O mundo está repleto de religiões e costumes diferentes, e cada país tem suas próprias regras e culturas. Sejam tais regras ou leis explícitas ou implícitas. Como exemplo, a poligamia ou casamento permitido legalmente com mais de uma pessoa. Em países da África como: Argélia, Camarões, Somália e Tanzânia ou no Oriente Médio, como Afeganistão, Bahrein, Irã e Síria ou na Ásia, como Paquistão, Malásia, Índia e Indonésia.
Isso só para citar alguns países. Em geral nessas regiões os homens podem ter varias esposas. Algumas das drogas ilícitas por aqui, são permitidas legalmente em vários países como no Uruguai, Canadá, Holanda, Dinamarca, Itália, e em alguns estados americanos. A lista é longa. Cada país uma cultura e uma lei. Em vários países do mundo o aborto é permitido e regulamentado por lei com algumas variações. Em quase toda a Europa, na America do norte, na Argentina, Uruguai, Guiana Francesa e em vários países de diversos continentes. Tem até países onde a eutanásia é permitida legalmente como na Bélgica, em Luxemburgo, Holanda, Espanha e Portugal, entre outros. O que para uns pode parecer absurdo, para outros é normal. Pois é. Por aqui apesar da proibição legal, existe a cultura do roubo consentido. Tem também as tais leis que não pegam, apesar de estarem valendo.
Da corrupção no setor publico, do roubo do colarinho branco ao latrocínio e chegando ao trombadinha que “rouba o celular para tomar uma cervejinha”, como autoriza uma alta autoridade do país. Temos vários exemplos de impunidade, que explicitam o roubo consentido. Desde o roubo da Jorgina de Freitas no INSS, o escândalo do Banestado, ambos na década de 90, aos funcionários fantasmas, as rachadinhas, o Mensalão, Petrolão, INSS dos aposentados, dólar na cueca, 51.000.000,00 guardados num apartamento, assaltos em residências, profusão de roubos de celular, motos e carros e a nossa esperança de justiça e de um futuro melhor sendo roubadas também. Sem contar os golpes digitais, com quadrilhas altamente sofisticadas que nos atormentam diariamente via celular e internet. Alguns desses roubos são considerados por especialistas, como os maiores do mundo! Mas o que vemos são seus autores, livres leves e soltos.
Alguns que confessaram seus crimes e devolveram o butim, ou seja, são ladrões confessos, estão por aí fazendo “lives”, pagando de influencer ou dando dicas de séries para a televisão. Outros foram libertados e descondenados. Alguns por conta do CEP errado. E a vida segue normal. A normalização dessa rotina nos deixa impotentes e sinaliza ao mundo, que roubar por aqui é algo que faz parte da nossa cultura, portanto é algo, digamos quase normal. Muita gente vitima de golpes, assaltos ou roubos, nem se dá ao trabalho de prestar queixa na delegacia mais próxima.
Cada vez mais somos submetidos ao prende e solta de marginais. A polícia prende e a justiça solta. Segundo uma autoridade, a polícia prende mal. Prende mal? Quem assistiu a série adolescência, viu logo no início como funciona uma busca com invasão da casa do suspeito e consequente prisão do mesmo, isso no primeiro mundo. Extremamente beligerante. No caso o suspeito tinha 13 anos e aconteceu em Londres onde a polícia é considerada uma das melhores do mundo. Certa vez em Portugal um taxista filósofo me disse a seguinte frase: “Nós portugueses levamos a corrupção para vocês em 1808 quando a família real chegou ao Brasil e lhes ensinamos essa praga. Hoje sabemos que o aluno superou o professor e virou mestre no assunto!!
Por Marcos Sá, consultor de mídia impressa, com especialização em jornais, na Universidade de Stanford, Califórnia, EUA. Atualmente é diretor de Novos Negócios do Grupo RAC de Campinas.














