MUSICOTERAPIA

“Música é a alma que fala quando as palavras se perdem”. “A música tem o poder de curar as dores da alma”. “A música é a prova que existe magia no nosso mundo”. “A música é o amor que resolveu cantar”. Os pensadores definem a música de várias maneiras. Acho que cada um de nós tem uma definição própria do que significa a música e a maneira de senti-la. Música para dançar, para pensar, para rezar, para curar, para namorar, para iluminar, para se divertir, para ser feliz, para fazer rir, para fazer amor e para o cantor cantar.

Sou apaixonado por música, já tive uma banda, toco alguns instrumentos e não vivo sem ela por perto. Sem dúvida a música, tal qual a oração, nos aproxima do divino. Ao compor uma música o compositor recebe uma inspiração que revela uma conexão transcendental. Há obras primas que se eternizaram e séculos depois ainda encantam nossos ouvidos.

Há casos de composições que vieram de um sonho ou de uma mensagem vinda do além. A música é democrática e o gênero não importa. Desde Beethoven a Paul McCartney, de Tom Jobim a Michel Sullivan, de Cartola a Roberto Carlos e de Zeca Pagodinho a Xororó ela arrebata os corações.

Mas o que é surpreendente é o poder de cura que a música tem. A musicoterapia utiliza a música como ferramenta para auxiliar no tratamento e reabilitação de diversas condições de saúde, como ansiedade, estresse, transtornos do espectro autista, dor crônica, Alzheimer e AVC. A musicoterapia traz de volta pessoas entrevadas na solidão de seus males para a vida ativa. Faz ressurgir vidas que estavam desligadas e enclausuradas no abismo da escuridão. Um balsamo. Uma benção e alguns milagres. Temos exemplos claros da longevidade de músicos oitentões esbanjando vitalidade e energia em plena atividade, fazendo turnês de meses a fio pelo mundo afora e lotando estádios e teatros.

Sem dúvida essa energia toda vem da longa convivência com a música. Sem falar nas duplas de compositores que viraram lendas, tais como: Lennon&McCartney, Tom Jobim&Vinicius, Caetano&Gil, Raul Seixas&Paulo Coelho, Simon&Garfunkel, Elton John&Bernie Taupin e outros tantos.Unidos pelo acaso para trazer a alegria nas nossas vidas. Coincidências divinas? Ou a mão de Deus os uniu?

Tivemos décadas de ouro na música internacional e nacional, quem viveu sabe disso. Tudo evolui, mas às vezes o novo peca pelo exagero. Com as redes sociais, surgiram cantores e compositores, que nunca o foram, eram subcelebridades/influencers e que viraram estrelas não pelo talento, mas sim pela oportunidade de alavancar o número de seus seguidores e com apelação e a sede de faturar alto apostaram na música.

Com isso sugiram rappers que usam a apologia à violência e ao crime, a pornô music e outras tranqueiras para machucar nossos ouvidos. E o pior, conseguem milhares de jovens seguidores para seus pancadões e suas performances.

Fiquemos com a boa música. Aquela que mexe com nossos sentidos, nos conforta, traz paz e alegria e nos aproxima das sete artes do mundo. A saber: Arquitetura, escultura, pintura, MÚSICA, dança, literatura e cinema. Em quatro dessas artes a música se faz presente. Na dança, na literatura (letras das músicas) no cinema e na própria música. Como diria Arnaldo Antunes, música para quem quiser ouvir!

Marcos Sa é palestrante e consultor de propaganda e marketing,  com especialização na universidade de Stanford, California, EUA.

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