
Mesmo com a informação de que o Pequeno Cotolengo Paulista e a Secretaria Estadual de Educação estão renovando o contrato de aluguel para a manutenção da escola no terreno, os organizadores do movimento contra o fechamento da instituição de ensino, localizado no km 25,5 da Raposo Tavares, em Cotia, realizarão hoje (30/07) um protesto em frente à instituição.
“Se a escola saísse daqui também afetaria diretamente a instituição São Luis Orione Cotolengo, o Pequeno Cotolengo e parte dos 107 internos atendidos, pois teriam que procurar outro lugar para estudar e até gerando novos gastos com transporte”, diz o padre Claudinei Niedzwiecki, presidente da instituição.
De acordo com Claudinei, a saída da escola não tem uma relação direta com a venda de 40% terreno, pois o recinto onde está a escola será mantido.
De acordo com Vilma Rodrigues, mãe de alunos e uma das organizadoras do protesto, a indignação não é contra a instituição e sim contra o Estado.
“O fato e que a escola estaria sendo fechada, realocando os alunos para instituições de ensino próximas à Cotia, mas sabemos que a cidade possui poucas escolas, e que mães e alunos enfrentam problemas com vagas e filas para que a criança possa ter seu espaço na instituição educacional”, declara Vilma.
Para dar visibilizada ao problema, alunos do Pequeno Cotolengo promovem um grupo e uma fan page no Facebook.
Caso o contrato de locação entre a Secretaria Estadual de Educação e o Pequeno Cotolengo não fosse renovado, o imóvel onde está localizada a escola se toria um centro de reabilitação para pessoas com deficiência física ou mental.
Entenda o caso
Há cerca de um mês os alunos da Pequeno Cotolengo foram informados que teriam de procurar outra instituição de ensino, pois escola iria fechar, porém o que não foi comunicado é que esta decisão foi baseada no fato do Ministério Público proibir o Estado de renovar o contrato de locação do imóvel.
Sem respaldo para encontrar um culpado pelo fechamento da Escola Estadual Pequeno Cotolengo, muitos atribuíram esta ação com a venda de 40% do terreno onde se encontra o a instituição São Luis Orione Cotolengo e a instituição de ensino.
Mesmo com esta venda, a imóvel onde está localizada a escola será mantido, sendo demolido apenas um pequeno espaço para a acesso ao terreno vendido”, declara Claudinei.
De acordo com Claudinei os boatos atrapalham o funcionamento da instituição, referência no tratamento e acolhimento de pessoas com deficiência física ou mental.
“O Cotolengo não ficou rico com a venda do terreno, até porque o espaço não é do Cotolengo, e sim da Congregação Pequena Obra da Divina Providência, que cede os padres que aqui trabalham. Ainda precisamos de doações para continuarmos o trabalho que realizamos”, diz Claudinei.
Com a venda do percentual vendido para uma incorporadora, que pretende conceber condomínios residenciais, serão construídos pela Congregação Pequena Obra da Divina Providência, três Cotolengos na África, sendo um deles em Moçambique, e um em Joinville, Santa Catarina.












