A cidade de Cotia segue em regime de contingência após os estragos provocados pelo ciclone extratropical que atingiu o município, a região metropolitana e a capital paulista entre a noite de terça (9) e a quarta-feira (10). Ventos fortes, queda de árvores e danos estruturais deixaram grande parte da população sem energia elétrica e mobilizaram a Defesa Civil em uma operação que segue sem previsão de encerramento.
De acordo com a Secretaria de Comunicação de Cotia, as equipes continuam nas ruas desde as primeiras horas da manhã de quarta-feira atendendo ocorrências relacionadas principalmente à queda de árvores, obstrução de vias, danos a imóveis e problemas envolvendo fiações. Com os sistemas oficiais fora do ar por causa da falta de energia, grande parte dos registros está sendo feita manualmente, o que torna o levantamento de dados mais lento.
Até a manhã desta quinta-feira (11), a Enel estimava que 48% do município ainda estava sem energia, enquanto relatórios estaduais apontavam Cotia como uma das cidades mais afetadas da Grande São Paulo, chegando a 75,61% dos imóveis no escuro.
O prefeito Welington Formiga participou de uma reunião virtual com o governador Tarcísio de Freitas e com a direção da Enel, cobrando agilidade no restabelecimento. A concessionária afirmou que reforçará a operação com pelo menos 30 caminhões adicionais atuando no município. Na noite da quarta-feira, o prefeito também foi às redes sociais para para mostrar que estava nas ruas acompanhando os casos mais urgentes.
Ocorrências e atendimento
Até o momento, a Defesa Civil contabiliza 11 ocorrências diretas, sendo:
• 4 relacionadas a danos em residências;
• 1 envolvendo veículo;
• 6 referentes ao bloqueio total ou parcial de vias.
Além dessas, os agentes relatam que, durante os deslocamentos entre um chamado e outro, novas situações emergenciais têm sido identificadas e atendidas imediatamente. Somente para esta quinta-feira, já há 15 atendimentos adicionais programados.
O secretário da Defesa Civil, João Batista de Oliveira (Oliveirinha), destacou que o trabalho das equipes seguirá ininterrupto até que todos os serviços essenciais estejam normalizados. “Estamos mobilizados em todos os bairros afetados, priorizando ocorrências de maior risco e mantendo as equipes de prontidão”, afirmou.
Impacto regional
O ciclone afetou diversos municípios da Grande São Paulo, e Cotia está entre os mais prejudicados. Segundo atualização da Enel, mais de 2,2 milhões de clientes estavam sem energia na região na tarde de quarta-feira.
Além de Cotia, cidades como Embu-Guaçu, São Lourenço da Serra, Pirapora do Bom Jesus e Embu das Artes também apresentaram índices críticos de apagão. Na capital, mais de 1,4 milhão de imóveis ficaram sem luz em algum momento do dia.
Ventos e tempestades intensificaram danos
A combinação da chegada da frente fria com o ciclone extratropical provocou queda de árvores em diversos pontos de Cotia desde a noite de terça. Na manhã de quarta, a situação se agravou e a Defesa Civil chegou a registrar quase 40 chamados apenas naquele período. Apesar dos estragos, não houve registro de vítimas.
Canal oficial de atendimento
A Defesa Civil reforça que todos os chamados devem ser feitos exclusivamente pelo telefone 199, que centraliza as demandas e permite organizar a atuação das equipes. Pedidos enviados por redes sociais não são considerados para acionamento.
A expectativa é que, com o reforço da concessionária e a estabilização do clima, o restabelecimento do fornecimento de energia avance nos próximos dias. Enquanto isso, o município segue em estado de alerta e com equipes mobilizadas em todas as regiões afetadas.













