Cotidiano: Em protesto, alunos da escola o Pequeno Cotolengo fecham Raposo

Mesmo com a informação de que o Pequeno Cotolengo Paulista e a Secretaria Estadual de Educação renovaram o contrato de aluguel para a manutenção da escola no terreno, alunos realizaram um protesto no km 25,5 da Raposo Tavares, em Cotia, contra o fechamento da Escola Estadual Pequeno Cotolengo.

Os cerca de 50 participantes, quase em sua totalidade menores de idade, fecharam duas faixas da rodovia Raposo Tavares por cerca de 10 minutos, e a desbloquearam pouco após a chegada da Guarda Civil Metropolitana.

Após a saída dos alunos da via, todos caminharam pelo interior da instituição de ensino com faixas e cartazes e pouco depois o grupo dispersou.

Ao fim do protesto, o padre Claudinei Niedzwiecki, presidente da instituição São Luis Orione Cotolengo, o Pequeno Cotolengo, realizou uma entrevista coletiva apresentando o documento da renovação do contrato entre o Cotolengo e o Estado.

Entenda o caso

Há cerca de um mês os alunos da Pequeno Cotolengo foram informados que teriam de procurar outra instituição de ensino, pois escola iria fechar, porém o que não foi comunicado é que esta decisão foi baseada no fato do Ministério Público proibir o Estado de renovar o contrato de locação do imóvel.

Sem respaldo para encontrar um culpado pelo fechamento da Escola Estadual Pequeno Cotolengo, muitos atribuíram esta ação com a venda de 40% do terreno onde se encontra o a instituição São Luis Orione Cotolengo e a instituição de ensino.

Mesmo com esta venda, a imóvel onde está localizada a escola será mantido, sendo demolido apenas um pequeno espaço para a acesso ao terreno vendido”, declara Claudinei.

De acordo com Claudinei os boatos atrapalham o funcionamento da instituição, referência no tratamento e acolhimento de pessoas com deficiência física ou mental.

“O Cotolengo não ficou rico com a venda do terreno, até porque o espaço não é do Cotolengo, e sim da Congregação Pequena Obra da Divina Providência, que cede os padres que aqui trabalham. Ainda precisamos de doações para continuarmos o trabalho que realizamos”, diz Claudinei.

Com a venda do percentual vendido para uma incorporadora, que pretende conceber condomínios residenciais, serão construídos pela Congregação Pequena Obra da Divina Providência, três Cotolengos na África, sendo um deles em Moçambique, e um em Joinville, Santa Catarina.

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