No Circuito News, programa exibido pelo Facebook e pelo YouTube, Marcos Casuo – artista circense que possui uma história de vida fantástica e é conhecido dentro e fora do país por seus trabalhos – é entrevistado para falar sobre a arte do circo.

Marcos Casuo já foi destaque como artista no “Grande Circo Popular do Brasil” e no “Cirque Du Solei” e sua própria companhia “Universo Casuo”, que se tornou uma das mais famosas aqui no país. Completando 12 anos de atividades, sua organização já encantou muitos públicos com seu entretenimento  que reúne arte, alegria e dedicação; e ainda chega por aqui com novidades inéditas de um novo espetáculo. “Fala de um personagem que atravessa um portal, pois ele vem de um lugar onde tudo é fantasia, tudo é muito mágico e ele vem visitar um planeta que já foi tão colorido e, hoje, está preto e branco. Para trazer e resgatar os sonhos e as cores. Tem banda ao vivo, vários acrobatas, bailarinos, espetáculo de show, luzes e performances inusitadas”, explica.

Em seus vinte e sete anos de estrada, Casuo já fez de tudo no mundo circense, desde malabarismo, acrobacias, coreografia, atuação, mas a mais aclamada foi como palhaço. E mesmo para um profissional com tantas experiências, lidar com os desafios da pandemia vivida esse ano impôs inovação para as novas demandas. Mas ele diz que esses desafios fazem parte da vida de artistas e, como eles, “o show tem que continuar”. “Para os circos tradicionais e todo mundo que trabalha com entretenimento, faltou um olhar de todo esse sistema que está por trás, ou acima disso tudo, porque a grande maioria que trabalha com entretenimento vive apenas disso e depende do grande público para nos prestigiar. Com os circos tradicionais, principalmente porque eles vêm de uma tradição, isso foi bem complicado e difícil, né?”, lamentou.

O artista explica que criou alternativas para apresentar seus espetáculos, respeitando o isolamento e práticas para evitar o contágio do novo coronavírus. Além disso, Casuo viu nesse momento uma oportunidade para se reinventar e trazer algo de diferente para as apresentações, para a experiências do público. “Eu sempre disse a todos que tudo que nós estamos vivendo era um estímulo. Um estímulo para se inovar, para você tentar algo novo, um estímulo para você sair do comodismo e se reinventar assim como é a arte, assim como é o circo e ele veio durante todos esses anos e décadas se reinventando, se transformando. E o circo tem essa frase, como as grandes empresas de entretenimento falam, que o show tem que continuar”, comentou.

E no que diz respeito a se reinventar em dias de pandemia, artistas de diferentes segmentos usaram as ferramentas da internet conforme suas necessidades para continuar mantendo sua relação com o público. Se os músicos e bandas exploraram as apresentações pelas lives ao vivo; além de transmissões nas mídias digitais, artistas de circo criaram, ou melhor “recriaram”, apresentações de seus espetáculos com uma prática antiga que voltou à tona para manter o distanciamento e com uma dinâmica interativa: o sistema Drive-in.

“Nós desenvolvemos também o ‘universo Casuo TV Show’, criando um grande estúdio para que pudesse apresentar o universo que a gente já faz nos teatros e no mundo corporativo, e pudesse transmitir essa magia para os quatro cantos do mundo. Com o circo tradicional, também foi dessa mesma forma. Lógico que para uns funcionou bem, para outros mais ou menos mas, demos também a possibilidade de fazer um drive-thru com um grande picadeiro”, explicou.

Animation act: cena de improviso e destreza do show, no Teatro Procópio Ferreira.

Marcos Casuo revela que chegou a receber até propostas para esse tipo de apresentação “retrô”  também em Brasília. Essa situação foi uma oportunidade para ele pensar sobre uma das vantagens de ser artista e as habilidades desses profissionais se ajustarem como “bambu” para se reinventar sem cair, diante de um desafio. Mas será que toda essa mudança estrutural para apresentar os espetáculos nos novos formatos também exigiram mudanças visuais nas performances? Mudanças nas técnicas artísticas?

Descubra muito mais sobre as atividades circenses na atualidade e quais as novidades que esses espetáculos proporcionam ao público na entrevista completa abaixo:

Relembrando
Em entrevista de capa para a Revista Circuito publicada em fevereiro de 2018, o “Clown” Marcos Casuo recorda o início de sua carreira no Grande Circo Popular do Brasil, falou sobre o período em que trabalhou no Cirque Du Soleil, enumerou as lições que trouxe do picadeiro, como evoluiu e de que forma conquistou um espaço tão importante numa estrutura circense. “Nossa vida é uma planilha em Excel. Se não tiver dentro do planejamento, não dá. Esperamos 9 meses para nascer, mas andamos muito acelerados. Devemos ir com calma e paciência. Tem gente que fala que a arte não dá dinheiro. Dá, mas é consequência de um trabalho bem-feito. São os pequenos detalhes que fazem do espetáculo um grandioso show”, disse na época.

 

Por Eric Ribeiro