Região tem muito espaço para crescer

Apesar da crise, empreendedores ainda apostam suas melhores fichas na região.

Os limites da Granja Viana vão muito além daqueles dos kms 22 ao 24 da Rodovia Raposo Tavares, trecho onde ficava a fazenda da família Niso Vianna. No decorrer dos anos, o bairro cresceu e chegou aos limites do km 30, a poucos quilômetros do centro da cidade de Cotia, onde está localizada sua maior área, e também aos municípios vizinhos.

Essa Granja Viana, digamos, expandida levou empreendimentos para todo o eixo da rodovia até a parte urbana das cidades do entorno. O mercado imobiliário teve um alto crescimento nos últimos cinco anos, mas permaneceu retraído em 2018. É o que aponta Luciano Rafael Abud, broker na REMAX Imperial.

Confucio Rodrigues Cavalcante, diretor da EPC Empreendimentos, também endossa o coro: “o mercado estagnou por um tempo. Empreendedores decidiram brecar seus projetos até que um novo governo assumisse e definisse a política econômica”. O segmento do Minha Casa Minha Vida é o único, segundo ele, que continua aquecido, enquanto o mercado de alto padrão está morno.

Apesar disso, os empresários do ramo concordam que existe, e muita, oferta na região. “O momento pede cautela, mas há uma super oferta em Cotia para ser executada”, aposta Cavalcante. “As expectativas para nosso futuro são muito boas. Estamos em um momento excelente para os novos compradores em decorrência da retomada econômica associada ao aumento das ofertas e oportunidades”, completa Abud.

Falando em aquisição de imóveis, até setembro de 2018 foram financiados 162,10 mil imóveis nas modalidades de aquisição e construção, alta de 23% em relação ao mesmo período de 2017, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). De fato, o momento é propício para a compra. “O valor do imóvel está abaixo do valor real de mercado”, justifica Cavalcante. Somada a isso, há a facilidade de financiamento.

“Infelizmente o crescimento continua de maneira desordenada. Isso faz com que as pessoas queiram, cada vez menos, se deslocar, principalmente em razão da Raposo Tavares. O desejo do consumidor é trabalhar e morar o mais próximo possível”, pontua Helio Alterman, diretor da Proinvest. Por isso, além do investimento em empreendimentos residenciais, cresce o número de galpões e condomínios industriais para abrigar empresas.

Embora ainda haja incertezas políticas e econômicas no país, todos eles fazem uma avaliação positiva do futuro do mercado e vislumbram um cenário em que emergem desse período difícil com mais competitividade. “Com o novo quadro político, acreditamos que a economia voltará a crescer e novas possibilidades de crédito com juros mais baixos facilitarão a aquisição de imóveis”, finaliza Hélio.

A região continua em expansão e ainda há muito espaço para crescer. A diversidade de lançamentos e novidades que vem por aí, e uma delas é a chegada de uma rede de hospitais, demonstram que empreendedores ainda apostam suas melhores fichas na região. E tudo deve melhorar a partir de 2019.

 

Oferta e procura

  • Últimos dados divulgados pelo SECOVI apontam que a região metropolitana de São Paulo encerrou agosto com 6.705 unidades disponíveis para venda – volume abaixo do registrado em julho (6.807 unidades). A oferta disponível é composta de imóveis na planta, em construção e prontos, lançados nos últimos 36 meses (de setembro de 2015 a agosto de 2018).
  • Em agosto, as cidades da RMSP somaram 562 unidades vendidas – redução de 40,7% em comparação com as 948 unidades comercializadas no mês anterior. Com relação às vendas de agosto de 2017, de 252 unidades, o aumento foi de 123,0%. No acumulado do ano (de janeiro a agosto), foram comercializadas 5.278 unidades nas outras cidades da RMSP, resultado 78,0% acima do registrado no período anterior, quando as vendas totalizaram 2.966 unidades.

 

Lançamentos

De acordo com a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), nos munícipios que compõem a região metropolitana de São Paulo foram lançadas 508 unidades no mês de agosto, representando redução de 31,7% em comparação com o resultado do mês de julho (744 unidades) e de 11,7% diante do volume lançado em agosto de 2017 (575 unidades).

 

Financiamento

  • Em setembro, os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas de poupança do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 4,91 bilhões em todo o Brasil, uma redução de 13,3% em relação a agosto e alta de 44,0% comparativamente ao mesmo mês do ano passado.
  • R$ 40,8 bilhões nos primeiros nove meses de 2018, montante 25% superior a 2017.
  • 162,10 mil imóveis financiados nas modalidades de aquisição e construção, alta de 23% em relação ao mesmo período de 2017.

Fonte: Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip)

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