Começou o “novo normal” da educação com a retomada das aulas presenciais, que vem acontecendo gradativamente nas escolas públicas e particulares de São Paulo. Em Cotia, apenas as escolas particulares foram autorizadas pela prefeitura a retomarem as atividades, desde que cumprem alguns protocolos. Um deles é que poderão receber apenas 35% dos alunos da Educação Infantil e 20% do Ensino Médio. Pelo menos, 34 escolas de Cotia já foram autorizadas a retornarem suas atividades presencias de acordo com informações da Prefeitura.
Para falar sobre o assunto, o Circuito News – programa semanal exibido pelo Facebook e pelo YouTube – recebeu Claudia Xavier, diretora do Colégio Rio Branco, cujas aulas presencias retomam, sob grande expectativa, no próximo dia 14. Segundo ela, uma pesquisa entre pais alunos foi determinante para a volta às aulas. Mais de 60% das famílias manifestaram desejo de voltarem.

Para se adequar ao “novo normal”, o Colégio foi buscar consultoria e parceria com o o Hospital Sírio Libanês e criou um guia para pais, alunos e toda equipe do colégio.
“Os alunos querem muito voltar. Eles vão encontrar um novo Rio Branco, não será mais o mesmo que eles deixaram porque nós estamos em uma nova cultura coletiva. Acreditamos muito na educação. Quem está voltando sabe das restrições”, disse Claudia Xavier. “É um novo conceito de escola porque estamos em um novo conceito de vida que nos foi imposto”, completou.
Claudia também falou sobre os desafios de professores que tiveram que se reinventar para produzir aulas mais criativas para atrair a atenção dos alunos e também do esforço de pais e familiares durante as aulas remotas. Mas ponderou que as aulas remotas também deixaram legados importantes, como a oportunidade de mais interação e contato entre professores e alunos, muitas vezes de maneira que não ocorria no modo presencial.
Ela acompanha a opinião de muitos especialistas de que, a partir de agora, já se pode falar em uma “educação híbrida”. Sobre o modelo remoto ser ou não eficiente 100% ela diz que não é melhor nem pior, é diferente. Alguns alunos se adaptaram mais e outros menos, mas assim também é no presencial. “Não há nenhum modelo que atinja 100% na aprendizagem, cada um aprende de uma forma”, ressaltou.
Por fim, a diretora falou dos aprendizados que ficarão para sempre. “Temos que ter resiliência e humidade de reconhecer que não sabemos tudo. Precisamos nos adaptar às exigências sociais e ambientais e que tem algo que não é substituído por nenhum livro, nenhuma apostila que é a relação de afeto, que é bem melhor no presencial, mas pode acontecer no remoto também”, finalizou.
Por Sonia Marques
















