Michael Hultén tem 51 anos e mudou-se para Portugal no início da década de 90. “Segurança, bom tempo, arquitetura, paisagens, o Tejo, o Mar, as praias e serras, a gastronomia, e as pessoas… super simpáticas”, assim justifica sua mudança para além-mar há 28 anos.

Foi no dia 2 de março que tudo começou a mudar por lá, quando a ministra da Saúde anunciou os dois primeiros casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus. A Organização Mundial da Saúde ainda não tinha decretada a pandemia, mas o número de casos na Europa – principalmente, Espanha e Itália – já assustava. Em 18 de março, o Presidente da República de Portugal decretou estado de emergência. As escolas e os comércios fecharam e as pessoas, obrigadas a reclusão em casa.

Desde então, Michael “tem ficado em casa, mais nada”. Já se passaram mais de 20 dias e a medida deve ir até 17 de abril, pelo menos. “Nesta data, serão novamente revistas as ações e é possível que comecem a relaxar algumas medidas em fins de abril ou início de maio”, acredita o granjeiro.

Ele trabalha no ramo de turismo náutico, realizando eventos para grupos em veleiros clássicos grandes, um dos setores mais atingidos pela pandemia. Mas, seguindo a máxima “depois da tempestade, vem a bonança”, Michael Hultén acredita que, em junho, já será possível quase voltar à normalidade.

 

Por Juliana Martins Machado