Granjeiro lança trabalho inédito de música eletrônica

A cada quarta-feira, Lucas Contini lança remixes inéditos

O granjeiro Lucas Contini tem 23 anos e descobriu a paixão por música aos 14, quando ganhou uma guitarra. “Todos os momentos livres, eu passava com ela, até dormia a maioria dos dias com ela do meu lado na cama”, conta rindo. “Mesmo assim, era uma paixão pela música e ainda não pela profissão de músico”, faz questão de ressaltar.

Vindo de uma família de engenheiros, não pensou duas vezes e partiu para a área de exatas. “Só que eu sabia que essa não era minha missão”, revela. Perto do aniversário de 20 anos, conta que enxergou que “a única maneira, de lá na minha morte, me sentir completo e feliz seria seguir todos os dias e doar a minha vida para fazer algo que eu amo em benefício de outros”. Nessa busca dentro de si, encontrou a música como resposta. “Sempre me disseram que eu tinha talento, mas ignorava por achar que minha família e amigos iriam desaprovar”, confessa.

Mas tomou coragem, largou a faculdade de Engenharia e, há três anos, dedica cada segundo para a música. “Eu já sabia naquela época tocar guitarra, violão, piano e violino. Mas vi que, mesmo com essas habilidades, era impossível lançar uma música. Então, fui aprender a arte da produção e me apaixonei pela produção de música eletrônica”, conta. “Vi que nesse meio, aqui no Brasil, ainda tinha uma separação muito grande da música orgânica com instrumentos e a música eletrônica. Então, estou nesses três anos, trabalhando na união da voz, guitarra, violão, piano e outros instrumentos dentro da música eletrônica House e Techno. Quando senti que estava num nível que agradava a maioria das pessoas que eu mostrava as músicas, lancei o projeto”, completa.

Assim, nasceu o Kodah. Por que este nome? Ele prefere não responder e deixa que o leitor “adivinhe”. “Acho que eu prefiro que cada um dê a sua interpretação (risos), mas posso falar que veio do que eu mais amo nessa vida. Na verdade, a única coisa que eu amo mais que a música”, responde.

Os primeiros singles acabam de ser lançados – Rust e Sulphur – e, a cada quarta-feira, um novo surge. “Para as próximas semanas está saindo um remix de Noite Preta da Vange Leonel, um single original chamado One More Lie com participação de um cantor aqui da Granja Viana e, em sequência, uma música mais para clube e balada chamada Burning Down”, revela. E não vai parar por aí, faz questão de ressaltar.

Nesse projeto, ele é tudo: produtor musical, compositor, intérprete, agente e marketing. “Basicamente, eu faço tudo por minha conta e não enxergo ainda a necessidade de ter uma equipe por trás porque acho que perderia a minha identidade”, acredita.

Seu estilo? Em termos de nomes comerciais, House ou Techno. Mas o músico faz questão de frisar:  “ainda não tem ninguém aqui no Brasil que eu conheço que faz da maneira que eu faço, com a maioria dos instrumentos tocados ao vivo”.

Conheça:

Por Juliana Martins Machado

Artigo anteriorTorta de chocolate na taça
Próximo artigoMilenna Saraiva escreve sobre a arte de Henri Matisse