Antigamente, as “escolas maternais” eram identificadas pela sociedade como lugares aos quais as mães recorriam para deixar seus filhos enquanto trabalhavam.
Recentemente, a Neurociência praticamente “mapeou” o cérebro humano e pôde acompanhar o “caminho” dos estímulos em diferentes atividades cerebrais, comprovando que a principal fase de desenvolvimento do cérebro humano se dá na primeira infância. É nesta idade que podemos e devemos habilitar ou reabilitar as redes neurais e criar o máximo de possibilidades para desenvolver o potencial humano.
Estas descobertas dão à Educação Infantil um papel cada vez mais importante. Hoje sabemos que até os nove meses o bebê já possui, praticamente, a quantidade definitiva de neurônios, isto nos revela que no primeiro ano de vida a criança já dispõe de “matéria-prima” mais que suficiente e necessária para aprender da melhor forma possível.
Na infância o cérebro é mais “plástico” e apresenta melhores condições de criar novas sinapses, ou seja, está mais receptivo a captar e processar as informações sensoriais que recebemos do ambiente e, por meio delas, transformar as experiências vividas em conhecimento e aprendizagem significativa.
A forma como a criança aprende e os estímulos que ela recebe na infância é que vão determinar o que ela será no futuro, por isso é fundamental que os educadores tenham uma formação específica nesta área para promover os estímulos adequados, proporcionando à criança o desenvolvimento de habilidades que serão aprimoradas nas fases subsequentes da escola.
Anahid Fernandes
Diretora da escola Janela para o Talento















