Por Mônica Krausz

Esther com sua professora de dança Luciana Romani

De aluna a Professora de Dança

A professora de dança Esther Rodrigues, de 20 anos, deu seus primeiros passinhos de dança em uma creche pública, aos 4 anos de idade. Adorava dançar, mas detestava ter de ficar o dia inteiro na creche e por isso chorava muito todos dias. Acabou ficando sem a creche e sem o balé.Como sua família não tinha recursos para pagar uma escola de dança particular, ela ficou dos cinco aos doze anos de idade sem dançar.

Aos 12 anos de idade, soube que uma escola particular pertinho de casa oferecia bolsas de dança para alunos de escolas públicas a partir de 13 anos de idade, mas como não tinha a idade mínima, nem se inscreveu.

Porém, como o que é seu fica guardado, participou de um concurso de dança em sua própria escola e foi vista por quem? Por ninguém menos que a bailarina Marcia Billar, dona da escola de dança Billar & Cia que estava oferecendo as bolsas. Foi nessa oportunidade que Esther comentou que ela que gostaria de participar da audição para a vaga de bolsista de sua escola, mas que não se inscreveu por ainda ter 12 anos de idade. E Billar respondeu que ela poderia concorrer sim.

Concorreu e foi classificada! Passou a ter aulas de balé clássico, dança moderna, condicionamento físico e teatro. Também aprendeu passos e movimentos muito difíceis, doloridos até, mas segundo ela, eram “dificuldades empolgantes”.
“A gente fazia aulas de segunda a sexta-feira, entre uma e três horas por dia”, conta. “Foi um processo superintenso”, lembra.

Um ano depois Esther foi escolhida para estagiar aos sábados em turmas de Baby Class, com crianças de 3 a 5 anos. “Era um processo muito diferente porque eu fui vendo a diferença de estar em uma sala como aluna ou como professora”, lembra. Ela foi estagiária dos 13 aos 15 anos.

Em 2014, quando estava no primeiro ano do ensino médio, foi convidada pela professora com a qual ela estagiara para dar aulas em uma ONG em Osasco. “Eu fiquei muito contente, mas ao mesmo tempo não me sentia capacitada”, conta. Por outro lado, sentia que seria uma forma de retribuir aos outros o que ela também havia recebido de graça e aceitou o desafio. “Eu fazia o plano de aula e mostrava para as minhas professoras antes”, conta. Deu certo novamente. Já dá aulas voluntariamente naquele espaço há 6 anos!

Naquele mesmo ano ela participou de um Festival de Danças em Indaiatuba, no Interior de São Paulo e teve aulas com um professor americano que também a encantou bastante. “A partir dai eu não tive mais dúvidas de que era aquilo que eu queria para a minha vida toda”, lembra-se.

Em 2015, aos 15 anos de idade fez a sua primeira viagem internacional graças a dança. Foi participar de um Festival de Dança em Orlando, na Flórida, EUA. “Eu vendi trufas e biscoitos na escola e no Parque Cemucam, para ajudar a pagar a viagem, um dos encarregados da ONG onde eu dava aulas pagou o meu passaporte”, conta. Não bastasse a vitória por ter conseguido viajar com tão poucos recursos, ela ainda foi premiada no Festival! “Eu fiquei oito dias em Orlando e ganhei o terceiro lugar na categoria Jazz solo, e o segundo-lugar no duo, com uma colega da escola de dança. As duas alunas viajaram acompanhadas da professora Marcia Billar.

Em 2017 a escola de dança Marcia Billar foi vendida para a atriz e bailarina Luciana Romani, que já era professora da escola também, e sua sócia Chris Barbosa, passando a se chamar EDA Escola de Desenvolvimento Artístico e Esther continuou como professora e aluna da escola. Hoje Esther dá 10 horas de aulas semanais na EDA: jazz infantil e adulto eBaby Class.

“Hoje eu faço exercícios aqui que eu lembro que eu fazia na creche, muito pequena, ou seja a memória muscular fica”, explica a bailarina.

Em 2017 ela também entrou na faculdade, na USP-SP, no curso de Licenciatura em Ciências da Natureza. Apesar de ser uma área muito diferente, ela achou importante ter uma outra formação além da dança e se apaixonou pelo curso pois sempre gostou também de biologia e e disciplinas exatas.

Pensou que as conquistas acabaram? Que nada. Em 2018 ela fez a sua segunda viagem internacional. Foi para New York, acompanhada da Professora Luciana Romani e de outras duas colegas na EDA, participar de um Intercâmbio de Dança, nas férias de inverno daqui, Summer lá. E lá foi ela vender trufas, biscoitos, geladinhos novamente, dar aulas em outros espaços, para pagar passagem, hospedagem, alimentação etc. Ufa! Conseguiu. Foi dia 3 de julho e voltou dia 3 de agosto. Tinha aulas de balé clássico, dança moderna, dança contemporânea e criação de coreografias, das 9 da manhã até às 20hs, quase todos os dias.

Quando se formar em Ciências da Natureza, pretende continuar dando aulas de dança, mas ainda pensa em fazer artes cênicas na ECA-USP ou entrar para uma companhia de dança profissional, afinal Esther também já tirou seu DRT – registro de bailarina profissional e tem muitas piruetas para fazer pela frente!

Bravo! Bravíssimo!

Bora Voar como jovens empreendedores?

Qual o seu destino? ✈️

Publicado por AURA BR em Quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Aos 20 anos de idade, cursando faculdade de Design no Mackenzie, Matheus Camargo, conhecido como MC começou a desenvolver sua própria marca de roupas estilo Street Wear, a Aura, com o amigo Bruno Bastos, conhecido como B2, três anos mais velho. Isso foi em 2017. Mas não colocaram logo as roupas à venda, pois também desenvolveram uma estratégia de marketing.

Primeiro Matheus desenvolveu uma identidade visual da marca, um aviãozinho, que transformou em adesivo e colava em toda parte. Então , em março de 2018 começaram a trabalhar a marca nas redes sociais, principalmente no Instagram, postar o aviãozinho colado em vários pontos de Cotia, perguntando para a galera onde o aviãozinho estava.
E a marca pegou, caiu no gosto da galera. Em dezembro de 2018 eles começaram a vender as primeiras roupas pela Internet e hoje a marca do aviãozinho está em camisetas, bonés e bermudas da tribo do Street Wear de Cotia e região.

Em dezembro de 2019 Matheus e seu sócio conseguiram espaço junto a um estacionamento próximo do Poupatempo, bem em frente aos Correios, na Avenida Nossa Senhora de Fátima, no Centro de Cotia para abrir a sua primeira loja física, a Pico Aura. Segundo Matheus, Pico é a gíria que se usa atualmente para designar espaço. E o Pico foi crescendo. Hoje além da loja de roupas, tem um barzinho com sinuca ao lado, uma hamburgueria em food truck e uma barbearia! Eles já têm até funcionários trabalhando pra eles. Todos na mesma faixa de idade. Matheus comenta que sempre sentiu falta de espaços de diversão para jovens na região.

Nos finais de semana o Pico Aura está virando ponto de encontro da moçada de Cotia, com a realização de shows que eles também estão produzindo. No último sábado de fevereiro, por exemplo, conseguiram reunir 300 pessoas para um show de Rap da Banda Primeiramente. Também já fizeram eventos de Reggae, entre outros estilos. “A nossa ideia é reunir os jovens da região aqui e fazer com que eles se sintam livres, almejando coisas boas e grandes e buscando voos cada vez mais altos! A frase que sempre usamos e ‘Bora Voar’”, explica Matheus!

Evento produzido pela Pico Aura no sábado (29/02)

E os sócios também se preocupam com a questão social. No último evento que produziram, fizeram o ingresso solidário. Quem trazia um quilo de alimento não perecível não precisava pagar ingresso. Arrecadaram 150 quilos de alimentos para a APAE de Cotia.

Saiba mais sobre Aura e Pico Aura em:
www.aurabr.com
https://instagram.com/aura.br
https://instagram.com/picoaura
https://www.facebook.com/sejaaura/

Pingo de Ouro do Instituto Gira-Sol

John Anderson é o garotinho de chapéu, com pandeiro na mão

O percussionista John Anderson da Silva Cardoso frequenta o Instituto Gira-Sol, de Cotia, desde quando ainda estava na barriga de sua mãe, a famosa tia Vera Lucia Nunes da Silva, vice-presidente da entidade.

“Logo que eu nasci, minha mãe já me trazia todos os dias para o Gira-Sol e eu fui crescendo naquele ambiente musical e me encantando com a música”, conta. “Aos quatro anos de idade eu já tocava atabaque, depois passei para o pandeiro e fui aprendendo, um a um, como tocar todos os instrumentos de percussão”, conta.

Hoje professor de percussão no Instituto Gira-Sol.

Por ter participado do Projeto Pingo de Ouro, do Instituto, John Anderson é lembrado até hoje como um dos Pingos de Ouro do Instituto, mas logo ele passou de aluno do projeto a voluntário mirim, aos 13 anos de idade. Um pouco antes ele também participou do Projeto Guri, o que também lhe trouxe boa experiência com a música.

Hoje, aos 23 anos, músico profissional, John Anderson toca em barzinhos e casas de shows, além de dar aulas particulares de música, mas não deixou o trabalho voluntário. Todos os sábados dá aulas de música no Instituto Gira-Sol onde tudo começou.
Nos estudos, completou o ensino médio e sonha fazer uma faculdade de música. “A música entrou em mim e não sai mais”, afirma.

Leia também:
Nossos 20 anos (1ª parte com mais três histórias de protagonismo juvenil) – https://www.revistacircuito.com/nossos-20-anos/