Educação Sustentável nas escolas do século 21

Por Tayana Karoline, formada em Ciências Biológicas e pós graduada em Engenharia Ambiental, fala sobre alguns motivos que comprometem a continuidade dos projetos escolares ambientais

De acordo com e lei nº9795/99, a educação ambiental envolve a promoção de processos pedagógicos que favoreçam a construção de valores sociais, conhecimentos, habilidades e atitudes voltadas para conquista da sustentabilidade socioambiental e a melhoria da qualidade de vida.

As ações ambientais objetivam conquistar um equilíbrio entre o meio social, ambiental, e de desenvolvimento, visando que estes três segmentos se relacionem e se manifestem de maneira menos impactante nos três sistemas, porém mesmo constando na constituição brasileira, nos PCNs da educação, poucas escolas abrangem em seus Planos Políticos Pedagógicos projetos que visem a participação efetiva de alunos e de agentes, em especial do meio escolar para a melhoria do próprio ambiente escolar.

Muitos gestores alegam que para haver uma escola dita sustentável, necessitariam de muitos recursos financeiros que seriam utilizados para modificação da estrutura predial, implantação de lixeiras coloridas, jardinagem, entre outras coisas, porém não se atentam que o próprio comportamento, por vezes é contrario ao discurso, pois a sustentabilidade significativa se inicia e enraíza nas pequenas ações do cotidiano, como por exemplo, manter as portas das salas de aula abertas para circulação do ar, separar restos de papéis, cartolinas e materiais orgânicos e inorgânicos para reciclagem, evitar o desperdício de água ao orientar os alunos a lavar as mãos ou escovar os dentes.

Enquanto as pequenas ações não acontecerem, as grandes certamente estarão comprometidas, pois existe a comprovação de que os projetos ambientais básicos, como a implantação de hortas ou lixeiras nas escolas, são abandonados quando àqueles que os idealizaram não estão mais na escola, ou quando a vigência desses “termina” (geralmente no final do ano letivo).

A maioria dos projetos escolares não são multidisciplinares, e não são projetos em redes,  não se tornando parte da identidade escolar.

Mediante ao exposto projetos extremamente importantes para unidade escolar e sociedade em geral acabam parcialmente executados ou totalmente engavetados por falta da continuidade dos mesmos ou então por não terem quem os executem.

Por Tayana Karoline, formada em Ciências Biológicas e pós graduada em Engenharia Ambiental.

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