho fora. É tudo uma questão de adaptação. Não deixe que seus erros do passado afetem o seu presente. Quando isso ocorre, as pessoas tendem a se sentirem perdedoras, o que pode atrapalhar seus objetivos. É importante saber que você só pode controlar o que acontece hoje!

“Você é o que você come”, “Escolha ser feliz” e “Não desistir até ver o resultado final” são frases inspiradoras que costumamos ouvir por aí. E para você, qual a sua frase inspiradora?
Não adianta eu chegar para você e dizer: “olha, é saudável”, “treina assim”… Se não te faz feliz, não adianta. Você tem que ser feliz da forma como você é. Não interessa o que as pessoas pensam, você precisa ser você. Em primeiro lugar, é estar bem consigo mesmo. Veja: nunca fui tão feliz quanto agora. Esta é a minha verdade e, sendo a minha verdade, eu transmito muito mais.

E quais pessoas te inspiram?
Nunca tive ídolos, sabe? Tem várias coisinhas que admiro em um e em outro. Acho a Sandra Bullock linda. Mas a minha maior inspiração é o Alexandre. Ele foi ao inferno, abraçou o capeta e voltou, conseguiu dar a volta por cima. É o cara que deu um tapa na cara da sociedade. Não é porque é o meu marido, mas o admiro muito.

Como ele lida com sua carreira?
Ah, ele é o meu grande incentivador. Sempre fiz parte da dança, vim do balé clássico. Trabalhava na televisão, fazia parte das bailarinas do Programa do Ratinho, quando o conheci. Não, não… Na verdade, passei a integrar um grupo de funk que ele apadrinhou, o Funk Sexy. Estava entrando para fazer uma personagem do grupo, a Proibida do Funk, quando o conheci. Aliás, foi Alexandre quem trouxe o funk do Rio de Janeiro para São Paulo. Então, eu já era desse mundo artístico, mas tudo que fiz de diferente foi ele quem me incentivou.

Diferente como?
Nunca tinha atuado, o que fazia na televisão era corporal. Eu confiava no meu taco dançando. Mas travava na hora de falar, interpretar. Foi quando fui convidada para fazer A Praça É Nossa e ele me deu aquele empurrão. Com o Alexandre, ou você aprende e vira um baita profissional ou você não aprende e desiste. Tem caboman que ele colocou para trabalhar e, hoje, é diretor de programa. E gosto desse jeito dele de trabalhar, que é “pápápápá”, é rápido, e aprendi muito com isso. Se é para fazer, vamos fazer e não enrolar. Então, para eu conseguir perder esse medo, ele me fez falar. Estava na quadra da X9 Paulistana (escola de samba) em um dia de festa, em que iriam me anunciar como musa, e Alexandre me disse: “o presidente vai te chamar e você vai agradecer a comunidade”. Oi? Como assim? Eu me tremia toda, mas já estava no palco e falei. Quando terminei, ele me perguntou: “doeu?” Assim, fui perdendo o medo e ganhei um papel n’A Praça É Nossa.

Como foi esta experiência?
Foi uma fase muito boa. Trabalhar na Praça foi muito gostoso e divertido. Fazia uma vilã sexy e tive a oportunidade de pegar várias coisinhas minhas e ir encaixando na personagem. Aprendi muito com o Carlos (Alberto de Nóbrega) também. Aliás, não só com ele. Fui assistente de palco do Raul Gil também.

Dançar sempre foi uma paixão?
Minha intenção era trabalhar com a dança pelo resto da vida e até achava que iria fazer uma faculdade disso. Com 3, 4 anos, já tinha sapatilha de ponta e só não fui bailarina clássica porque, quando estava com 10 anos, meus pais se separaram, me mudei e não achei uma academia tão boa quanto a que eu tinha. Fiquei um ano muito triste porque não tinha mais o balé clássico, mas depois fui me encontrando em outras artes, outras danças e consegui voltar. No auge do axé, eu dançava na Reggae Night, uma casa topíssima, junto com Sheila Melo, antes de ela ir para o É o Tchan. Cheguei a participar do concurso para o “É o Tchan” também, no Domingão do Faustão, e ganhei um carro zero.

Da dança, como chegou ao mundo fitness?
Descobri o mundo fitness quando eu tinha por volta de 20 anos e conheci um atleta topíssimo, o Marcelo Moura. Ele me viu ensaiando nas gravações do Ratinho, disse que eu tinha uma genética muito boa e me perguntou se tinha interesse em ser atleta. Mas eu odiava musculação (risos), Marcelo virou um amigo e me incentivou. Foi aí que fui aprender o que era de fato uma dieta. Até então, achava que miojo era dieta, que comendo bolacha de água e sal eu estava fazendo dieta. Ele me ensinou e, agora, já são praticamente 20 anos nessa rotina de dieta, treino, preparações e competições. Tomei gosto.

No início, foi difícil mudar os hábitos?
Ah, sim. Na época, morava só eu e meu pai, não tinha um suporte. E também não gostava muito de musculação, mas o Marcelo me disse: “me dá dois meses e você vai treinar e comer da forma que eu falar”. Lembro até que ele disse para eu não me preocupar com a balança, mas sim de olhar no espelho e ver a mudança. De fato, em dois meses, mudei. Mudei pensamentos e hábitos. O mais difícil foi com a alimentação mesmo, porque achava que o errado estava certo.

E mesmo porque você é taurina, né?
Sim, e dizem que os taurinos gostam de comer (risos). Mas eu sempre gostei muito de aprender e sugava o conhecimento de todos os profissionais que convivi. Não sou educadora física ou nutricionista, mas sei muito sobre o corpo.

Você chegou a competir também?
Sim. Quando me mudei para um prédio com uma academia embaixo, os donos me perguntaram se não queria competir. Aceitei. Fiquei em primeiro lugar na categoria estreantes e também no Over All, o melhor da noite. Não sabia fazer as poses certas, estava muita crua ainda, mas ganhei na coreografia. Só não continuei a competir porque percebi que havia largado a dança para fazer isso e não me trazia retorno financeiro, só o prazer de subir ao palco e ganhar. E a preparação também era muito difícil. Foi quando percebi que queria, sim, ser atleta, levar uma mensagem para as pessoas e mostrar o que podia ou não fazer com o corpo, mas não queria mais ser uma atleta de palco. Aí eu desisti e voltei para a dança, que era o que amava. Mas não larguei o mundo fitness e passei a fotografar para várias marcas de roupas, de suplementos…

Fabi Frota é garota propaganda da marca estrangeira de suplementação Black Skull, pioneira na fabricação de colágeno orgânico e premiada por sua fórmula exclusiva livre de amônia, transgênicos, sódio, açúcar e metais pesados. Marcelo Bella, CEO da Black Skull e expert em suplementos esportivos, e também granjeiro, criou uma importante rede de sustentabilidade em sua marca, ao utilizar frutas da Amazônia em suas fórmulas e destinar parte da arrecadação de suas vendas para auxiliar famílias de ribeirinhos daquele local

Você é musa da Black Skull, marca de suplementos e que acabou de desenvolver o primeiro e único colágeno orgânico do mundo. Como é essa parceria?
Estou com eles há quase três anos. Já trabalhei com outras marcas, mas foi com a Black Skull que eu mais me identifiquei. É muito a minha cara! Os produtos são de qualidade… (para e pensa) e mais, quando eu engravidei, eles super entenderam, sabe? Continuei com a marca, cumpri toda minha agenda, barriguda, mas fui (risos).

Quais são seus planos para o futuro?
Participar de eventos no exterior, como o de Las Vegas, para conhecer as novidades do mundo fitness. E também dar palestrar, me jogar e levar o pouco que sei para as pessoas.

Para finalizar, conte-nos sua relação com a Granja.
Ah, é um lugar muito gostoso. Casei com o Alexandre no dia 15 e, no dia 17, já estava morando no bairro. Não tem como as pessoas daqui não se exercitarem, usando como desculpa “não gosto de academia” ou “não tenho grana para isso”, se na região você tem o Parque Cemucam. Tem ruas no bairro que são uma delícia para caminhar. Tem o Sesi. Enfim, a Granja é um lugar convidativo para atividade física, isso sem falar nas opções de alimentação saudável.

 

Por Juliana Martins Machado

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