Apesar da melhora, Cotia não cumpriu meta do Ideb

Desde a criação do indicador, em 2007, foram estabelecidas diferentes metas (nacional, estadual, municipal e por escola) que devem ser atingidas a cada dois anos, quando o Ideb é calculado. Secretária de Educação de Cotia diz que compromisso é melhorar o números e está trabalhando para isso, ampliando e incentivando ações nas escolas

Com 5,8 pontos, a cidade de Cotia  mais uma vez não conseguiu cumprir a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb),divulgado pelo Ministério da Educação nesta segunda-feira (3).  A meta de Cotia era 6,1 para 2017.

Realizado a cada dois anos, o Ideb é o principal indicador de qualidade da educação brasileira. O índice avalia o ensino fundamental e médio no país, com base em dados sobre aprovação nas escolas e desempenho dos estudantes no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), divulgado na semana passada pelo MEC.

Desde a criação do indicador, em 2007, foram estabelecidas diferentes metas (nacional, estadual, municipal e por escola) que devem ser atingidas a cada dois anos, quando o Ideb é calculado. O índice vai de 0 a 10. A meta para o Brasil é alcançar a média 6 até 2021, patamar educacional correspondente ao de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Cotia cumpriu a meta apenas duas vezes, em 2007 e 2009. Mas apresentou melhoras, sobretudo em 2017 nas escolas que atendem os anos iniciais do Ensino Fundamental (4ª e 5ª séries).

Das 58 escolas da cidade, 25 atingiram as metas individuais estabelecidas pelo Ministério da Educação para 2017. Em 2015, apenas 17 escolas atingiram as metas. Mas quatro escolas ficaram fora da avaliação, segundo Secretaria de Educação de Cotia porque no período de realização da prova ocorreram fortes chuvas na cidade e muitos alunos faltaram, o que não constituiu número de alunos suficientes exigidos para a divulgação.

De acordo com a Secretaria de Educação de Cotia, todas as escolas de Ensino Fundamental II  participaram da avaliação, com exceção da Escola Municipal Professora Maria Aparecida de Oliveira Pedroso, não possui o 9o ano.

“Nosso compromisso é o de melhorar o Ideb do município e temos trabalhado para isso”, disse a Secretária de Educação de Cotia Neusa da Fonseca. “Esse trabalho pode ser observado no crescente em que se encontram os índice do município”, completou.

Algumas escolas conseguiram superar a própria meta, destaque para a Escola Municipal Eduardo Benjamim Jafet, no Jardim Barbacena, que deveria obter no mínimo 6,2 pontos mas atingiu 7,2 superando inclusive a meta nacional para 2021 que está estabelecida em  6 pontos.

“Nosso objetivo é  não só apoiar o ótimo trabalho que as escolas vêm realizando,  mas principalmente oferecer condições para que todas possam alcançar suas metas. Neste sentido, estamos comprometidos em ampliar as ações que têm demonstrado resultados, como as formações pedagógicas oferecidas aos diretores, coordenadores e professores; ações voltadas ao incentivo e parcerias entre escolas, além de implantar novos projetos pedagógicos, buscando inibir o fluxo de reprovação evasão”, escreveu em nota a Secretaria da Educação.

Já para os anos finais do Ensino Fundamental (8º e 9º ano), das seis escolas da cidade que atendem esta faixa etária, apenas uma foi avaliada, a Escola Municipal Jardim do Engenho mas obteve pontuação muito aquém da meta: 4,4 de 5,7. Cotia não cumpriu a meta em nenhum ano nessa etapa.

No ensino médio, etapa mais crítica em todo Brasil, o resultado não foi diferente em Cotia, ressaltando que neste caso, as escolas são de responsabilidade do Estado e não da Prefeitura como as demais séries.  Das 28 escolas, apenas 4 cumpriram as metas individuais: Antonieta Di Lascio Ozeki no Rio Cotia, Carlos Ferreira de Morais, no Jardim Torino, Pedro Casemiro Leite, no Portão e Vinicius de Morais, na Granja Viana.

A realidade não é uma particularidade de Cotia, nenhum estado brasileiro atingiu a meta no Ensino Médio. “Apesar do crescimento observado, o país está distante da meta projetada”, avalia o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Ideb.

Na análise do Inep, os números mostram avanços importantes, sobretudo nos anos iniciais do ensino fundamental, mas também, algumas preocupações que precisarão ser discutidas no âmbito das escolas.

A autarquia ressalta que será necessário “indispensável apoio e colaboração dos níveis mais elevados de gestão nos municípios, nos estados e no Ministério da Educação, para que o desempenho dos estudantes brasileiros possa seguir uma trajetória de melhoria”.

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