É possível que, por considerar um ato de amor, você já tenha oferecido, em excesso, ração e petiscos para seu cão. Infelizmente, esse ato pode levar seu amiguinho a se tornar um animal obeso.
Pets gordinhos podem ter menor expectativa de vida, dores nas articulações, dificuldade de locomoção, problemas de respiração e, até mesmo, diabetes.
“O saudável é ter as costelas facilmente palpáveis. Na natureza, os animais são atletas, rápidos, e para isso precisam ter o corpo fino e musculoso”, declara Aulus Carciofi, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Uma pesquisa realizada pela Unesp aponta que casos de animais com obesidade são cada vez mais comuns.
Para o médico veterinário Salvador Felis, uma das causas que contribuem para que o animal se torne obeso é a oferta de comida à vontade, petiscos e bolachinhas.
“Em um dos casos que tratei de um cão obeso, só pelo corte da oferta de petiscos, o animal emagreceu 4 quilos em apenas 3 meses”, declara Salvador.
Felis também não vê benefícios na ração light para tratar de obesidade e os ossos de couro, que os animais adoram, mas que são repletos de conservantes e corantes químicos.
O médico veterinário Diego Fernandes aponta que doenças também são fatores que deixam o animal obeso.
“Encontrar animais com excesso de peso por causa de doenças endócrinas, como hipotireoidismo e diabetes, é muito comum”, declara.
De acordo com Diego, mesmo antes de o animal desenvolver sobrepeso já é possível detectar a presença de doenças deste tipo.
“Quando um animal tem uma fome insaciável, come rápido e bebe uma quantidade de água fora do normal, é possível que já sofra de alguma doença que o tornará obeso.
Cães castrados tendem a engordar mais que os outros, por isso é muito importante que esses animais tenham a alimentação ainda mais vigiada.
“A melhor maneira de avaliar se o animal está obeso é com o próprio peso e se esta dentro do padrão ou a perda da silhueta da cintura. Outros sinais tal como sedentarismo, cansaço fácil , falta de disposição também apontam o problema”, diz o médico veterinário Márcio Garbuglio.
Entre as raças com maior tendência à obesidade estão Beagle, Dachshund, Bulldog Inglês, Boxer, Rottweiler, Labrador, Pastor Alemão, Golden Retriever e o Pug.
Desde que você não tenha um São Bernardo adulto, uma dica para descobrir se seu animal tem sobrepeso ou obesidade é pega-lo no colo e utilizar uma balança simples de banheiro. Anote o peso. Depois suba sozinho e subtraia o valor apontado pelo anterior.
Um Beagle adulto, por exemplo, deve ter entre 9 e 13,5 kg. Já um Labrador macho deve ter cerca de 27 kg e a fêmea 25 kg. O Pug, macho ou fêmea, deve pesar entre 6 e 8 kg.
Mas isso não quer dizer que o seu amiguinho sem raça definida está livre desse problema; tem de cuidar da alimentação dele também.
Aliás, ao contrário do excesso de alimentação, os cuidados, sim, são a maior prova de amor ao seu pet.
Os passos para combater a obesidade
Para tornar a vida do seu brother de quatro patas mais saudável é necessário adotar alguns hábitos.
A primeira orientação é que você conheça a ração do seu cãozinho. Como é estimado que haja mais de 400 raças de cachorros no mundo, saber o tamanho médio, peso e a necessidade de exercícios é essencial.
Ter um programa de alimentação e exercícios estabelecidos por um veterinário também é importante.
Profissionais recomendam que, para evitar a obesidade, é eficaz fracionar a ração durante o dia, ou seja, oferecer ao animal pequenas porções de ração no decorrer do dia.
Ele pode até pedir e fazer cara de coitadinho, mas resista e evite dar guloseimas, como bolachas e outros alimentos pobres em nutrientes, que nem mesmo você deveria estar comendo.
E, por fim, agradáveis passeios regulares e beber bastante água é ótimo para vocês dois.
















