Fadiga Social

Aprenda a técnica dos cinco ésses (S).

Imagine você em uma festa animada, cercado por amigos e conversas agradáveis. No início, você se diverte, absorvendo a energia do ambiente. Mas com o passar do tempo a fadiga social se instala como um sussurro, convidando-o ao descanso e ao isolamento.

Ou ainda, sabe quando você está naquele casamento, batizado, aniversario ou evento corporativo e a música está alta, impossível conversar, o garçom nunca passa, o ar condicionado trincando, as pessoas não são nada agradáveis e você cansadão, fazendo a maior força para ser simpático, mas louco de vontade de ir embora para casa dormir? E o tempo não passa!

Pior ainda quando o evento é corporativo e você tem que fazer às vezes de anfitrião numa noite pós-trabalho ou no seu fim de semana sagrado que foi para as calendas junto com a sua paciência. Quando estamos numa dessas situações e você quer sumir do mapa, escafeder-se, você pode estar sofrendo de fadiga social.

Não se preocupe, tem gente que acha até normal. Mas acende um alerta. É mais uma das doenças dos tempos modernos, junto ao Burnout, TDH, TOC, dislexia, ansiedade, pânico, fobias em geral e depressão.

Mas o que é fadiga social? É um esgotamento mental e físico extremo, decorrente de interações sociais excessivas ou intensas. Caracteriza se por necessidade de isolamento, irritabilidade, dores de cabeça, dificuldade de concentração, cansaço permanente e ausência de interesse em atividades sociais.

Acrescente a esse menu a “infoxicação”, intoxicação por excesso de informações, e aí a bagaça fica indigesta.

Se você é do tipo introvertido, tudo fica mais complicado, pois a bateria acaba mais rápido e a tolerância é menor. Sem contar quando, numa roda social, você acaba ficando do lado daquele cara chato da turma e tem que parafusar um sorriso no rosto e vestir a máscara da sociabilidade.

Nesses casos só saindo da mesa e indo respirar um ar fresco lá fora e voltar recarregado para o combate. Certamente esse pequeno trauma vai fazer você sentir ansiedade social e querer fugir do próximo encontro, pois o chato pode, de novo, ficar do seu lado. Bate a ressaca social.

Ter habilidade social e usá-la como ferramenta, facilita a interação, o network, abre caminhos para o sucesso e aproxima as pessoas, mas o segredo para minimizar desconfortos é aprender a dizer “não” em algumas ocasiões, selecionar os encontros em grupo, as festas, estabelecer um tempo para participar e priorizar encontros com pessoas que lhe fazem bem.

Nem sempre é possível, mas em casos em que é impossível dizer não e você é obrigado a comparecer, use uma técnica infalível que aprendi em anos de atividades corporativas onde tínhamos que comparecer a eventos quase que diariamente, sendo que em alguns dias tínhamos dois ou mais compromissos seguidos.

Denominei essa técnica como “a técnica dos cinco ésses (S)”, que aplicava quando ia aos eventos corporativos enfadonhos, mas obrigatórios. Ao chegar ao evento aplique os cinco esses (S): “Surgir, Ser visto, Saudar, Sorrir, e Sumir”.

 

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