Agentes de trânsito cobram valorização, estrutura e reconhecimento

Homenageados no dia Dia Nacional do Agente de Trânsito, na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), estes profissionais reivindicam mais reconhecimento, segurança e estrutura para o exercício de seu trabalho.

Reinaldo Souza, diretor do Departamento de Trânsito de Cotia, homenageado pela Deputada Letícia Aguiar (PL).

Responsáveis por orientar o trânsito, fiscalizar infrações e atuar em eventos, obras e todo tipo de ocorrências viárias, esses profissionais convivem diariamente com riscos, hostilidade e falta de equipamentos adequados. Embora muitas vezes sejam confundidos com policiais, atuam desarmados e sem os mesmos direitos e benefícios das forças de segurança.

Cotia esteve representada no evento por Reinaldo Souza, diretor do Departamento de Trânsito do município e também diretor da Associação dos Agentes de Trânsito do Estado de São Paulo (AGTESP).

Segundo ele, a homenagem na ALESP, com participação de mais de 400 agentes de 60 municípios e sete estados, ajudou a dar visibilidade a uma categoria ainda pouco reconhecida. “Foi importante porque colocou o agente de trânsito em destaque em um cenário onde ainda estávamos invisíveis”, avaliou.

Mais de 400 agentes de trânsito do estado de São Paulo homenageados na ALESP.

Entre as principais reivindicações está a aprovação de um projeto de lei estadual que inclua os agentes no rol da segurança pública em São Paulo, ampliando direitos e possibilitando mais investimentos em viaturas, equipamentos e estrutura de trabalho.

 

A categoria também reagiu com preocupação ao veto integral do presidente Lula ao PL 2234/2023, que previa repasses do Fundo Nacional de Segurança Pública e Trânsito para ações e benefícios ligados à área. Agora está mobilizada pela derrubada do veto na Câmara dos Deputados.

 

Agentes de trânsito de Cotia em evento da Campanha Maio Amarelo na Cidade.

Os agentes defendem ainda o avanço do PL 2160/2023, o chamado estatuto da categoria, com regras nacionais sobre identidade funcional, formação e instrumentos de proteção. “Essa lei será o CPF da categoria a nível nacional”, diz Reinaldo.

 

Ou seja, quem atua diariamente na organização do trânsito e na prevenção de acidentes quer deixar de ser apenas lembrado na fiscalização para ser reconhecido como parte essencial da segurança viária.

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