Reunido com o deputado Ricardo Mellão (Novo) e com integrantes do movimento da sociedade civil pelo Parque Jequitibá, o secretário executivo da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado, Luiz Ricardo Santoro, determinou na última quinta-feira (11/11), que sejam realizados estudos e estimativas de custos para a implantação de uma portaria no lado São Paulo do Parque Jequitibá.
Atualmente, o parque – que ocupa áreas das cidades de São Paulo, Osasco e Cotia – conta com apenas uma portaria aberta, pelo lado de Cotia, na rua Sapucaí, bairro de Gramado, onde se situa a administração do parque. Porém, quase vinte escolas estaduais e municipais que utilizam ou pretendem utilizar o parque para atividades com seus alunos pelo lado de São Paulo têm condições precárias de uso.
O que há no lado de São Paulo, na avenida Guilherme Fongaro, é apenas um portão instalado no gradil do parque, vigiado por homens instalados em um container. Para visitar o parque em excursões as crianças e professores, e mesmo qualquer cidadão que queira entrar por ali, precisa caminhar mais de um quilômetro dentro do próprio parque para encontrar um banheiro, água potável, ou uma sombra onde possa ouvir alguma palestra sobre o local.
“Uma portaria estruturada pelo lado de São Paulo é fundamental”, afirma a professora Arlete Silva, que levava, antes da pandemia, alunos da EMEF Teófilo Ottoni ao local, e prevê que as excursões se iniciarão novamente em breve. “Além disso, aumentaria a visibilidade, o interesse e a frequência do parque” afirma Arlete, já que hoje o que há ali é apenas uma área com matagal.

Além disso, as escolas têm muitas dificuldades para agendar excursões, porque para ir de ônibus teriam que deslocar as crianças pela rodovia e ingressar em outra cidade (de São Paulo para Cotia), um trajeto que, embora seja bem pequeno, gera problemas burocráticos, pois tem que ser solicitada autorização aos pais dos alunos e, além disso, os ônibus da secretaria municipal de educação, por exemplo, não podem prestar serviços fora da cidade de São Paulo.
A ausência de instalações no local também impede qualquer integração do local com outro equipamento estadual próximo dedicado ao esporte, a Vila Olímpica Mário Covas, situado no km 20 da rodovia Raposo Tavares. O local tem potencial para se transformar em um grande pólo de lazer, turismo, esporte e ecologia, já que ambos são integrados por uma rodovia e o Parque Jequitibá obteve na Justiça decisões favoráveis a seu crescimento e expansão para o lado de Taboão da Serra.
O Parque Jequitibá tem atualmente o tamanho do Parque Ibirapuera (1,3 milhão de m²), porém com mais de 70% composto por mata atlântica. Ele é fruto de um movimento da comunidade do entorno e da sociedade civil organizada, que evitou que o local se transformasse em uma nova sede do Ceagesp, como chegou a ser planejado pelo governo estadual.
Participaram da reunião, além do secretário executivo e do deputado Mellão, a integrante do movimento pelo Parque Jequitibá Célia de Oliveira, também membro do coletivo PanVerde e do Rotary Mulheres Empreendedoras da Granja Viana; e Luciana Curiati, da Coordenadoria de Parques e Parcerias.















