Na quinta-feira (17/09) o Programa Circuito Almanaque entrevistou Lumi Zúnica, Repórter do Núcleo de Jornalismo Investigativo da Rede Record de Televisão.

O programa é exibido simultaneamente todas as quintas-feiras, às 17 horas no Facebook e YouTube e, desta vez, trouxe passagens da carreira do repórter que já morou na região e fez parte da equipe de jornalismo da Revista Circuito.

Durante a entrevista lembrou, por exemplo da capa que fez com Richard Rasmussem. “Ele tinha duas onças em casa e me convidou para fotografá-las em sua jaula. Eu perguntei se não tinha perigo e ele disse que não, que caso elas se aproximassem era só dar uns cutucões nelas que elas se afastariam e isso realmente aconteceu”, conta. “Só depois a esposa dele me contou que ninguém tinha entrado na jaula com ele antes.”

Foto de Capa para a Circuito: “Ele tinha duas onças em casa!”

Lumi Zúnica, que foi vencedor e/ou finalista dos prêmios mais cobiçados do jornalismo brasileiro como Tim Lopes, Wladmir Herzog e Esso, falou sobre os desafios, os momentos de tensão, os equipamentos usados nas reportagens investigativas e até sobre as ameaças sofridas pelos jornalistas que optam pelo jornalismo investigativo. “Já recebi incontáveis ameaças”, revelou. “O medo sempre vai existir, o dia que eu deixar de sentir medo, eu me aposento”, disse. “Porque ai eu iria perder o limite do que pode ser feito com segurança”, explicou.

O programa  mostrou trechos de grandes reportagens que ele fez para a Record como Médicos no Vício e Mercúrio, o veneno do ouro. A primeira uma história comovente de médicos que se viciaram em medicamentos e acabaram com suas carreiras e até com suas vidas por isso. A segunda uma investigação que durou três anos em garimpos na Amazônia brasileira e no Peru.

Fotos memoráveis feitas para a Revista Circuito e para a Agência Estado, entre outros veículos de comunicação:

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Por Mônica Krausz