Projeção passarela sobre a Raposo na Estação Sabiá.

O projeto da futura Linha 22-Marrom do Metrô de São Paulo traz mais detalhes dos impactos urbanos e de engenharia em Cotia. A futura estação Sabiá (SBIA), integrante da segunda fase do empreendimento (trecho Cotia-Km 26 ao Terminal Cotia), será erguida no bairro Jardim Sabiá, às margens da rodovia Raposo Tavares. As informações constam no edital do projeto básico do novo eixo metroviário.

Com uma demanda estimada de 17.567 passageiros diários, a nova parada promete aproximar o transporte sobre trilhos da rotina de milhares de moradores de Cotia, mas também projeta desafios viários severos para a região.

Desapropriações e infraestrutura de acesso

Para viabilizar a construção, o Metrô prevê a desapropriação de uma área de 9.315,82 m² em uma quadra situada entre a rodovia Raposo Tavares e a estrada do Capuava. O plano preserva deliberadamente alguns lotes a leste, próximos à rua Curitiba, devido ao potencial de contaminação do solo desses terrenos.

Como a estação ficará na margem sul da rodovia, uma passarela de transposição será construída para garantir o acesso seguro dos moradores que vêm do lado norte. A estrutura de desemboque ocupará uma área pública de 76,99 m² e seus pilares já foram projetados em conformidade com o plano da “Nova Raposo”.

Para facilitar o embarque e desembarque rápido de passageiros de aplicativos e carros particulares (sistema kiss and ride), o Metrô fará a desapropriação parcial de 703,33 m² do estacionamento de um lote industrial ao norte da via para criar uma baia de recuo.

Estrutura interna e restrições de espaço

Bicicletário: Serão oferecidas 100 vagas para incentivar a integração sustentável. No entanto, devido a restrições geométricas das vias do entorno, não haverá a implantação de novas ciclovias associadas à estação.


Estacionamento de carros: A estação contará com 15 vagas exclusivas para a modalidade rápida (kiss and ride), mas não disponibilizará estacionamento de longa permanência para usuários.

Desafio da engenharia em relevo acidentado

Por conta do relevo bastante acidentado da região de Cotia, a estação Sabiá será construída pelo método de vala a céu aberto (VCA). O topo da vala acompanhará o desnível natural do terreno, variando de 801,48 metros no extremo oeste a 796,18 metros no extremo leste — uma diferença de 5,30 metros de altura.


Essa variação de relevo fará com que a profundidade da vala em relação aos trilhos seja de 32,98 metros no lado oeste e de 27,68 metros no lado leste.

Impacto no trânsito

O estudo de impacto viário trouxe um banho de água fria para a fluidez da região. Embora a simulação de tráfego indique que a rodovia Raposo Tavares conseguirá operar em níveis aceitáveis, o mesmo não se aplica à malha urbana local.

As vias secundárias, como a estrada de Capuava e a avenida Eldorado, devem sofrer uma saturação acentuada em seus acessos e cruzamentos com a chegada da estação. O relatório aponta um aumento significativo nos congestionamentos, tempos de atraso e tamanho das filas nas pistas marginais.

Fonte: Portal Via Trólebus.

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