O compromisso do Governo Federal de retirar da extrema pobreza mais de 16,2 milhões de brasileiros, por meio do Plano Brasil sem Miséria, inclui necessariamente o apoio dos movimentos sociais, na avaliação da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
Em reunião com representantes de igrejas e lideranças de diversos segmentos religiosos, a ministra Tereza Campello chamou atenção para o número de crianças e adolescentes pobres no País. Para a ministra, é importante manter e ampliar o diálogo com a sociedade, “unir esforços para retirar a população da condição de extremamente pobres, rompendo o círculo vicioso da exclusão social”.
Dados do Censo Demográfico 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que 39,9% do público nesse perfil têm até 14 anos de idade. “Cerca de quatro em cada dez indivíduos nessa faixa etária estão em extrema pobreza”, disse.
BPC na Escola
Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social, ação integrada do governo nas escolas (BPC na Escola), programa do MDS cujo objetivo é promover a elevação da qualidade de vida de crianças e adolescentes de até 18 anos de idade e portadores de deficiência. O BPC na Escola permite o acesso e a permanência de crianças e adolescentes na escola, por meio de ações articuladas envolvendo as políticas de assistência social, educação, saúde e direitos humanos. Mais de 2,6 mil municípios já aderiram à estratégia.
Inclusão social
Uma das principais dificuldades para a inclusão social da população extremamente pobre é que ela vive em territórios de baixo dinamismo econômico, com reduzido grau de escolaridade e qualificação, além de acesso precário a recursos, oportunidades de emprego, atividades produtivas e serviços públicos básicos. O Plano Brasil sem Miséria vai aumentar as capacidades e oportunidades das pessoas extremamente pobres, estruturando a ação governamental em torno de três eixos: garantia de renda, inclusão produtiva e acesso a serviços públicos.









