Instituto Buntantan recebe guarda de serpentes aprendidas em Brasília

Animais foram submetidos a exames clínicos gerais

O Instituto Butantan recebeu sete serpentes exóticas transferidas do Zoológico de Brasília, dentre elas a cobra naja que picou o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck, investigado por tráfico de animais. Uma víbora-verde-voguel e cinco cobras-do-milho, que também pertenciam ilegalmente ao estudante, foram enviadas junto com a naja.

Essas serpentes foram encontradas dentro de caixas em um haras em Planaltina (Brasília) dias depois de Pedro Henrique ser picado pela naja e revelaram um esquema de tráfico de animais exóticos na capital que ainda está sendo investigado.

Desde o dia em que foram descobertas no haras, as cobras foram levadas ao Zoológico de Brasília, que as abrigou temporariamente. Após um mês, no entanto, o zoológico informou que não teria condições de manter os animais por lá porque só acolhe espécies nativas do Cerrado ou ameaçadas de extinção no país, o que não é o caso dessas serpentes, que sequer são nativas do Brasil.

O Instituto Butantan se interessou pela guarda dos animais e, após tratativas com o Ibama, a transferência foi realizada no dia 12 de agosto. As cobras foram enviadas de avião e, segundo o instituto, chegaram ao aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, respeitando todos os protocolos de transporte definidos pelos órgãos regulatórios.

O diretor do Museu Biológico da instituição, Giuseppe Puorto, explicou ao UOL que agora as serpentes estão passando por exames clínicos gerais, vão ficar em quarentena por um período de 30 a 40 dias e somente depois desse período será definido se elas serão expostas no museu ou usadas em atividades científicas e de educação ambiental.

“Não somos uma entidade fiscalizadora, mas sim de apoio aos órgãos responsáveis. Isso se dá por conta do nosso trabalho histórico com animais peçonhentos e venenosos. Há muitos anos que o Instituto trabalha junto ao Ibama e Policia Ambiental no recebimento de animais apreendidos, tanto da fauna brasileira, como da fauna exótica”, explica o diretor

Fonte: Com informações do UOL. Para mais detalhes acesse.

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