A Educação Infantil é fundamental para o desenvolvimento das crianças. É nessa etapa que se iniciam as primeiras experiências importantes em relação aos aspectos cognitivo, emocional, afetivo, social e moral.
O desenho constitui uma das atividades importantes para perceber e entender como a criança está “lendo” a realidade à sua volta. Antes visto (por muitos adultos) como um passatempo em casa ou nas séries iniciais da escola, é fundamental para acessar o mundo interno, as percepções, afetividade, aflições, angústias e desvendar como as crianças experimentam sua individualidade em relação aos outros e ao meio ambiente.
Os desenhos infantis representam o mundo imaginário das crianças, significa comunicar e libertar-se. O professor deve incentivá-las a desenhar por meio de desafios que despertem a curiosidade.
Dos rabiscos (18 meses aos 2 anos de idade) sobre suportes de grandes dimensões e com liberdade; uso de várias ferramentas (canetas, tintas, lápis de cera ou de cor: dos 2 aos 3 anos); expressão, por meio do desenho, informa-nos aquilo que pensa desenhar mesmo antes de começar o desenho (dos 3 aos 4 anos); até a escolha das cores (dos 4 aos 5 anos) em função da realidade. Nessa fase já se inicia a tendência a esquecer o desenho em favor da escrita.
A tarefa dos educadores consiste em saber como a criança aprende e se desenvolve no campo nas diferentes culturas, como também cabe à escola abrir oportunidades no ensino das diversas áreas de conhecimento.
Tornam-se ainda mais necessários os espaços planejados de convivência para serem desenvolvidas atitudes de autocuidado, cuidado com o outro e do compromisso com atitudes individuais que promovam o bem-estar coletivo.
O Colégio Rio Branco promove em seu currículo, espaços de representação gráfica de ideias e sensações que possibilitam às crianças aprender, de forma lúdica, a nomear e a expressar seus sentimentos, por meio de desenhos, brincadeiras, leituras e contação de histórias. Esse processo constitui o Projeto COM VIVÊNCIA, em que o desenvolvimento das habilidades socioemocionais acontece na rotina das crianças, desde muito pequenas, em momentos espontâneos e por meio de atividades dirigidas, com estratégias diversificadas para contemplar as diferentes formas de pensar e de sentir de cada uma delas.
A criança transpõe para o papel o seu estado de alma e de espírito sem dar conta. Por isso é importante não insistir para que a criança desenhe, se ela não sentir vontade. Ela deve desenhar para ter e não para dar prazer.
Quando as crianças entendem as emoções e as comunicam de maneira objetiva, podem e conseguem, ao reconhecê-las, escolher melhores estratégias para resolver problemas e lidar com situações negativas, ou positivas, desenvolvendo, gradualmente, a percepção sobre o ponto de vista do outro.

É importante lembrar: Mais do que querer “decifrar” o que a criança compôs, importa “dialogar” com o desenho.
Sueli Marciale, psicopedagoga e diretora assistente do Colégio Rio Branco – Unidade Granja Vianna.

















