A edição inédita do Persona deste domingo (16/8), na TV Cultura, homenageia o cineasta Fernando Meirelles, que conta sobre sua trajetória pessoal e profissional. Para entrevistá-lo, o programa conta com a jornalista e pesquisadora de cinema Maria do Rosário Caetano e o compositor, cantor e ator Wandi Doratiotto. Com apresentação de Atílio Bari, a atração vai ao ar às 21h30.

Fernando Meirelles já dirigiu longas como Domésticas (2001), Cidade de Deus (2002), Cidade dos Homens (2007), Ensaio Sobre a Cegueira (2008), Rio, Eu Te Amo (2014), Dois Papas (2019) e outros. Na edição, ele também fala sobre sua relação com o cinema, que vem desde pequeno por meio das brincadeiras que fazia com seu pai, e como isso se tornou uma profissão.

“Um mundo que eu desconhecia completamente e quis conhecer. Como é que pode, né? É meu país, moro aqui e tem um país dentro do meu país que eu não conheço”, conta o cineasta sobre a decisão de fazer um filme sobre Cidade de Deus, romance escrito por Paulo Lins. Lançado em 2002, o longa ganhou indicações no Oscar e foi premiado em várias categorias no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, Festival de Havana e outros.
O diretor ainda deixa detalhes de como começou na produção audiovisual de forma profissional, todo seu trabalho na área publicitária e a formação em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

Relembrando
Em 2008, meses após o lançamento mundial do filme Ensaio sobre a Cegueira, Fernando Meirelles nos recebeu em sua casa para uma entrevista. Foi nosso primeiro contato com esse granjeiro apaixonado pelo seu reduto e, como disse ele, porto seguro. Na ocasião também falou sobre sua infância, típica de uma família de classe média, que passava férias em Itanhaém, ou na fazenda, e curtia Vigilante Rodoviário na TV da sala. Mas o cineasta confessou que o que gostava mesmo era de nadar e andar de bicicleta.

Onze anos depois, Circuito conseguiu novamente uma brecha na agenda de Meirelles, desta vez para falar sobre seu novo trabalho, o lançamento do filme Dois Papas, com os atores Jonathan Pryce e Anthony Hopkins. “O cinema é um espelho da sociedade em que está inserido. Por isso, a exclusão social no Brasil é um dos nossos grandes temas. A gente é um país rico, bonito, tarará… mas é muito injusto”, declarou em entrevista.

 

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