Se para as gerações mais velhas ainda pode parecer assustador o nível de exposição a que estamos sujeitos na internet, a coisa já é habitual para quem teve, desde bebê, fotos suas compartilhadas nas redes. Nossa sociedade valoriza quem tem muitos seguidores e “likes”, enquanto pesquisas têm mostrado que a gratificação que sentimos ao receber um “like” pode configurar uma espécie de vício, à medida que tentamos recuperar esse efêmero prazer. Também é importante observar se a lógica idealizada das redes sociais não está passando para o jovem a ideia de que a vida dos outros é muito mais interessante do que a dele, produzindo sentimentos de inferioridade ou solidão. Por isso, é importante que eduquemos nossos filhos e alunos sobre como fazer uso saudável dos computadores, aproveitando a liberdade que a internet proporciona para nos conectarmos com pessoas e interesses variados. Limite, porém, é fundamental: é difícil para um adolescente decidir por si próprio quanto tempo de tela é o adequado, e será um alívio para ele se não tiver que regular isso sozinho.

Tiago Lima
Orientador Educacional de Fundamental 2 da Escola da Vila















